Publicado 01/07/2026 09:37
Olá, meninas!
PublicidadeQuem está passando pela menopausa sabe que os famosos calorões podem transformar completamente a rotina. As ondas de calor aparecem sem aviso, o suor noturno interrompe o sono e, muitas vezes, surge aquela sensação frustrante de não reconhecer mais o próprio corpo. Em meio à busca por soluções, uma novidade acaba de chamar a atenção das mulheres: a aprovação de um novo tratamento não hormonal pela Anvisa para aliviar os sintomas mais comuns dessa fase.
O medicamento, chamado fezolinetanto e comercializado com o nome Veoza, surge como uma alternativa para mulheres que sofrem com sintomas vasomotores moderados a intensos, especialmente os calorões e os suores noturnos.
Segundo a ginecologista e pesquisadora Fabiane Berta, a novidade representa um avanço importante, mas não deve ser encarada como uma solução única para todas as pacientes.
"A menopausa é uma fase que exige avaliação individualizada. Cada mulher tem uma história, sintomas e necessidades diferentes. Mesmo sendo um medicamento não hormonal, ele precisa de prescrição médica e acompanhamento adequado", explica a especialista.
Como funciona o novo tratamento para menopausa?
Diferentemente da terapia hormonal tradicional, o fezolinetanto não repõe estrogênio nem progesterona. Sua ação acontece diretamente no sistema nervoso central, em uma área do cérebro responsável pelo controle da temperatura corporal.
Durante a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio pode desregular esse mecanismo, favorecendo o surgimento dos calorões e da transpiração excessiva. O medicamento atua bloqueando seletivamente o receptor NK3, ajudando a reduzir os sinais que desencadeiam esses sintomas.
Na prática, o objetivo é auxiliar o organismo a regular melhor o chamado "termostato interno", diminuindo tanto a frequência quanto a intensidade dos episódios de calor repentino.
Nem toda mulher precisa do mesmo tratamento
A especialista destaca que a chegada dessa nova opção amplia as possibilidades terapêuticas, principalmente para mulheres que possuem contraindicações ao tratamento hormonal ou que preferem seguir outro caminho.
Por isso, a escolha da melhor abordagem deve levar em consideração fatores como histórico de saúde, exames recentes, medicamentos em uso e intensidade dos sintomas.
"A medicina personalizada é fundamental na menopausa. Algumas pacientes apresentam excelentes resultados com a terapia hormonal, enquanto outras precisam de alternativas diferentes. O mais importante é avaliar cada caso individualmente", ressalta Fabiane.
Estudos mostram redução significativa dos calorões
Os dados científicos que sustentaram a aprovação do medicamento envolveram mais de 3 mil mulheres em estudos clínicos de fase 3.
Em uma das análises, a dose diária de 45 mg foi capaz de reduzir em 64% a frequência dos sintomas vasomotores após 12 semanas de tratamento. Os pesquisadores também observaram benefícios logo nos primeiros dias de uso.
Além da diminuição dos calorões, os resultados apontaram melhorias na qualidade do sono, no desempenho das atividades diárias e até mesmo na produtividade no trabalho.
Sono melhor também significa mais qualidade de vida
Embora muitas pessoas associem a menopausa apenas aos calorões, os impactos vão muito além disso. Os suores noturnos podem comprometer seriamente o descanso, afetando concentração, memória, humor e disposição.
Segundo a médica, quando uma mulher passa noites seguidas acordando por causa do calor excessivo, as consequências acabam aparecendo em diversas áreas da vida.
"Dormir bem influencia diretamente a saúde física, emocional e até o desempenho profissional. Tratar esses sintomas de forma adequada significa devolver qualidade de vida e bem-estar para muitas mulheres", afirma.
Quais são as contraindicações do novo medicamento?
O fezolinetanto é comercializado em comprimidos de 45 mg, administrados uma vez ao dia. No entanto, existem algumas contraindicações que precisam ser observadas.
O medicamento não deve ser utilizado por pessoas com alergia ao princípio ativo, durante a gravidez confirmada ou suspeita e por pacientes que utilizam determinados medicamentos que atuam sobre a enzima CYP1A2, como a fluvoxamina.
Entre os efeitos adversos mais relatados nos estudos clínicos estão episódios de diarreia e insônia.
Menopausa merece atenção e tratamento adequado
A aprovação do novo medicamento reforça uma discussão cada vez mais importante: a necessidade de tratar os sintomas da menopausa com seriedade e informação de qualidade.
Durante muito tempo, desconfortos como calorões, alterações no sono e impactos emocionais foram vistos como algo que as mulheres simplesmente precisavam suportar. Hoje, a medicina oferece diferentes alternativas para melhorar a qualidade de vida nessa fase.
