Publicado 05/07/2026 05:00
Rio - Conhecido pela estreia na televisão em "Malhação: Toda Forma de Amar" (2019), e pelos trabalhos em programas como "Tudo Igual… SQN" (2022) e "Últimas Férias" (2023), do Disney +, Ronald Sotto, de 27 anos, vive o primeiro protagonista da carreira na novela "A Nobreza do Amor", que ocupa a faixa das 18h, da TV Globo. Nascido e criado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ele interpreta Tonho, um trabalhador rural na cidade fictícia de Barro Preto, no Rio Grande do Norte, no folhetim, que vive uma história de amor com a princesa Alika/Lúcia (Duda Santos). Recentemente, o personagem levou um tiro durante a invasão dos cangaceiros, ficou em coma, mas surpreendeu a família ao despertar. Na entrevista, o artista celebra o papel na trama, fala sobre o filho, Ravy, e relembra trabalhos anteriores. Confira!
Publicidade- Você realiza seu primeiro trabalho como protagonista em "A Nobreza do Amor". Como você entende a importância deste papel para a sua carreira?
Olha, é um divisor de águas e a realização de um sonho que vem sendo construído passo a passo. Ser o protagonista de "A Nobreza do Amor" não é apenas um destaque na minha carreira, mas a validação de toda a minha caminhada até aqui, de cada personagem que defendi antes. Então encaro o Tonho não só como um grande presente, mas como uma responsabilidade enorme.
Olha, é um divisor de águas e a realização de um sonho que vem sendo construído passo a passo. Ser o protagonista de "A Nobreza do Amor" não é apenas um destaque na minha carreira, mas a validação de toda a minha caminhada até aqui, de cada personagem que defendi antes. Então encaro o Tonho não só como um grande presente, mas como uma responsabilidade enorme.
Você interpreta Tonho, um simples trabalhador rural no Rio Grande do Norte, que vive um romance com a princesa Alika do reino Batanga. Como você se sente ligado a este personagem? Como você se conectou com a história dele?
O que mais me conecta ao Tonho é a ética dele. Ele é um homem movido por valores muito sólidos, pelo desejo de fazer o bem e pela preocupação com as pessoas ao seu redor. Eu também me identifico com essa ideia de acreditar no trabalho, na honestidade e na força das próprias raízes. Para construí-lo, mergulhei muito na observação desse homem do campo, entendendo o ritmo da terra, o valor da coletividade e a forma como ele se relaciona com o mundo.
O que mais me conecta ao Tonho é a ética dele. Ele é um homem movido por valores muito sólidos, pelo desejo de fazer o bem e pela preocupação com as pessoas ao seu redor. Eu também me identifico com essa ideia de acreditar no trabalho, na honestidade e na força das próprias raízes. Para construí-lo, mergulhei muito na observação desse homem do campo, entendendo o ritmo da terra, o valor da coletividade e a forma como ele se relaciona com o mundo.
- O seu personagem se aproxima do papel de guerreiro a partir da construção da trama da novela, que vem moldando essa mudança. Como você acredita que esta transformação impacta a progressão de Tonho dentro da narrativa?
Eu acho que essa virada humaniza o Tonho de uma forma muito bonita. Tornar-se um guerreiro, na nossa trama, não significa apenas pegar em armas ou ir para o embate físico; significa assumir uma postura de liderança e proteção que ele não imaginava que precisaria ter. O impacto disso na narrativa é enorme, porque o Tonho passa a carregar o peso de muitas vidas nas costas. Como ator, é um prato cheio, porque ganho novas camadas para trabalhar. A progressão dele deixa de ser uma linha reta e ganha uma força dramática muito maior, movimentando todos ao redor dele.
- A atriz Duda Santos divide o protagonismo com você na novela. Como é trabalhar com ela?
A Duda é uma parceira extraordinária. Nós nos conhecemos desde 'Malhação: Toda Forma de Amar' e construímos ao longo dos anos uma relação de confiança, respeito e admiração. Isso faz toda a diferença quando você precisa contar uma história de amor tão intensa quanto a de Tonho e Alika. Em cena, existe muita escuta e generosidade entre nós. E, nos bastidores, a gente se apoia muito e torce pelo crescimento um do outro.
- "A Nobreza do Amor" apresenta uma história moldada pelo protagonismo negro. Como você vê a relevância de trazer esse tema para o dia a dia do brasileiro?
Eu vejo isso como um passo fundamental de reparação e de celebração da nossa própria identidade. O Brasil é um país majoritariamente negro, e a nossa cultura foi forjada por essa força, mas a nossa teledramaturgia nem sempre refletiu essa realidade na mesma proporção. 'A Nobreza do Amor' não traz o protagonismo negro apenas como um detalhe, mas como a engrenagem principal de uma história rica, bonita e cheia de dignidade. É emocionante fazer parte desse movimento de transformação na TV. O brasileiro precisa se ver de verdade na televisão, com toda a sua complexidade, beleza e poder.
