Publicado 04/02/2026 09:32
Olá, meninas!
PublicidadeAmiga, se tem uma coisa que tira o sono — literalmente — de mães e pais nessa época do ano é a bendita volta às aulas. Depois de semanas (ou meses!) de férias, horários soltos, noites mais longas e manhãs preguiçosas, ajustar o relógio biológico da criançada pode virar uma verdadeira missão impossível. Mas calma, respira… dá pra fazer isso de forma leve, sem trauma e com muito carinho.
Com a retomada da rotina escolar, uma das maiores preocupações é justamente ajudar os pequenos a voltarem a dormir mais cedo e acordar dispostos. E, segundo o otorrinolaringologista especialista em distúrbios do sono, Dr. Lucas Vaz Padial, do Hospital Paulista, esse processo precisa de tempo, paciência e, principalmente, constância. Ele explica que uma semana é o mínimo necessário para que o corpo da criança consiga se adaptar novamente.
“O ajuste na rotina de sono das crianças não deve ser feito apenas um ou dois dias antes de voltarem às aulas, porque o corpo precisa de mais tempo para se adaptar. Isso acontece porque o organismo precisa regular a produção de melatonina, o hormônio responsável por induzir o sono, e também ajustar o ‘relógio biológico’ da criança à nova rotina. O ideal é começar esse processo pelo menos uma semana antes do início das aulas.
Durante essa semana, é importante que a criança comece a dormir mais cedo, o que pode ser feito retirando estímulos que dificultam o sono, como atividades que estimulam o cérebro (como videogames, celulares ou televisão) e mantendo o ambiente mais tranquilo e sem luzes fortes”.
E faz todo sentido, né? Afinal, durante as férias, o ritmo muda completamente. O próprio médico explica que crianças e adolescentes têm naturalmente um “relógio biológico mais tardio”, o que significa que eles já tendem a dormir e acordar mais tarde. Some isso ao uso intenso de telas e pronto: temos aí a receita perfeita para noites longas e manhãs difíceis. Segundo ele, “Elas são mais vespertinas, dormindo naturalmente mais tarde e acordando também mais tarde. Quando estão de férias, essa rotina encaixa bem. Porém, esses estímulos constantes, presentes sobretudo nas telas de videogame, celulares, tem postergado ainda mais esse processo. E, ao retornarem às atividades escolares, que em grande parte são matutinas, há uma quebra abrupta de um processo de sono que estava bem postergado”.
O problema é que essa virada brusca pode impactar — e muito — o desenvolvimento, o aprendizado e até o humor dos pequenos. A falta de sono interfere diretamente na memória, na concentração e no rendimento escolar. O Dr. Lucas explica: “Para a maioria das crianças, isso demora a se normalizar, o que prejudica o processo de aprendizagem. O sono tem um papel crucial no desenvolvimento físico e cognitivo. Durante o sono profundo (fase N3), o corpo libera hormônios, como o hormônio do crescimento (GH), que contribui para o aumento de estatura e ganho de massa muscular. Já o sono REM, mais frequente ao final da noite, é responsável pela consolidação da memória e aprendizado de longo prazo. Esses processos são essenciais para o bom desempenho escolar, e a privação de sono pode comprometer a capacidade de aprender e reter informações.”
E não para por aí. Ele também faz um alerta importante para alguns sinais que merecem atenção especial, como sono muito agitado, roncos, pausas na respiração durante a noite, respiração pela boca, salivação excessiva, xixi na cama com frequência, sonambulismo ou dificuldade de atenção. Nesses casos, segundo o médico, “Para todos esses casos é importante que seja feita uma avaliação médica”.
Mas calma, não precisa entrar em desespero. Pequenas mudanças na rotina já fazem uma diferença enorme. Ajustar os horários aos pouquinhos, criar rituais relaxantes antes de dormir, diminuir as telas no período da noite, deixar o quarto mais tranquilo, com luz baixa e temperatura agradável, tudo isso ajuda — e muito — nesse processo. Um banho morno, uma historinha, uma música suave… são detalhes simples que funcionam como um carinho no cérebro, avisando que está na hora de desacelerar.
Ah, e vale lembrar também da alimentação: nada de refeições pesadas perto da hora de dormir. Lanches leves ajudam o corpo a relaxar melhor. E, acima de tudo, muita paciência e constância. Cada criança tem seu tempo, seu ritmo e sua própria forma de se adaptar.
