Carla MarinsRodrigo Lopes / Divulgação
Publicado 10/05/2026 05:00
Rio - No ar como Xênica em "Três Graças", Carla Marins vai celebrar o dia das mães, neste domingo (10), ao lado da família. Assumidamente coruja, a atriz se derrete ao falar sobre a relação com o filho, Leon, de 17 anos, fruto da união como personal trainer Hugo Baltazar, e enche o jovem de elogios. Em entrevista, a artista de 57 anos também comenta a reta final do folhetim de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, celebra o sucesso da obra e adianta os novos rumos profissionais. Confira! 
Publicidade
- Carla, neste domingo, é celebrado o dia das mães. O que pretende fazer para comemorar esse dia especial?

Uma reunião em família, celebrando com minha mãe e minha sogra essa data pra lá de especial. Esse ano faremos um churrasco aqui em casa.

- Você passou a olhar sua mãe de outra maneira após a chegada do Leon? Passou a admirá-la ainda mais?

Com certeza! Entendo muito mais minha mãe e a admiro cada vez mais, por todo amor, orientação e dedicação que recebi apesar de todas as dificuldades de uma viuvez precoce. Meu pai faleceu quando eu tinha apenas sete meses de idade.

- Você se inspira muito na educação que sua mãe te deu para educar seu filho? Tem algum conselho que ela te deu que você guarda com carinho?

Minha mãe é meu norte em relação a valores e seu maior ensinamento, para mim, foi ensinar o respeito e consideração por todas as pessoas, mas principalmente pelos mais vulneráveis.

- Você lembra sentiu quando viu o rostinho do Leon pela primeira vez?
Ser mãe aos 40 anos foi uma experiência visceral para mim. Ao vê-lo fui inundada por uma onda de amor incomensurável e sensação de completude.

- Como você define o Leon? E como é a rotina de vocês? Tem algum momento que você não abre mão de ter com ele?

Leon é gentil, amoroso, educado e com uma baita inteligência emocional. Sou muito presente, convivemos muito na infância dele e temos uma forte conexão. A adolescência está passando sem grandes sustos. Amo quando almoçamos juntos, vamos ao teatro e cinema. Tem sido uma experiência incrível ser mãe. Sempre um aprendizado e nesta fase a troca se intensifica, conversamos sobre tudo, a vida, o mundo, sobre política, relacionamentos, machismo e racismo estrutural, consentimentos. Eu e o pai somos muito unidos e atentos na criação dele, e o orientamos para ser um homem digno, respeitador e amoroso com as mulheres.

- Você pensa em ser mãe de novo, adotar...?

Não, já sabia que seria um só! Sou filha única e não tive maiores problemas com isso e vejo que ele também não tem.

- E por falar em maternidade, Xênica também é uma mamãe bem coruja. José Maria (Tulio Starling) subiu ao altar com a Kellen (Luiza Rosa) na novela e foi um momento muito emocionante para a personagem, que não conteve as lágrimas. 

Xênica é mãe solo e sua vida foi voltada para ele. É uma carga emocional e de responsabilidade muito pesadas que inúmeras mulheres vivem mesmo estando casadas. No casamento dos dois, se emociona bastante emocionada e fica feliz com a escolha do filho. É uma mulher madura, acostumada com a solitude que celebrará a união de seu filho adulto.

- "Três Graças" chega à reta final sendo um sucesso. Como é participar de um trabalho tão bem-sucedido?

Uma alegria infinita e a sensação de ser pé quente (risos). Tudo fluiu tão bem desde o início e tivemos uma união forte com todo o elenco, direção e técnica. Temos um grupo em que comentamos as cenas, vibrávamos uns com os outros, uma parceria maravilhosa. 

- Quais são seus próximos passos profissionais?

Quero fazer mais televisão e também teatro, vou estrear uma peça com Natália Timberg em breve.
Leia mais