Leandro LehartReprodução de vídeo
Publicado 13/04/2026 08:32
Rio - Leandro Lehart, criador do grupo "Art Popular", abriu o jogo sobre as acusações de estupro e cárcere privado em entrevista ao "Domingo Espetacular", da Record. O crime teria ocorrido dentro da casa dele em outubro de 2019, e foi denunciado pela vítima em 2021. A Justiça confirmou condenação do músico em segunda instância neste ano. O artista responde em liberdade e pode recorrer da decisão. 
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Leandro confirmou que manteve relações sexuais por cinco vezes com a suposta vítima a Roberto Cabrini. Questionado sobre o que teria ocorrido na noite em que a denunciante diz que foi violentada, o músico rebateu: "Que noite? Ela disse que aconteceu em um mês de outubro, em um dia específico que ela não descreve. Não existe hora...", disse. "O suposto crime precisa de um dia", acrescentou.  
Ele foi o primeiro a registrar um boletim de ocorrência de ameaça contra a mulher, identificada como Rita. tempos depois de trocar mensagens com ela. A justiça entendeu que o conteúdo seria uma confissão do artista. "Eu que levei para a delegacia a minha conversa com ela. Eu fiz o boletim de ocorrência porque eu sabia que de alguma maneira ela estava pedindo dinheiro, pedindo ajuda e eu não podia mais". 
Em 2021, Rita prestou depoimento. Ela disse que se assustou com algumas atitudes de Leandro, como a de colocar a cabeça dela dentro de uma privada, e pediu para ele parar. O cantor, entretanto, teria continuado, a segurado e a jogado no box "para se acalmar". Ela, ainda, relata que o artista teria a trancado dentro do banheiro. O músico alegou que o banheiro dele não se trancava por fora.
Para a Justiça, a versão dela corresponde como a verdade. "Nenhuma prova. Não existe prova... Eu fui condenado por causa de retirada de trechos específicos em uma conversa ampla, em que esses trechos foram usados para criar uma narrativa... Cadê a confissão? Não existe uma confissão. Existe um diálogo emocional". O artista apontou: "Fui condenado por aquilo que escrevi, não pelo o que fiz". 
Ele se declarou inocente. "Eu sou inocente. Essas conversas foram tiradas de contexto. Criaram um fato que virou uma suposta confissão, só que não existe comprovação nenhuma", afirmou. "A Justiça é pressionada por um momento histórico em que o Brasil maltrata muito mulheres. E aí ela pega esse contexto e quer dar algum tipo de exemplo pra sociedade, condenando pessoas sem nenhuma prova", completou. 
Leandro, então, comentou porque a denunciante teria interesse em mentir a respeito dele. "Por vingança, porque ela não tinha o que queria. Ela manipulava outras pessoas ao mesmo tempo em que ela manipulava exatamente as conversas que ela teve comigo. Existe uma construção de personalidade dela ali, em que ela, em determinados contextos, ela constrói aquilo que é de interesse dela". 
Questionado sobre como se enxerga daqui a um ano, ele declarou: "Fazendo o que estou fazendo. Mas eu vou respeitar tudo que a justiça determinar. Meus planos são provar minha inocência, continuar fazendo o que faço, continuar tendo a consciência tranquila". 
Veja a entrevista: 
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