Com personalidade e contra a "cultura do cancelamento", Julie comenta sobre assuntos quentes do cotidiano político e da cultura brasileiraDivulgação
Publicado 22/07/2025 09:34
Olá, meninas!
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Gente, pensa num mulherão que fala o que pensa, que é dona de si e de suas convicções e que está fazendo um baita sucesso nas redes sociais pelos seus posicionamentos mega sinceros sobre assuntos do cotidiano! 
Hoje vamos falar um pouquinho sobre a história de Juliana Moreira Leite, mais conhecida como Julie Milk. Ela é jornalista cultural, escritora e comentarista política. Carioca, com formação acadêmica nos Estados Unidos e no Brasil, alia um olhar cosmopolita à vivência brasileira para analisar com ironia e profundidade tanto os bastidores do poder quanto os fenômenos da cultura pop nacional e internacional.
Carioca, Julie possui formação acadêmica nos Estados Unidos e no Brasil - Divulgação
Carioca, Julie possui formação acadêmica nos Estados Unidos e no BrasilDivulgação
Além disso, Julie é autora do livro “Eu Não Pedi por Nada Disso”, obra em que mistura crônica pessoal, crítica social e sarcasmo afiado. Nas redes e nos palcos do debate público, ela se destaca pela coragem de dizer o que pensa — mesmo (ou especialmente) quando isso incomoda. 
Confira abaixo o bate-papo exclusivo que eu tive com esse mulherão:
Julie, como surgiu a ideia de publicar vídeos sobre assuntos do cotidiano em suas redes e dar a sua opinião com tanta sinceridade, doa a quem doer? A Julie Milk surgiu daí?
Acho que tudo começou com um cansaço — o desgaste de ver matérias ruins, vazias, sem relevância, sendo empacotadas como se fossem grandes acontecimentos pelos portais de mídia tradicionais. Também foi uma forma de marcar posição contra a hipocrisia da cultura woke. O apelido Julie Milk surgiu ainda na época do high school, em Nova York, mas esse meu olhar afiado para a hipocrisia do mundo já estava comigo muito antes

Como funciona a sua produção de conteúdo? Você costuma elaborar um roteiro ou faz tudo de maneira improvisada e natural?

Não tem roteiro, não tem edição — não por conceito, mas por total falta de habilidade mesmo. Eu ligo a câmera e deixo rolar. O que sai, posto. Simples assim

Diante de um cenário social tão polarizado e quente, ainda mais se tratando da internet, você esperava fazer tanto sucesso com o seu trabalho?

Não esperava nada, foi tudo orgânico.

Você possui muitos fãs e tem milhões de seguidores... mas e os chamados "haters"? Já foi cancelada alguma vez por algo que tenha dito?

Cancelada? Não faço a menor ideia — até porque não perco um segundo pensando nisso. Mas sempre tem uns mequetrefes em surto com tudo que eu digo. Normalmente, gente com carência grave de repertório cultural e intelectual.

Como você é uma jornalista cultural, seus vídeos abordam diversos assuntos, inclusive opiniões sobre falas e aparências de personalidades. O que você acha das tendências atuais de beleza e moda, principalmente focadas para o público feminino?

Não critico a aparência de ninguém. O que me incomoda são os exageros estéticos que estão deformando todo mundo e apagando a beleza real das pessoas. Isso não é vaidade, é um surto coletivo por uma estética cafona — e minha crítica é social, não pessoal.

Você acredita em imparcialidade?

Imparcialidade é o mito favorito dos mornos. Eu acredito em lucidez, em senso crítico, em desconfiar do que a maioria engole calada. Imparcial não dá pra ser — mas dá pra ser íntegra, o que é bem mais raro.

Para você, o que é ser um mulherão?
Um mulherão é aquela que permanece inteira. Que não negocia seus princípios, que não leiloa a própria alma nem transforma o corpo em mercadoria. Mulherão é a mulher que sustenta a própria estrutura enquanto o mundo desmorona em concessões morais
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