Atitude vergonhosa de diretor é repudiada pela organização do eventoReprodução/Instagram
Publicado 07/11/2025 09:58 | Atualizado 07/11/2025 10:41
Olá, meninas!
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Amiga, senta aqui, vamos conversar. Quantas vezes na vida você já engoliu um desaforo com um sorriso amarelo no rosto? Quantas vezes sentiu que precisava se encolher para caber em um lugar, em uma reunião, em uma relação? Essa semana, o universo (literalmente, o Miss Universo) nos deu uma aula sobre isso, e eu precisava compartilhar com você.


Imagine a cena: um palco brilhante, mulheres deslumbrantes de todo o mundo e, de repente, uma delas é chamada de “burra”. Em público. Pelo diretor do evento. Foi o que aconteceu com a Miss México, Fátima Bosch. A razão? Uma suposta falha em uma tarefa promocional. Uma desculpa pequena para uma humilhação gigante.

E o que ela fez? O que muitas de nós fomos ensinadas a não fazer. Ela não chorou baixinho, não pediu desculpas, não se encolheu. Ela se levantou. Com a postura de quem carrega uma coroa invisível – a do amor-próprio –, ela olhou nos olhos dele e disse:

“Não sou uma boneca para ser maquilhada, penteada e ter a roupa trocada. Vim aqui para ser a voz de todas as mulheres.”

Naquele momento, Fátima fez mais do que se defender. Ela defendeu a todas nós. E o mais lindo? Ela não ficou sozinha. Em um ato de sororidade que aqueceu nosso coração, quase todas as outras candidatas se levantaram e saíram com ela. Elas nos mostraram que a competição pode até existir, mas a irmandade fala mais alto.
 
 
 
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Essa história nos toca porque ela é um espelho. É o chefe que nos interrompe, o parceiro que diminui nossas conquistas, a voz interna da autocrítica que nos chama de “burra” quando cometemos um erro. É a pressão para sermos sempre perfeitas, agradáveis, silenciosas.

A atitude de Fátima e de suas colegas é um lembrete poderoso de que nosso valor não está à venda. Não é negociável. Ele não depende de um título, de um cargo ou da aprovação de ninguém. O bem-estar que tanto buscamos começa exatamente aí: no momento em que decidimos nos amar o suficiente para traçar uma linha e dizer “daqui você não passa”.

No fim das contas, a vencedora deste concurso, mesmo que não leve a coroa de metal e pedras preciosas, já é a Miss México. A vitória dela não foi sobre beleza, foi sobre bravura. Foi sobre a coragem de ser inteira, autêntica e inegociável em um mundo que, muitas vezes, nos quer pela metade.

Que a gente se inspire nela. Que a gente aprenda a carregar nossa própria coroa de dignidade todos os dias. Porque essa, minha amiga, é a única que ninguém, jamais, poderá tirar de nós.
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