Publicado 23/02/2026 05:00
Rio - Lázaro Ramos dará vida ao primeiro vilão na televisão em "A Nobreza do Amor", próxima novela das 18h da TV Globo, que estreia dia 16 de março. Aos 47 anos, o ator vai interpretar o ambicioso Jendal, que rouba o trono do reino fictício de Batanga, situado na costa ocidental da África. A trama promete misturar romance, disputas políticas e reflexões sobre ancestralidade e identidade.
PublicidadeNa história escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., o personagem é primeiro-ministro e homem de confiança do rei Cayman II (Welket Bungué). No passado, ele lutou ao lado do monarca e da futura rainha Niara (Erika Januza) na guerra que libertou Batanga da colônia portuguesa no fim do século XIX. Com a consolidação da paz, o projeto de poder do vilão ganha novos contornos.
"O que me atraiu nesse projeto, primeiramente, foi a possibilidade de fazer um vilão, algo pelo que ainda não havia transitado na carreira, principalmente em televisão. Além disso, o texto da novela é muito bonito, importante. Eu queria muito participar desse momento, dessa história que vamos contar. Jendal é um personagem muito desejado", celebra Lázaro.
Sob período de tranquilidade, o povo de Batanga vê nascer sua princesa e herdeira do trono, Alika (Duda Santos), filha única dos reis Cayman II e Niara. Ela é prometida em casamento para o primeiro-ministro com o objetivo de protegê-la do mal que cobrirá o reino e ameaçará a dinastia, segundo revelação feita por Oruka (Vado), zelador do oráculo do reino.
A jovem, entretanto, não aceita a união e acaba interferindo nos rumos dos negócios que envolvem a exploração do tungstênio, metal que sustenta a economia do país. Alika convence seu pai a firmar um acordo com os turcos, representados pelo Paxá Soliman (Marco Ricca) e Omar (Rodrigo Simas), seu filho, para a fúria de Jendal, que se beneficiava de um trato com os ingleses, Mr. Campbell (Michel Blois) e Mr. Jones (João Pedro Zappa).
"Interpretar uma princesa africana em uma novela que valoriza nossa ancestralidade e abre espaço para discutir questões essenciais, como identidade e representatividade, é uma responsabilidade imensa, um grande privilégio. Cresci sonhando com personagens que refletissem a força, a beleza e a complexidade da nossa cultura", conta Duda.
Jendal toma Batanga e assume seu trono. Ele ordena a morte da família real, que é capturada tentando fugir. O trágico destino só muda quando Alika, volta atrás em sua decisão e aceita o casamento, que é realizado mas não consumado.
Com a ajuda de Omar (Rodrigo Simas), filho de um negociante turco apaixonado pela princesa, a família de Alika organiza uma nova fuga. Durante a escapada, o rei Cayman sofre um acidente fatal, mas antes de morrer, confia à filha a missão de limpar seu nome e recuperar o trono. O monarca também revela o destino que as duas devem seguir: o Brasil.
Natural de Guiné-Bissau, o ator Welket Bungué fala sobre o folhetim. "Enquanto narrativa afro-brasileira, acho que essa novela parte de um olhar situado no Brasil, mas construído de forma transversal. 'A Nobreza do Amor', nos vários encontros que provoca, acaba refletindo a multiplicidade das Áfricas através dos símbolos, dos trajes, da escultura, da geografia e da diversidade dos povos, afastando-se da ideia de um continente homogêneo".
Mãe e filha seguem para o Rio Grande do Norte, onde serão abrigadas por José (Bukassa Kabengele) e a mulher, Teresa (Ana Cecília Costa). Na verdade, o salvador se chama Zambi, irmão de Cayman, que abdicou do trono para viver a história de amor ao lado da brasileira. "'A Nobreza do Amor' vai trazer muito do que a gente sempre sonhou em ver na televisão. O povo estava sedento por uma história como essa, que vai misturar nossa herança de África com a cultura nordestina. Muita gente vai se conectar", adianta Januza.
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