Publicado 25/08/2025 05:00
Rio - O Rio de Janeiro está sendo representado em peso na segunda temporada do "Estrela da Casa", que estreia nesta segunda-feira (25), na TV Globo, sob o comando de Ana Clara, já que, dos 14 participantes, quatro são do Estado. São eles: Bea, Camille Vitória, Juceir Júnior e Thainá Gonçalves. O estilo musical de cada um, no entanto, se difere.
PublicidadeBea, por exemplo, canta pagode. Nascida em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ela tem 27 anos e solta a voz desde os 5. Motivada pela história de Thiaguinho, que também participou de um reality show no início da carreira, o "Fama", em 2002, a cantora já sabe o que vai fazer caso vença o programa.
"Se eu ganhar, pretendo abrir um selo musical. Um escritório, uma gravadora. Eu quero cuidar de outros artistas, principalmente artistas pretos e mulheres, que não têm muitas oportunidades na cena. Quero abrir um selo com essa vertente", diz Bea, que se inspira em artistas como Beyoncé, Daniel Caesar, Delacruz, Péricles, Ferrugem, Thiaguinho e Ludmilla.
Ela, que se define como "fortaleza, superação e segurança", revela que o único lugar em que se sente confiante é em cima do palco. Além das malas, Bea promete levar para o programa sua fé, talento, carisma e humildade, sem deixar a competitividade de lado. Embora seja uma pessoa fácil de lidar, a cantora também assume suas dificuldades.
"Eu sou uma pessoa que sabe lidar muito bem com outros seres humanos. Eu sempre fui assim na minha vida, no meu trabalho. Mas confesso que tenho uma certa dificuldade de lidar com pessoas que não sabem se comunicar e, principalmente, que não entendem a minha comunicação. Tenho toda a paciência para explicar, mas chega um momento que a paciência se perde. Isso é preocupante para mim", afirma.
Moradora de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Camille Vitória, de 22 anos, se identifica com o gênero R&B. Tímida, porém extrovertida quando pega intimidade com alguém, ela se define como alguém "animada" que gosta muito de sair, dançar, se divertir e ir a karaokês, onde, inclusive, já ganhou um concurso. Para a competição, ela revela que sua maior arma será a voz.
"Eu vou mostrar o potencial da minha voz, o que eu sempre quis mostrar para o mundo. Agora eu confio em mim de verdade para isso. Eu também sei compor, então acho que vai ser uma coisa boa. Tenho facilidade, mesmo sem ter experiência. Eu componho com as experiências da vida. Eu comecei a compor quando tinha 15 anos. Eu não tinha nem beijado na boca ainda e eu compus sobre amor. Eu sempre fui muito fanfiqueira, eu lia muita fanfic, então eu tirava várias ideias dessas referências", ri.
A pouca experiência, no entanto, é uma preocupação para ela, que revela ter entrado no reality musica para ganhar. "Minha expectativa é que eu consiga ganhar o programa. Estou indo realmente nessa vontade. O que pode dificultar é o fato de eu ser mais nova nessa área. Com certeza terão pessoas mais experientes. Mas, eu tenho certeza de que eu vou dar o meu melhor e eu vou bater de frente. Agora estou acreditando muito em mim, estou bem confiante e eu sei que eu posso. Então, não vai ter experiência de outros cantores que vá me parar", diz
"Eu sei que o programa dá muita visibilidade, o que também traz muitas oportunidades, e eu estou pronta para viver tudo isso, entrar de cabeça. Eu quero sair de lá me divertindo, estando feliz e fazendo o que eu mais gosto, que é cantar. E espero muito ser reconhecida", completa.
Entre as inspirações musicais dela estão: IZA, Gloria Groove, Whitney Houston, Rihanna e Beyoncé. Caso vença a atração e se torne a próxima estrela do Brasil, Camille pensa em investir na música e sonha em aposentar a mãe.
