Rosi Campos vive a governanta Diná em 'Quem Ama Cuida'Globo/ Estevam Avellar
Publicado 28/06/2026 05:00
Rio - Depois de integrar o elenco da novela infantil "A Caverna Encantada" (2025), no SBT, Rosi Campos está de volta ao horário nobre da TV Globo em um papel cercado de mistérios. Em "Quem Ama Cuida", a atriz interpreta Diná, governanta da família Brandão que nutria um amor platônico por Arthur (Antonio Fagundes) e desponta como uma das principais suspeitas pelo assassinato do empresário.
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"Fazer novela é sempre bom. Ainda mais aqui na Globo, que é realmente uma indústria, a nossa Hollywood", brinca a atriz ao comemorar o retorno à emissora. O último trabalho dela havia sido em "A Dona do Pedaço" (2019). 
Na trama de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Diná foi apaixonada em silêncio pelo patrão, Arthur, durante anos. Quando o empresário decidiu fazer uma aliança com Adriana (Leticia Colin) de se casar com ela para protegê-la e torná-la sua única herdeira, a governanta passou a enxergar a fisioterapeuta como a responsável por destruir seu sonho de viver esse amor.
Antes do enlace, Diná admitiu para Adriana que amava o ricaço e chegou a confrontar a jovem, chamando-a de golpista. A neta de Otoniel (Tony Ramos) não deixou barato e deu um tapa na cara da aliada e informante de Pilar (Isabel Teixeira). Pouco depois da cerimônia, Arthur foi assassinado dentro da mansão.
O crime transforma praticamente todos ao redor do milionário em suspeitos. Adriana acaba condenada injustamente pelo homicídio, enquanto Diná figura entre os principais nomes investigados por causa do amor não correspondido que nutria pelo empresário.
A personagem desperta dúvidas no público justamente por nunca revelar completamente suas intenções, característica que também surpreende a própria intérprete. "A gente ainda não sabe exatamente quem é a Diná. Ainda não existe um veredito absoluto sobre ela. Muitas pessoas podem ter cometido esse crime, então estamos todos descobrindo a personagem junto com o público."
Rosi explica que a paixão silenciosa da governanta ajuda a justificar muitas das atitudes dela ao longo da novela. "Ela vive esse amor platônico há muitos anos e sofre muito com isso. Também se sente humilhada. Ela acredita que perdeu o grande amor da vida dela para a Adriana, uma mulher que considera uma golpista."
Diná ganhará um lado mais humano
Apesar de ser uma das personagens mais duras da trama, Diná começará a revelar uma faceta diferente nos próximos capítulos. A mudança acontece com a chegada de Fernando (Pedro Alves), seu neto, que passará a morar na mansão dos Brandão a convite da avó. A convivência entre os dois mostrará uma mulher mais acolhedora.
"Ela trata o muito bem, quer que ele trabalhe e fez questão de que morasse lá. Isso humaniza um pouco a personagem. Ela não é uma pessoa ruim, é uma pessoa triste. Ela nunca foi correspondida. Ela diz: 'Eu não tive coragem e eu não tive beleza'. Olha que louco você falar que não teve beleza!", comenta a atriz.
Enquanto o público tenta descobrir quem matou Arthur, Rosi prefere não fazer apostas. Nos bastidores, segundo ela, as teorias mudam a todo momento "Entre nós, do elenco, estamos cogitando qualquer coisa. Fui eu e a Isabel Teixeira, fui eu e não sei quem...", diverte-se.
Outro tema que Rosi celebra é o encontro entre diferentes gerações de atores na novela. A atriz acredita que as produções atuais abriram espaço para novos talentos e afirma gostar da troca com os colegas mais jovens. "Antigamente, os elencos eram menores e tinham muita gente mais velha, só estrelas. Hoje em dia que tem muito jovem, muita gente começando, muita gente que interessa para a casa."
Independência feminina
Se Diná viveu em função de um amor não correspondido, Rosi pensa de maneira completamente diferente quando o assunto é relacionamentos. A atriz defende que as mulheres priorizem a própria independência. "Vamos parar um pouco com isso. Vamos trabalhar, ganhar dinheiro, ter estabilidade e uma vida em que você não dependa de ninguém. As mulheres estão muito fortes, como sempre, trabalhando muito e não sendo valorizadas."
A artista lembra ainda de uma situação curiosa vivida nos bastidores de "Da Cor do Pecado" (2004), quando resistiu à ideia de que sua personagem, Mamuska, precisasse encontrar um par romântico. "Eu dizia: 'Eu não quero ter um marido, a Mamuska não precisa de homem! Ela se basta!'. Mas, se for mandar um homem, não me entrega macho fraco, não. E ela me veio com o Sidney Magal! 'Oba! Agora, gostei!' (risos)."
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