Publicado 30/07/2025 10:23
Olá, meninas!
PublicidadeQuando vi as imagens e li o relato da Juliana, que foi violentamente agredida dentro de um elevador pelo próprio namorado, o Igor, fiquei indignada!
Uma mulher, aos 35 anos, aceitava ser empurrada, humilhada, abusada psicologicamente por esse agressor e covarde, em um relacionamento que já durava cerca de dois anos.
Uma mulher, aos 35 anos, aceitava ser empurrada, humilhada, abusada psicologicamente por esse agressor e covarde, em um relacionamento que já durava cerca de dois anos.
Neste sábado, ele teve uma crise de ciúmes, perdeu completamente o controle e desferiu mais de 60 socos na cabeça dela. Sessenta! Ela teve fraturas no maxilar, no crânio, foi levada para o hospital às pressas… um horror. Tudo isso foi registrado pelas câmeras do prédio. É mais um caso absurdo de tentativa de feminicídio, desses que nos fazem parar e pensar: até quando?
Depois deste episódio, Juliana, que segue em recuperação, lembrou em entrevista ao Cidade Alerta que Igor tinha o costume de expô-la diante de amigos, além de violenta-la emocionalmente, de desconfiar de tudo... mas ela seguia acreditando que aquilo não chegaria à tentativa de feminicídio. Até que chegou. E ela teve que agir: ninguém deve permitir que a humilhação evolua para terror. Em nome do amor, não podemos aceitar nenhum tipo de violência.
Igor foi preso em flagrante pela Polícia Militar, teve prisão convertida para preventiva e agora responde por tentativa de feminicídio. Juliana está hospitalizada, vai precisar de cirurgia reparadora.
Ela foi amparada por vizinhos e protegida pela Justiça, e agora, mais do que nunca, precisa se cercar de apoio jurídico, médico e psicológico. Importa dizer: essa violência é crime hediondo e não pode ser naturalizada.
Quero que saiba: se você está num relacionamento tóxico, que começa com empurrões, humilhações, descontrole emocional — não espere chegar a cem socos para agir. Essa violência NÃO se justifica, NÃO pode ser relativizada. Quem ama não agride de nenhuma forma, quem ama não maltrata, quem ama não mata!
Você não deve se calar. Você merece respeito, apoio e proteção. A denúncia existe: ligue 180, vá à DEAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), busque amigas, vizinhas, advogada, psicóloga. É o seu direito viver sem medo. É o seu direito chamar socorro. É o seu direito sobreviver.
Juliana sobreviveu — e há de ter justiça. Que o grito dela ecoe como alerta e força para todas nós.
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