Já Juceir Júnior, de 35 anos, representará o pop romântico. Morador de Saquarema, na Região dos Lagos, ele curte cantar "do seu jeito". "Gosto de transitar sobre essa questão do amor, do abandono, que também é amor, né? Então, eu me sinto confortável, à vontade, cantando sobre coisas românticas, sobre romantismo. Gosto muito de pegar músicas que são de outros gêneros musicais e trazer para o meu mundo, cantar do meu jeito. Porque tem determinadas interpretações que escondem o real sentido da letra", afirma.
Disciplinado, o cantor acha que seu ponto forte às vezes também pode desencadear o mais fraco. "Venço pela repetição. Por não desistir. Em tudo. É assim na minha vida pessoal e na minha vida artística. Vou tentar até conseguir. Mas acho que o meu principal ponto fraco é o autojulgamento. Por exemplo, se eu faço um vídeo meu cantando e eu termino de fazer, eu posto. Se eu tiver que mostrar para alguém, eu mostro logo. Porque se eu assistir quatro, cinco vezes, eu vou começar a ver defeitos. E talvez eu queira apagar e fazer de novo", revela.
O "Estrela da Casa", contudo, não é o primeiro programa musical do qual Juceir - que se inspira em nomes como Fábio Júnior, Ana Carolina e Lulu Santos-, faz parte. Em 2022, ele foi finalista do "The Voice Brasil", no time do Lulu Santos. Embora seja grato à competição e todos os frutos que ela lhe rendeu, o cantor está preparado para enfrentar um novo desafio.
"A música é o meu foco principal, mas ela me abre muitas oportunidades. E o que eu acho que ainda falta, para mim, é a experiência que o ‘Estrela da Casa’ pode dar. De todos me verem não apenas no palco, mas também nos bastidores. Acompanhando o processo de escolher uma música, de pensar e fazer uma nota, de gravar. Isso vai ser o mais legal para mim", revela.
Cantora gospel, Thainá Gonçalves, de 33 anos, moradora de Guadalupe, na Zona Norte do Rio, está se redescobrindo como artista. Ela cresceu em uma igreja que a afastou do sonho de viver da música. Agora, quer dar a volta por cima e ter a possibilidade de se tornar a próxima estrela do Brasil.
"Estou numa construção, me redescobrindo. Na criação que eu tive antigamente, a gente, da igreja, não podia ser artista. Então, por muitos anos, quando eu era reconhecida pelos outros como uma artista, eu repudiava, eu rejeitava. Por isso estou me descobrindo como artista agora", conta ela, que fala de sua relação com a música.
"Sempre amei música, respirava música, até o dia que eu me frustrei demais e rompi. Ela parou de me emocionar, eu parei de sonhar com a música. Simplesmente esqueci, e quando eu cantava, cantava por cantar. E agora voltando, entro nesse processo. Vejo as pessoas falando de música e se emocionando, e eu quero chegar nesse ponto. Acho que a música vem do céu, e tudo que vem de Deus é bom. A música representa, para mim, a expressão dos sentimentos, do que está dentro", avalia.
Extrovertida, comunicativa e falante, a cantora leva para a competição a sua personalidade como maior atributo. "Me garanto muito em quem eu sou, na verdadeira Thainá. E apesar de ser muito autocrítica, até com minha própria voz, as pessoas dizem que o gogó está ok. Então, está garantido o gogó", brinca.
Para Thainá, os filhos são seus maiores tesouros, mas também sua fraqueza. Ela também reconhece que tem muito a melhorar na parte técnica da musical. "Ainda tem algumas pendências de coisas que eu gostaria de fazer, mas ainda não domino muito bem, principalmente na hora da performance. Às vezes me empolgo, mas às vezes o nervosismo também pode me atrapalhar", assume.
A cantora, inclusive, já faz planos, caso saia campeã. "Primeira coisa é a parte financeira, dar um levante, abençoar outras pessoas que têm me abençoado nesse trajeto, principalmente os meus pais. Depois eu quero aproveitar de tudo que vier à minha mão, quero fazer bem tudo que chegar, aproveitar bem as oportunidades", sonha.
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