Eu acho que essa virada humaniza o Tonho de uma forma muito bonita. Tornar-se um guerreiro, na nossa trama, não significa apenas pegar em armas ou ir para o embate físico; significa assumir uma postura de liderança e proteção que ele não imaginava que precisaria ter. O impacto disso na narrativa é enorme, porque o Tonho passa a carregar o peso de muitas vidas nas costas. Como ator, é um prato cheio, porque ganho novas camadas para trabalhar. A progressão dele deixa de ser uma linha reta e ganha uma força dramática muito maior, movimentando todos ao redor dele.
- A atriz Duda Santos divide o protagonismo com você na novela. Como é trabalhar com ela?
A Duda é uma parceira extraordinária. Nós nos conhecemos desde 'Malhação: Toda Forma de Amar' e construímos ao longo dos anos uma relação de confiança, respeito e admiração. Isso faz toda a diferença quando você precisa contar uma história de amor tão intensa quanto a de Tonho e Alika. Em cena, existe muita escuta e generosidade entre nós. E, nos bastidores, a gente se apoia muito e torce pelo crescimento um do outro.
- "A Nobreza do Amor" apresenta uma história moldada pelo protagonismo negro. Como você vê a relevância de trazer esse tema para o dia a dia do brasileiro?
Eu vejo isso como um passo fundamental de reparação e de celebração da nossa própria identidade. O Brasil é um país majoritariamente negro, e a nossa cultura foi forjada por essa força, mas a nossa teledramaturgia nem sempre refletiu essa realidade na mesma proporção. 'A Nobreza do Amor' não traz o protagonismo negro apenas como um detalhe, mas como a engrenagem principal de uma história rica, bonita e cheia de dignidade. É emocionante fazer parte desse movimento de transformação na TV. O brasileiro precisa se ver de verdade na televisão, com toda a sua complexidade, beleza e poder.
- "Malhação: Toda Forma de Amar" foi o seu projeto de estreia para a TV, ainda em 2019. Como você acredita que ele influenciou sua progressão na carreira como ator?
Olho para 2019 com muito carinho e orgulho. "Malhação: Toda Forma de Amar" foi o projeto que me apresentou ao grande público e onde tudo começou a ganhar uma nova proporção. Estava realizando o sonho de estrear na TV, cheio de expectativas. Aquela estreia foi o combustível fundamental para a minha progressão, porque me deu a certeza de que era exatamente esse caminho que eu queria trilhar para a vida toda.
- Você percebe uma diferença entre a sua atuação em 2019 e ela agora, em 2026?
Com certeza, a diferença é nítida e natural. Hoje, em 2026, sinto que a minha atuação ganhou muito mais maturidade, escuta e domínio do espaço. Toda a bagagem que acumulei nesses anos me deu uma segurança que eu não tinha lá atrás.
Olho para 2019 com muito carinho e orgulho. "Malhação: Toda Forma de Amar" foi o projeto que me apresentou ao grande público e onde tudo começou a ganhar uma nova proporção. Estava realizando o sonho de estrear na TV, cheio de expectativas. Aquela estreia foi o combustível fundamental para a minha progressão, porque me deu a certeza de que era exatamente esse caminho que eu queria trilhar para a vida toda.
- Você percebe uma diferença entre a sua atuação em 2019 e ela agora, em 2026?
Com certeza, a diferença é nítida e natural. Hoje, em 2026, sinto que a minha atuação ganhou muito mais maturidade, escuta e domínio do espaço. Toda a bagagem que acumulei nesses anos me deu uma segurança que eu não tinha lá atrás.
- Você é pai do Ravy, de 8 anos. De que maneira você concilia seu trabalho como ator e seu tempo com seu filho? Você compartilha o seu trabalho com ele? Ou, por exemplo, planeja mostrar seus projetos quando ele for mais velho?
É um malabarismo, mas a paternidade me trouxe uma maturidade que reflete até na minha atuação. Quero que ele cresça sabendo que o pai trabalhou duro para abrir caminhos. Quando ele for mais velho, sentar com ele e rever essa história que estamos construindo agora e muitas outras.
É um malabarismo, mas a paternidade me trouxe uma maturidade que reflete até na minha atuação. Quero que ele cresça sabendo que o pai trabalhou duro para abrir caminhos. Quando ele for mais velho, sentar com ele e rever essa história que estamos construindo agora e muitas outras.
*Reportagem da estagiária Isabela Bitencourt, sob supervisão de Isabelle Rosa
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