Publicado 07/04/2026 05:00 | Atualizado 07/04/2026 12:13
Rio - Não importa se é famoso ou anônimo: se a história não for boa, a chance de participar do "Que História é Essa, Porchat?", comandado por Fabio Porchat, no GNT, é nula! O apresentador confirma que os critérios de escolha para comparecer à atração, que está em sua oitava temporada, são altos. Para reunir os melhores relatos, o processo é intenso e cheio de requisitos.
Publicidade"O que mais acontece é a gente dizer não, na verdade... Este ano vão ser 60 histórias da plateia, mas eu ouço o triplo disso, cerca de 180", revela o apresentador, ao destacar que apenas uma parte das histórias enviadas é aproveitada. O filtro vale para qualquer participante, independentemente da fama. "Se o Obama quiser vir no programa e não tiver história boa, a gente não vai trazer".
O apresentador conta que a avaliação passa por uma análise cuidadosa da estrutura e do potencial de impacto do relato. "A história precisa ter começo, meio e fim. E ela precisa ter uma virada", explica. Para ele, o termômetro é simples: "História boa é aquela em que, quando você conta, a pessoa que está ouvindo fala: 'Não!'".
Ele também comenta como lida com a recusa de histórias, principalmente quando envolvem pessoas próximas. "Quando é amigo próximo eu já falo: 'sua história é horrível’. Mas quando é uma pessoa de quem eu não tenho intimidade, eu falo: 'acho que não vai funcionar no programa'".
Mesmo mantendo a essência, o programa tem incorporado mudanças ao longo das temporadas. Uma delas é a inclusão de histórias contadas em dupla, recurso que, segundo Porchat, ampliou a dinâmica no palco. "Uma coisa que funcionou com a Renata Sorrah e a Cláudia Abreu e que a gente está meio tentando trazer mais".
Outra novidade é a maior participação da plateia. "A gente tem gente da plateia perguntando para os entrevistados", conta. Apesar das mudanças, ele reforça que o principal objetivo é preservar a espontaneidade. "A gente conseguiu criar em um estúdio um clima em que as pessoas se esquecem de que estão na TV", destaca.
Para Porchat, o sucesso do formato está justamente nessa identificação com situações do cotidiano. "Todo mundo ainda tem uma boa história para contar", acredita. Ele destaca que, ao contrário de entrevistas tradicionais, o interesse do público está nas experiências compartilhadas. "Se a pessoa conta uma história boa e volta três dias depois para contar outra história ótima, o público quer dar risada".
O olhar atento ao comportamento humano também alimenta o repertório do programa. "O que me chama mais a atenção é como a gente está propenso a fazer coisa errada... Sempre vai ter gente fazendo alguma coisa que vai dar esquisito", observa.
Nesta terça-feira (7), o programa recebe Sheila Mello, a atriz Bella Camero e a apresentadora Ceci Ribeiro como convidadas. Ao longo da temporada, Porchat já dividiu o palco com nomes como Juliano Cazarré, Nathalia Cruz, Adriano Garib, Nicolas Prattes, Giovanna Ewbank e Gabriela Loran.
Futuro e projetos
Sobre os próximos passos, Fábio explica que a decisão sobre novas temporadas acontece durante o próprio andamento das gravações. "Na metade das gravações... eu sinto se tem ou não tem". Segundo ele, os episódios recentes indicam um cenário positivo. "Estou otimista de que é possível pensar em uma nona".
Futuro e projetos
Sobre os próximos passos, Fábio explica que a decisão sobre novas temporadas acontece durante o próprio andamento das gravações. "Na metade das gravações... eu sinto se tem ou não tem". Segundo ele, os episódios recentes indicam um cenário positivo. "Estou otimista de que é possível pensar em uma nona".
Além do programa, o humorista segue com outros projetos em andamento. Ele continua à frente do Porta dos Fundos, produzindo conteúdos para diferentes plataformas, e prepara novos trabalhos, incluindo um especial com comediantes portugueses. Também mantém a turnê do espetáculo “Histórias do Porchat”, com apresentações no Brasil e no exterior.
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