Publicado 31/10/2021 07:00 | Atualizado 31/10/2021 15:53
Rio - Cada vez mais mulheres vem aderindo à transição capilar para reencontrar seus cabelos naturais cacheados e crespos. Maisa Silva, de 19 anos, é uma delas. A apresentadora faz questão de compartilhar que ama seus cachos bem definidos e, na última semana, rebateu críticas de alguns internautas por não alisar os fios. "Não vou ficar alisando o cabelo para (agradar) o gosto das pessoas porque felizmente eu amo meu cabelo natural... Posso usar o cabelo do jeito que eu quiser", declarou ela.
Maisa não é a única celebridade a aderir a ideia de usar o cabelo natural. Pelo contrário, IZA, Taís Araujo, Sheron Menezes, Brunna Gonçalves, Giovana Cordeiro e Gleici Damasceno são alguns exemplos de mulheres que passaram pelo processo. Segundo a cabelereira Bianca Hulmann, a transição é um processo de aceitação e empoderamento porque na infância, muitas vezes, as mulheres sofreram bullying por conta dos seus cabelos cacheados e crespos.
“As pessoas que passaram ou estão passando pela transição capilar, em sua maioria, tiveram algum trauma, sofreram bullying e acabaram odiando seu cabelo. Muitas crianças tinham dificuldade de penteá-lo e ouviam que ele era ruim. Por isso, a transição começa com a autoaceitação, de você gostar do seu cabelo natural e aceitar as diferenças de textura. A transição é um período muito difícil, pois tem a parte do cabelo alisado e a parte cacheada ou crespa nascendo, isso mexe muito com a autoestima”, explica a especialista.
Entenda a transição capilar
A transição capilar nada mais é que a pessoa parar de fazer procedimentos que utilizem produtos químicos e deixar o cabelo crescer naturalmente. Não existem fórmulas mágicas, o único procedimento que tira a química do cabelo é o corte, incluindo o Big Chop, que é o corte grande, possibilitando tirar mais química. A transição acontece quando se corta a última parte lisa.
O tempo durante o processo de transição é muito particular. Como existe a necessidade de tirar toda a química por meio do corte, cada pessoa decide quanto deseja ir tirando a cada corte. “Existem pessoas que, quando decidem por este processo, raspam o cabelo na máquina zero, para tirar toda a química de uma vez, enquanto outras podem levar dois anos ou mais para concluir, pois cortam aos poucos'', explica Bianca.
O tempo durante o processo de transição é muito particular. Como existe a necessidade de tirar toda a química por meio do corte, cada pessoa decide quanto deseja ir tirando a cada corte. “Existem pessoas que, quando decidem por este processo, raspam o cabelo na máquina zero, para tirar toda a química de uma vez, enquanto outras podem levar dois anos ou mais para concluir, pois cortam aos poucos'', explica Bianca.
Cuidados e dicas
Bianca Hulmann alerta ainda que se a pessoa demorar a cortar, o tratamento fica mais complicado porque a parte alisada pesa e a natural começa a nascer com a raiz inchada, assim, passa a existir uma diferença grande de texturas. Outra dica importante é não utilizar chapinhas ou secadores durante o processo de transição capilar, pois pode acontecer uma transição mecânica devido ao calor.
Bianca Hulmann alerta ainda que se a pessoa demorar a cortar, o tratamento fica mais complicado porque a parte alisada pesa e a natural começa a nascer com a raiz inchada, assim, passa a existir uma diferença grande de texturas. Outra dica importante é não utilizar chapinhas ou secadores durante o processo de transição capilar, pois pode acontecer uma transição mecânica devido ao calor.
"Às vezes, as pessoas param de usar química, mas seguem escovando. Por isso, acaba acontecendo um alisamento por tração. Então, quando cortam as últimas pontas alisadas, percebem que mesmo assim o cabelo segue sem cachear como deveria", justifica a especialista, que recomenda, no máximo, a utilização de babyliss nas pontas lisas e manter a parte natural livre de qualquer interferência.
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