André Luiz MirandaReprodução/ Instagram
Publicado 30/06/2026 05:00
Rio - André Luiz Miranda vive um momento especial na carreira. Atualmente no ar em "A Nobreza do Amor" e na reprise de "Avenida Brasil" (2012), o ator afirma que a fase representa um encontro entre diferentes momentos de sua trajetória profissional de 28 anos. Enquanto o público acompanha personagens mais maduros, também pode revisitar os primeiros papéis dele na televisão, como Tiziu, de "Terra Nostra" (1999), exibida novamente pela TV Globo entre setembro de 2025 e maio deste ano. 
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"É muito gratificante. Esse momento representa uma espécie de encontro entre passado e presente da minha carreira. O público está revendo os trabalhos que eu fiz no início da minha trajetória e conhecendo o meu outro lado, com personagens mais maduros. Isso mostra que a arte atravessa o tempo. Recebo mensagens de pessoas que lembram de personagens de mais de 20 anos por causa do Tiziu. Meu trabalho continua vivo na memória das pessoas", diz o artista.

O reencontro com Tiziu também fez o ator revisitar o início da carreira. André lembra que começou muito jovem na televisão e considera que o personagem marcou sua formação artística. "Eu era muito novo, tinha uma enorme vontade de aprender e tive o privilégio de conviver com grandes atores e diretores. Foi uma verdadeira escola. Hoje olho para aquele menino com carinho e vejo o quanto amadureci. Mas procuro manter a mesma curiosidade e o mesmo respeito pela profissão que eu tinha naquela época."

Se o público relembra personagens do passado, André vive uma nova fase na televisão. Em "A Nobreza do Amor", ele interpreta Akin, um minerador e ativista que luta pelos direitos da população de Batanga. O ator conta que se interessou pela novela antes mesmo de saber qual personagem interpretaria. "Eu já estava energeticamente envolvido com esse projeto havia muito tempo. Descobri qual seria a temática da novela e fiquei encantado. Eu sabia que seria um projeto gigantesco e um marco na televisão. Independentemente do personagem, eu queria estar nessa novela."

Depois de conquistar o papel, encontrou em Akin um personagem que o desafia diariamente. "Ele luta pelos direitos da população, dos trabalhadores. É um ativista, um personagem muito humano, com várias camadas. Está sendo uma delícia esse processo de construção."

Ao longo de quase três décadas de carreira, André afirma que aprendeu a lidar com os diferentes ciclos da profissão. Entre momentos de grande visibilidade e períodos de escassez de oportunidades, diz que o amor pela atuação foi o que o manteve motivado.
"A carreira de ator é feita de ciclos, de altos e baixos. Existem momentos de grande visibilidade, como este que estou vivendo agora, mas também momentos de espera e de recomeço. O que me motiva é o amor pelo ofício, por contar histórias e transmitir mensagens que toquem as pessoas", conta.

Quando olha para a trajetória construída até aqui, ele afirma que sua principal conquista não está ligada a um personagem específico. "Permanecer foi a minha maior conquista. A gente sabe como essa profissão é difícil e, para as pessoas pretas, é mais difícil ainda. Construir uma trajetória consistente, baseada no trabalho, na dedicação e na persistência, é uma grande vitória."

O ator também revela que pretende continuar explorando novos desafios na profissão. "Quero interpretar personagens que me desafiem cada vez mais, ampliar minha presença no cinema, contar histórias que provoquem reflexão e emoção e continuar trabalhando até ficar bem velhinho, porque é isso que eu amo."

Além das novelas, André também poderá ser visto em breve na série "Veronika", do Globoplay, como o inspetor Cristiano Olegário, e na segunda temporada de "Galera FC", da HBO Max, interpretando Wendell. "Veronika foi o meu renascimento como ator. Eu vinha de um período de escassez e esse personagem foi muito importante nessa retomada da minha carreira. Pela primeira vez fiz um personagem mais com cara de vilão, dentro de um universo policial. Já Galera FC é uma comédia, e eu nunca me vi como um ator de comédia. São linguagens completamente diferentes, mas acho que o público vai se divertir". 
Outro projeto que ele integra é o longa "O deserto de Luiza", que fez sua estreia mundial no 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai. A produção disputa o Golden Goblet, principal prêmio do evento. 
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