Publicado 29/06/2026 11:08 | Atualizado 29/06/2026 12:04
Rio - Sabina Simonato usou o "Bom Dia São Paulo", da TV Globo, nesta segunda-feira (29), para se retratar após a repercussão de um comentário feito sobre a liberação antecipada de alunos por causa do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A fala da jornalista dividiu opiniões nas redes sociais e motivou uma série de críticas de telespectadores.
Durante a edição anterior do telejornal, a apresentadora questionou como pais que trabalham conseguiriam buscar os filhos caso as escolas encerrassem as atividades mais cedo por causa da partida entre Brasil e Japão, marcada para as 14h (horário de Brasília). Ela também sugeriu que as instituições poderiam manter os estudantes no local durante a transmissão do jogo.
"Como os pais fazem? Eu me coloco no lugar dos pais... Tem muito pai que não pode sair do serviço no horário do jogo. Como você dispensa? Faz uma atividade diferente com as crianças, um telão no pátio da escola, sei lá... Faz desse limão uma limonada. Você põe nas costas da família, que depende de ficar o filho na escola para ganhar o pão de cada dia? Olha, eu não concordo com isso", declarou.
A repercussão levou o programa a exibir mensagens enviadas por telespectadores. Uma delas foi lida ao vivo pela própria âncora. "Me desculpe, mas as escolas não são depósitos. Sei das dificuldades e necessidades dos pais, porém jogar a responsabilidade nas costas das escolas não é certo. Escola é lugar de aprendizado, e os funcionários também têm seus filhos. Os filhos dos funcionários podem ficar espalhados por aí, enquanto os pais, funcionários de escolas, ficam olhando os filhos dos outros? O debate tem que ser maior e, talvez, deixar a Copa como algo irrelevante", escreveu uma telespectadora identificada como Rosangela.
Após a leitura, Sabina esclareceu o posicionamento e pediu desculpas ao público. "Eu não tenho compromisso com o certo ou errado. Talvez a minha forma de me expressar tenha sido errada. Existe um calendário do ano inteiro e, de repente, vem um jogo da Copa do Mundo e altera isso", afirmou.
A jornalista explicou que sua intenção era destacar o impacto da mudança na rotina de famílias que trabalham. "O pai e a mãe, que tinham um planejamento, o filho estava na escola, se veem de uma hora para outra tendo que mudar os planos. Foi nesse sentido. Eu em nenhum momento disse que escola é depósito de alunos, que é creche, como eu tenho recebido aqui. Vocês têm todo o direito de se manifestar, estão me pedindo que faça uma retratação", disse.
Sabina também ressaltou que respeita os profissionais da educação e afirmou que buscava apresentar diferentes perspectivas sobre a situação. "Quero deixar aqui meu posicionamento. Existia um calendário, até então, sem um jogo previsto para segunda-feira às 14h, quando muitas crianças estariam na escola. É nesse sentido. Eu tenho todo respeito e admiração pelos profissionais da educação, como estão dizendo aqui, que a função é ensinar e não tomar conta. Estou dizendo para a gente pensar nos dois lados, porque a gente não tem compromisso com um lado apenas. Tem mãe também que trabalha no horário do jogo. É nesse sentido."
Ao encerrar o assunto, a apresentadora voltou a pedir desculpas aos telespectadores que se sentiram ofendidos. "Se você não concordou com meu ponto de vista e, talvez naquele momento eu não tenha sido clara, me desculpa. Eu respeito todos os profissionais, todos os profissionais da educação, assim como os outros setores. Não é uma briga, não é uma discussão, vamos juntos. Que bom que vocês me alertaram sobre esse ponto. Talvez eu não tenha me feito tão clara. É claro que professores têm seus filhos, seus direitos... É um lado, um ponto de vista, eu respeito todos vocês", concluiu.
PublicidadeDurante a edição anterior do telejornal, a apresentadora questionou como pais que trabalham conseguiriam buscar os filhos caso as escolas encerrassem as atividades mais cedo por causa da partida entre Brasil e Japão, marcada para as 14h (horário de Brasília). Ela também sugeriu que as instituições poderiam manter os estudantes no local durante a transmissão do jogo.
"Como os pais fazem? Eu me coloco no lugar dos pais... Tem muito pai que não pode sair do serviço no horário do jogo. Como você dispensa? Faz uma atividade diferente com as crianças, um telão no pátio da escola, sei lá... Faz desse limão uma limonada. Você põe nas costas da família, que depende de ficar o filho na escola para ganhar o pão de cada dia? Olha, eu não concordo com isso", declarou.
A repercussão levou o programa a exibir mensagens enviadas por telespectadores. Uma delas foi lida ao vivo pela própria âncora. "Me desculpe, mas as escolas não são depósitos. Sei das dificuldades e necessidades dos pais, porém jogar a responsabilidade nas costas das escolas não é certo. Escola é lugar de aprendizado, e os funcionários também têm seus filhos. Os filhos dos funcionários podem ficar espalhados por aí, enquanto os pais, funcionários de escolas, ficam olhando os filhos dos outros? O debate tem que ser maior e, talvez, deixar a Copa como algo irrelevante", escreveu uma telespectadora identificada como Rosangela.
Após a leitura, Sabina esclareceu o posicionamento e pediu desculpas ao público. "Eu não tenho compromisso com o certo ou errado. Talvez a minha forma de me expressar tenha sido errada. Existe um calendário do ano inteiro e, de repente, vem um jogo da Copa do Mundo e altera isso", afirmou.
A jornalista explicou que sua intenção era destacar o impacto da mudança na rotina de famílias que trabalham. "O pai e a mãe, que tinham um planejamento, o filho estava na escola, se veem de uma hora para outra tendo que mudar os planos. Foi nesse sentido. Eu em nenhum momento disse que escola é depósito de alunos, que é creche, como eu tenho recebido aqui. Vocês têm todo o direito de se manifestar, estão me pedindo que faça uma retratação", disse.
Sabina também ressaltou que respeita os profissionais da educação e afirmou que buscava apresentar diferentes perspectivas sobre a situação. "Quero deixar aqui meu posicionamento. Existia um calendário, até então, sem um jogo previsto para segunda-feira às 14h, quando muitas crianças estariam na escola. É nesse sentido. Eu tenho todo respeito e admiração pelos profissionais da educação, como estão dizendo aqui, que a função é ensinar e não tomar conta. Estou dizendo para a gente pensar nos dois lados, porque a gente não tem compromisso com um lado apenas. Tem mãe também que trabalha no horário do jogo. É nesse sentido."
Ao encerrar o assunto, a apresentadora voltou a pedir desculpas aos telespectadores que se sentiram ofendidos. "Se você não concordou com meu ponto de vista e, talvez naquele momento eu não tenha sido clara, me desculpa. Eu respeito todos os profissionais, todos os profissionais da educação, assim como os outros setores. Não é uma briga, não é uma discussão, vamos juntos. Que bom que vocês me alertaram sobre esse ponto. Talvez eu não tenha me feito tão clara. É claro que professores têm seus filhos, seus direitos... É um lado, um ponto de vista, eu respeito todos vocês", concluiu.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.