No fim das contas, a volta às aulas pode até ser desafiadora, mas também é uma oportunidade linda de criar momentos de conexão, acolhimento e cuidado. Com amor, rotina e um pouquinho de organização, tudo se ajeita. E o sono — graças a Deus — volta pro lugar.
Com a retomada da rotina escolar, uma das maiores preocupações é justamente ajudar os pequenos a voltarem a dormir mais cedo e acordar dispostos. E, segundo o otorrinolaringologista especialista em distúrbios do sono, Dr. Lucas Vaz Padial, do Hospital Paulista, esse processo precisa de tempo, paciência e, principalmente, constância. Ele explica que uma semana é o mínimo necessário para que o corpo da criança consiga se adaptar novamente.
“O ajuste na rotina de sono das crianças não deve ser feito apenas um ou dois dias antes de voltarem às aulas, porque o corpo precisa de mais tempo para se adaptar. Isso acontece porque o organismo precisa regular a produção de melatonina, o hormônio responsável por induzir o sono, e também ajustar o ‘relógio biológico’ da criança à nova rotina. O ideal é começar esse processo pelo menos uma semana antes do início das aulas.
Durante essa semana, é importante que a criança comece a dormir mais cedo, o que pode ser feito retirando estímulos que dificultam o sono, como atividades que estimulam o cérebro (como videogames, celulares ou televisão) e mantendo o ambiente mais tranquilo e sem luzes fortes”.
E faz todo sentido, né? Afinal, durante as férias, o ritmo muda completamente. O próprio médico explica que crianças e adolescentes têm naturalmente um “relógio biológico mais tardio”, o que significa que eles já tendem a dormir e acordar mais tarde. Some isso ao uso intenso de telas e pronto: temos aí a receita perfeita para noites longas e manhãs difíceis. Segundo ele, “Elas são mais vespertinas, dormindo naturalmente mais tarde e acordando também mais tarde. Quando estão de férias, essa rotina encaixa bem. Porém, esses estímulos constantes, presentes sobretudo nas telas de videogame, celulares, tem postergado ainda mais esse processo. E, ao retornarem às atividades escolares, que em grande parte são matutinas, há uma quebra abrupta de um processo de sono que estava bem postergado”.
O problema é que essa virada brusca pode impactar — e muito — o desenvolvimento, o aprendizado e até o humor dos pequenos. A falta de sono interfere diretamente na memória, na concentração e no rendimento escolar. O Dr. Lucas explica: “Para a maioria das crianças, isso demora a se normalizar, o que prejudica o processo de aprendizagem. O sono tem um papel crucial no desenvolvimento físico e cognitivo. Durante o sono profundo (fase N3), o corpo libera hormônios, como o hormônio do crescimento (GH), que contribui para o aumento de estatura e ganho de massa muscular. Já o sono REM, mais frequente ao final da noite, é responsável pela consolidação da memória e aprendizado de longo prazo. Esses processos são essenciais para o bom desempenho escolar, e a privação de sono pode comprometer a capacidade de aprender e reter informações.”
E não para por aí. Ele também faz um alerta importante para alguns sinais que merecem atenção especial, como sono muito agitado, roncos, pausas na respiração durante a noite, respiração pela boca, salivação excessiva, xixi na cama com frequência, sonambulismo ou dificuldade de atenção. Nesses casos, segundo o médico, “Para todos esses casos é importante que seja feita uma avaliação médica”.
Mas calma, não precisa entrar em desespero. Pequenas mudanças na rotina já fazem uma diferença enorme. Ajustar os horários aos pouquinhos, criar rituais relaxantes antes de dormir, diminuir as telas no período da noite, deixar o quarto mais tranquilo, com luz baixa e temperatura agradável, tudo isso ajuda — e muito — nesse processo. Um banho morno, uma historinha, uma música suave… são detalhes simples que funcionam como um carinho no cérebro, avisando que está na hora de desacelerar.
Ah, e vale lembrar também da alimentação: nada de refeições pesadas perto da hora de dormir. Lanches leves ajudam o corpo a relaxar melhor. E, acima de tudo, muita paciência e constância. Cada criança tem seu tempo, seu ritmo e sua própria forma de se adaptar.
No fim das contas, a volta às aulas pode até ser desafiadora, mas também é uma oportunidade linda de criar momentos de conexão, acolhimento e cuidado. Com amor, rotina e um pouquinho de organização, tudo se ajeita. E o sono — graças a Deus — volta pro lugar.
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