Com técnicas cada vez mais avançadas, o desafio deixou de ser parecer mais jovem e passou a ser preservar a naturalidadeReprodução/Internet
Publicado 22/06/2026 09:32
Olá, meninas!
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Envelhecer faz parte da vida, mas convenhamos: poucas mulheres passam ilesas pela vontade de suavizar uma ruguinha aqui, dar um "up" na firmeza da pele ali ou simplesmente recuperar aquele aspecto descansado que o tempo insiste em levar embora. Não é à toa que os procedimentos estéticos e as cirurgias de rejuvenescimento facial vêm conquistando cada vez mais espaço nos consultórios.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia evoluiu e trouxe resultados mais naturais, também aumentaram as dúvidas sobre os limites dessas intervenções. Afinal, é possível rejuvenescer sem perder a própria identidade? Como evitar resultados exagerados? Existe uma idade certa para recorrer a uma cirurgia facial? E, em meio a tantas promessas que circulam nas redes sociais, como saber o que realmente é seguro?

Para esclarecer essas questões, conversamos com o cirurgião plástico Dr. Flávio Rezende (@drflaviorezende), que explicou os principais cuidados relacionados ao rejuvenescimento facial, os riscos que precisam ser considerados antes de qualquer procedimento e a importância de buscar resultados harmoniosos, respeitando as características únicas de cada paciente. Afinal, mais do que parecer mais jovem, a verdadeira tendência da beleza atual é continuar sendo você mesma — apenas na sua melhor versão.
Muita gente se surpreendeu ao saber que a Aline Campos fez lifting facial aos 38 anos. Existe mesmo uma idade “certa” para esse tipo de cirurgia ou isso depende de cada pessoa?
Não existe uma idade exata para realizar um lifting facial. A indicação é muito mais baseada nas características individuais do envelhecimento do que na idade cronológica. Algumas pessoas apresentam flacidez facial mais precoce devido à genética, perda de peso significativa, exposição solar excessiva, tabagismo ou outros fatores relacionados ao estilo de vida. Enquanto alguns pacientes podem se beneficiar da cirurgia antes dos 40 anos, outros só sentem necessidade após os 50 ou 60. O mais importante é avaliar o grau de flacidez e as expectativas do paciente.
Quais são os sinais no rosto que indicam que alguém pode se beneficiar de um lifting facial? É só a idade ou existem outros fatores que pesam nessa decisão?
Os principais sinais que podem indicar benefício com o lifting facial são a flacidez na região das bochechas, perda do contorno da mandíbula, aparecimento de “jowls” (aquelas sobras de pele ao longo da linha mandibular), sulcos mais profundos ao redor da boca e excesso de pele no pescoço.
Hoje vemos pessoas cada vez mais jovens buscando procedimentos estéticos. O lifting facial tem sido procurado mais cedo do que antigamente? O que explica essa mudança?
Sim, observa-se uma tendência de pacientes procurarem procedimentos de rejuvenescimento em idades mais precoces. Isso acontece por vários motivos: maior acesso à informação, avanços nas técnicas cirúrgicas, resultados mais naturais e menor tempo de recuperação.
Além disso, a exposição constante às redes sociais, fotos e vídeos faz com que as pessoas percebam mais rapidamente sinais de envelhecimento que antes passavam despercebidos.
Hoje as técnicas cirúrgicas como deep plane proporciona resultados muito naturais sem estigmatizar a face das pessoas.
Atualmente, muitos pacientes não querem esperar que a flacidez esteja muito avançada para buscar tratamento.
Algumas pessoas confundem lifting com botox ou preenchimento. De forma simples, qual é a diferença entre esses procedimentos e quando cada um é indicado?
São tratamentos com objetivos diferentes. O botox atua relaxando músculos responsáveis por rugas de expressão, como as da testa e ao redor dos olhos, melhorando o aspecto da pele e suavizando as expressões como rugas profundas.
Os preenchimentos ajudam a repor volume perdido, melhorar contornos faciais, tratar assimetrias e criar desenhos e traços mais harmoniosos. Mas muito importante usar com parcimônia, técnica apurada para um resultado natural. Já o lifting facial é uma cirurgia que reposiciona tecidos profundos e remove o excesso de pele, tratando principalmente a flacidez e restaurando os contornos e a queda facial. Em casos iniciais, procedimentos minimamente invasivos podem oferecer bons resultados. Quando há flacidez mais importante, especialmente no terço médio da face, mandíbula e pescoço, o lifting costuma proporcionar resultados mais eficazes e duradouros.
Para quem pensa em fazer lifting facial, quais cuidados e critérios são fundamentais antes de decidir pela cirurgia?
O primeiro passo é procurar um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou uma entidade reconhecida na especialidade. É fundamental realizar uma avaliação completa da saúde, discutir expectativas de forma realista e entender os benefícios, limitações e riscos do procedimento.
Também é importante verificar o local onde a cirurgia será realizada, seguir corretamente os exames pré-operatórios e adotar hábitos saudáveis, como suspender o tabagismo e manter uma boa rotina de cuidados com a pele. O sucesso do lifting não depende apenas da técnica cirúrgica, mas também de uma indicação adequada e de um pós-operatório bem conduzido.
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