Médica alerta para a importância dos exames regulares, principalmente após os 40Reprodução/Internet
Publicado 06/05/2026 09:48
Olá, meninas!
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Maio chega trazendo um lembrete super importante pra gente cuidar da visão, sabia? É o mês de conscientização sobre o glaucoma, uma doença silenciosa que pode afetar muita gente sem dar sinais claros logo de cara. E é justamente aí que mora o perigo.

A oftalmologista Carolina Rottili Daguano explica de um jeito bem direto o porquê de tanta atenção. “Pela sua dimensão, é possível observar o quanto essa doença pode ser perigosa”, alerta. E o mais complicado é que, na maioria das vezes, a gente nem percebe que tem algo errado. Quando os sintomas aparecem, o problema já pode estar mais avançado.

Ela explica que “o glaucoma é uma neuropatia óptica, ou seja, uma doença do nervo óptico causada pelo aumento da pressão intraocular. Em alguns casos, podem ocorrer dor nos olhos e vermelhidão, mas os quadros assintomáticos representam a grande maioria”. Ou seja, dá pra conviver com a doença sem sentir praticamente nada no início.

Com o tempo, começam a surgir alguns sinais mais perceptíveis, como a perda da visão lateral, o que pode atrapalhar coisas simples do dia a dia, tipo dirigir ou até andar na rua com mais segurança. Em estágios mais graves, a visão central também pode ser afetada, dificultando ler, ver TV ou usar o celular. E, nos casos mais extremos, pode levar à perda total da visão.

Existem diferentes tipos de glaucoma, desde os mais comuns até casos mais raros, que podem aparecer por outros problemas de saúde ou até desde o nascimento. Sobre isso, a médica chama atenção: “Os sintomas e sinais podem estar presentes desde o nascimento ou até os três primeiros anos de vida, apresentando características como aumento do globo ocular, perda da transparência da córnea, que leva ao aspecto azulado do olho, vermelhidão ocular, fotofobia e lacrimejamento”.

E como descobrir tudo isso? Indo ao oftalmologista regularmente. Não tem muito mistério, mas tem que cuidar. “O diagnóstico de cada tipo de glaucoma deve ser realizado por meio de uma consulta oftalmológica completa, direcionada ao caso e acompanhada de exames complementares, como gonioscopia, campimetria, retinografia e tomografia de coerência óptica”, explica.

O tratamento varia, mas o objetivo é sempre o mesmo: controlar a pressão dos olhos e evitar que a doença avance. Pode ser com colírios, laser ou até cirurgia, dependendo de cada caso.

Agora, um ponto importante: algumas pessoas têm mais chance de desenvolver glaucoma, como quem tem histórico na família, miopia, diabetes, ou já passou por algum trauma ocular. A idade também pesa bastante. “A prevalência do glaucoma aumenta com a idade, sendo que a neuropatia óptica glaucomatosa pode ocorrer mesmo em casos de pressão intraocular normal. Por isso, pacientes com 40 anos ou mais devem realizar consultas regulares para avaliação do nervo óptico, da camada de fibras nervosas, além de exames de retinografia e tomografia de coerência óptica, a fim de detectar a doença antes que apresente formas irreversíveis”, orienta.

Fica aquele lembrete básico, mas essencial: não espera dar problema pra cuidar da sua visão. Um check-up pode fazer toda a diferença.
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