Influenciadora contou que descobriu a doença em estágio inicial e decidiu compartilhar a experiência Reprodução/Instagram
Publicado 27/07/2026 16:37
Olá, meninas!
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Juliette usou as redes sociais para dividir com os seguidores uma novidade delicada sobre a própria saúde. A influenciadora e empresária contou que recebeu recentemente o diagnóstico de endometriose e que, desde então, tem buscado aprender mais sobre a condição e entender melhor os cuidados necessários.

Segundo ela, a doença foi descoberta logo no início, o que trouxe um certo alívio. Agora, Juliette deve começar um tratamento para suspender a menstruação e pretende aproveitar o espaço que tem nas redes para conversar mais sobre o assunto e levar informação para outras mulheres.

A descoberta aconteceu depois de um episódio de saúde que assustou a artista durante uma viagem a Salvador, no começo de junho. Juliette precisou procurar atendimento médico após sentir fortes dores, ter episódios de vômito e passar por um período de bastante mal-estar. Durante a investigação, veio a confirmação da endometriose.

Ela contou que, de acordo com as médicas que a acompanham, o quadro está em uma fase inicial e não apresenta motivos para grandes preocupações neste momento. A estratégia escolhida será interromper a menstruação, uma alternativa que pode ajudar a controlar a atividade da doença e reduzir processos inflamatórios em determinados casos.

"Como está muito no início, o tratamento de interromper a menstruação já pode ajudar a regredir, porque para de inflamar", explicou Juliette.

A artista também revelou que não sente dores intensas e que seus sintomas são relativamente discretos. Entre eles, percebe apenas um pouco de inchaço. Mesmo assim, a descoberta fez com que ela refletisse sobre como a endometriose ainda é pouco conhecida e discutida, apesar de atingir tantas mulheres.

"Quanto mais eu vejo sobre o assunto, mais eu penso como algo tão comum no corpo feminino ainda é tão pouco falado", comentou.

E ela tem razão em levantar essa conversa. A endometriose é uma doença ginecológica crônica e inflamatória que acontece quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce em outras regiões do corpo. Essas alterações podem aparecer em locais como os ovários, o peritônio, o intestino e a bexiga, provocando inflamações e diferentes sintomas.

Estima-se que a condição atinja cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva no mundo. Os sinais podem variar bastante de uma mulher para outra. Cólicas muito fortes, dor na região pélvica, desconforto durante as relações sexuais e dificuldades para engravidar estão entre as manifestações mais conhecidas. Algumas mulheres, no entanto, podem apresentar poucos sintomas ou até descobrir a doença durante uma investigação por outro motivo.

Cada mulher precisa de um cuidado diferente

E aqui entra um ponto muito importante: não existe um único tratamento que funcione da mesma maneira para todas as mulheres. A escolha depende de vários fatores, como a intensidade dos sintomas, a idade, a extensão da doença e os planos de uma futura gravidez.

Para quem sente dores e não pretende engravidar naquele momento, o tratamento hormonal costuma ser uma das alternativas consideradas pelos médicos. O objetivo é controlar a ação dos hormônios e, consequentemente, diminuir a atividade das lesões e a inflamação. A suspensão da menstruação pode fazer parte dessa estratégia em alguns casos.

Quando o tratamento clínico não apresenta o resultado esperado ou não pode ser utilizado, outras possibilidades são avaliadas. A cirurgia também pode ser indicada em situações específicas, principalmente quando existem lesões que precisam ser tratadas ou alterações anatômicas importantes. A decisão, claro, deve ser feita individualmente, sempre com acompanhamento médico.

O relato de Juliette ajuda a trazer luz para uma doença que ainda gera muitas dúvidas. E fica aquele lembrete de mulher para mulher: sentir dores fortes ou perceber mudanças no corpo não deve ser encarado como algo que simplesmente faz parte da vida. Informação e acompanhamento médico são grandes aliados para que cada uma possa entender melhor o próprio corpo e buscar o cuidado adequado.
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