Atriz divulgou em suas redes sociais o procedimento estético realizado nas axilasReprodução/Instagram
Publicado 05/09/2025 09:33
Olá, meninas!
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Vocês já ouviram falar em botox nas axilas? Pois é, essa técnica vem conquistando cada vez mais mulheres que buscam bem-estar e liberdade no dia a dia — e até mesmo famosas, como a atriz Mel Maia, já aderiram ao procedimento, que visa combater a hiperidrose.
Para entender um pouquinho desta condição que pode afetar muitas de nós, conversei com a queridíssima doutora Gabriella Vasconcellos (@dragabivasconcellos), dermatologista e diretora médica da Clínica Goa (@clinicagoa) há 12 anos.
Em um bate-papo leve e cheio de informações, ela explicou tudo sobre o tema e revelou curiosidades que toda mulher vai adorar saber. Confira:
O que define a hiperidrose e em que situações o suor excessivo é considerado fora do padrão de regulação térmica?
Essa é uma condição definida exatamente pelo suor excessivo e desproporcional em algumas regiões específicas como axilas, mãos, pés e até outras regiões, mas que vai além da necessidade de regular a temperatura corporal, a hiperidrose pode acontecer mesmo em repouso, sem esforço, ou, em baixas temperaturas ou até em momentos inesperados.
E os m situações em que o suor é considerado fora do padrão de regulação, e isso acontece quando envolve muito a produção abundante de suor em momentos de ansiedade, ou stress, mesmo quando o paciente não sente calor, ou faz esforço físico, o suor vem forte e constante nas palmas das mãos, e também em axilas e pés, que são situações que atrapalham muito a vida social mesmo quando a pessoa está parada sem fazer nada.

Quais fatores são mais frequentemente responsáveis pela hiperidrose axilar?

A hiperidrose axilar é causada principalmente por fatores genéticos e emocionais, como estresse e ansiedade, que podem levar a uma resposta exagerada do corpo ao suor. No entanto, outras causas incluem o uso de alguns medicamentos, certas condições médicas subjacentes (como diabetes ou hipertireoidismo), o consumo de alimentos picantes, bebidas alcoólicas e até mesmo o próprio calor ambiental.

Essa condição geralmente se manifesta desde a infância, como no caso de Mel Maia, ou pode surgir em outras fases da vida?

Essa condição pode ocorrer em qualquer fase da vida, e podem ser de dois tipos: a primária, que geralmente surge na infância ou adolescência e tem base genética, e a secundária, que pode ter início na vida adulta e é causada por outras condições médicas, medicamentos, ou até na menopausa ou situações de estresse.

Quais exames ou avaliações são necessários para confirmar o diagnóstico de hiperidrose axilar?

O diagnóstico de hiperidrose axilar baseia-se principalmente na história clínica, o paciente vem se queixando ou liga para o consultório pedindo ajuda, mas o exame físico também é necessário para selar esse diagnóstico.
Para confirmar e quantificar a condição, podem ser usados testes diferentes de suor, como o teste de amido-iodo, o mais usado em que fazemos antes da aplicação de Botox, usamos o iodo para pintar as áreas suadas de azul-escuro, e identificar a área que vai ser tratada, ou o teste de papel. Exames de sangue e urina podem ser solicitados para descartar outras condições médicas subjacentes que possam causar esse suor excessivo.

Quais opções de tratamento (não invasivos) são indicadas para casos menos graves de hiperidrose?

Nesses casos, os tratamentos não invasivos incluem o uso de antitranspirantes de alta potência contendo sais de alumínio, que bloqueiam as glândulas sudoríparas, ou menos usado e mais antigo a iontoforese, que utiliza uma corrente elétrica fraca para interromper o suor nas mãos e pés.
Medicamentos orais como a oxibutinina, que é um anticolinérgico, e a aplicação local de toxina botulínica são também opções que não necessitam de cirurgia, bloqueando os sinais nervosos para as glândulas sudoríparas.
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