Ainda assim, especialistas alertam que nenhuma medicação deve ser utilizada sem orientação profissional. O acompanhamento médico continua sendo essencial para garantir segurança, eficácia e um tratamento realmente adequado para cada mulher.
O medicamento, chamado fezolinetanto e comercializado com o nome Veoza, surge como uma alternativa para mulheres que sofrem com sintomas vasomotores moderados a intensos, especialmente os calorões e os suores noturnos.
Segundo a ginecologista e pesquisadora Fabiane Berta, a novidade representa um avanço importante, mas não deve ser encarada como uma solução única para todas as pacientes.
"A menopausa é uma fase que exige avaliação individualizada. Cada mulher tem uma história, sintomas e necessidades diferentes. Mesmo sendo um medicamento não hormonal, ele precisa de prescrição médica e acompanhamento adequado", explica a especialista.
Como funciona o novo tratamento para menopausa?
Diferentemente da terapia hormonal tradicional, o fezolinetanto não repõe estrogênio nem progesterona. Sua ação acontece diretamente no sistema nervoso central, em uma área do cérebro responsável pelo controle da temperatura corporal.
Durante a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio pode desregular esse mecanismo, favorecendo o surgimento dos calorões e da transpiração excessiva. O medicamento atua bloqueando seletivamente o receptor NK3, ajudando a reduzir os sinais que desencadeiam esses sintomas.
Na prática, o objetivo é auxiliar o organismo a regular melhor o chamado "termostato interno", diminuindo tanto a frequência quanto a intensidade dos episódios de calor repentino.
Nem toda mulher precisa do mesmo tratamento
A especialista destaca que a chegada dessa nova opção amplia as possibilidades terapêuticas, principalmente para mulheres que possuem contraindicações ao tratamento hormonal ou que preferem seguir outro caminho.
Por isso, a escolha da melhor abordagem deve levar em consideração fatores como histórico de saúde, exames recentes, medicamentos em uso e intensidade dos sintomas.
"A medicina personalizada é fundamental na menopausa. Algumas pacientes apresentam excelentes resultados com a terapia hormonal, enquanto outras precisam de alternativas diferentes. O mais importante é avaliar cada caso individualmente", ressalta Fabiane.
Estudos mostram redução significativa dos calorões
Os dados científicos que sustentaram a aprovação do medicamento envolveram mais de 3 mil mulheres em estudos clínicos de fase 3.
Em uma das análises, a dose diária de 45 mg foi capaz de reduzir em 64% a frequência dos sintomas vasomotores após 12 semanas de tratamento. Os pesquisadores também observaram benefícios logo nos primeiros dias de uso.
Além da diminuição dos calorões, os resultados apontaram melhorias na qualidade do sono, no desempenho das atividades diárias e até mesmo na produtividade no trabalho.
Sono melhor também significa mais qualidade de vida
Embora muitas pessoas associem a menopausa apenas aos calorões, os impactos vão muito além disso. Os suores noturnos podem comprometer seriamente o descanso, afetando concentração, memória, humor e disposição.
Segundo a médica, quando uma mulher passa noites seguidas acordando por causa do calor excessivo, as consequências acabam aparecendo em diversas áreas da vida.
"Dormir bem influencia diretamente a saúde física, emocional e até o desempenho profissional. Tratar esses sintomas de forma adequada significa devolver qualidade de vida e bem-estar para muitas mulheres", afirma.
Quais são as contraindicações do novo medicamento?
O fezolinetanto é comercializado em comprimidos de 45 mg, administrados uma vez ao dia. No entanto, existem algumas contraindicações que precisam ser observadas.
O medicamento não deve ser utilizado por pessoas com alergia ao princípio ativo, durante a gravidez confirmada ou suspeita e por pacientes que utilizam determinados medicamentos que atuam sobre a enzima CYP1A2, como a fluvoxamina.
Entre os efeitos adversos mais relatados nos estudos clínicos estão episódios de diarreia e insônia.
Menopausa merece atenção e tratamento adequado
A aprovação do novo medicamento reforça uma discussão cada vez mais importante: a necessidade de tratar os sintomas da menopausa com seriedade e informação de qualidade.
Durante muito tempo, desconfortos como calorões, alterações no sono e impactos emocionais foram vistos como algo que as mulheres simplesmente precisavam suportar. Hoje, a medicina oferece diferentes alternativas para melhorar a qualidade de vida nessa fase.
Ainda assim, especialistas alertam que nenhuma medicação deve ser utilizada sem orientação profissional. O acompanhamento médico continua sendo essencial para garantir segurança, eficácia e um tratamento realmente adequado para cada mulher.
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