Adriane GalisteuReprodução/HBO Max
Publicado 06/11/2025 14:44 | Atualizado 08/11/2025 11:29
Rio - O documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, lançado nesta quinta-feira (6) na HBO Max, tem emocionado o público e movimentado as redes sociais. Entre as cenas mais marcantes está o relato do momento em que Adriane Galisteu foi impedida de viajar para a Itália após a morte de Ayrton Senna em 1994 — decisão tomada pela família do piloto, que não queria a presença dela naquele momento de luto.
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"Depois de assistir ao documentário 'Meu Ayrton, por Adriane Galisteu' eu teria vergonha de ainda defender a família do Ayrton", escreveu uma internauta no X.

No dia 1º de maio de 1994, Adriane estava hospedada na casa de Senna, no Algarve, em Portugal, quando o piloto participou do Grande Prêmio de Ímola, na Itália, e sofreu o trágico acidente. A apresentadora relembra que, na véspera, havia pedido ao namorado que não corresse, após a morte do piloto austríaco Roland Ratzenberger durante os treinos.
"Isso foi motivo de discussão. Ele ficou bravo comigo no telefone, porque ele também já estava bravo com tudo o que estava acontecendo. Foi a primeira vez que ele me telefonou 10 minutos antes da corrida começar. Isso era uma coisa impossível de acontecer.", recordou.

Galisteu contou que assistiu à prova pela televisão e, inicialmente, não imaginou a gravidade do acidente. "Por infantilidade ou ignorância, me deu um 'alívio'. Eu pensei: 'Que bom, ele vai chegar mais cedo em casa'", relatou ela, dizendo que chegou a ir tomar banho logo em seguida.

Ela ficou incrédula quando ouviu da mãe que "só um milagre" salvaria Senna. "Para mim, ele era imortal. Para mim, ele morreria de velhice", disse emocionada.
Confiante de que Senna pudesse estar hospitalizado, ela chegou a preparar uma mala com roupas do piloto, imaginando que ele ficaria internado por alguns dias. Ao embarcar rumo à Itália, Adriane foi chamada pela torre de controle do aeroporto. Uma amiga dela, casada com o empresário Braguinha, amigo próximo de Senna, atendeu à ligação e ela foi informada que a família não queria que Adriane fosse a Ímola se despedir do namorado.
"Eu perguntei: 'Braga, como ele está?'. Ele falou: 'Ele não está. Ele morreu'", narrou a apresentadora. A pedido da família, ela e Luiza tiveram que deixar a casa de Senna no Algarve. 

Nas redes, muitos espectadores elogiaram o tom sensível e emocional do documentário.
"Acabei de assistir o doc Meu Ayrton por Adriane Galisteu e estou ainda mais encantada por essa mulher. A delicadeza, educação, amor e a sensibilidade da Galisteu foram materializadas em cada palavra, cena, músicas e paisagens dos dois episódios do doc. Que história linda!", disse uma internauta.
Outra completou: "A Adriane Galisteu faz a gente se apaixonar por Ayrton Senna de um jeito inexplicável. Amei o documentário dela sobre ele na HBO Max."
 
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