Publicado 21/08/2025 22:41 | Atualizado 28/08/2025 21:34
Magé - No último dia 15 de agosto, o Sinal do Vale realizou na Casa Carnaval, no coração do Rio de Janeiro, o primeiro encontro da série “Descobrindo a Baía de Guanabara: Cultura, Saberes e Sabores do Recôncavo”. O evento reuniu pesquisadores, influenciadores, lideranças comunitárias, representantes de quilombos e empreendedores locais em um diálogo vivo sobre a história, a cultura e a biodiversidade do Recôncavo da Guanabara — uma região estratégica para o futuro do estado do Rio de Janeiro, mas ainda pouco reconhecida em sua riqueza e potencial.
PublicidadeA palestra do Prof. William Tavares (UFRJ) trouxe evidências contundentes sobre a Mata Atlântica do Recôncavo, revelando sua biodiversidade diferenciada:

- São cerca de 20 mil espécies de plantas vasculares, sendo 8 mil endêmicas (40% do total) em toda Mata Atlantica e em particular território do Reconcavo.
- Em apenas 1 hectare, é possível encontrar até 450 espécies de árvores, um recorde mundial de diversidade.
- A região abriga também uma enorme variedade de mamíferos, com 85 espécies registradas apenas na Reserva Biológica do Tinguá.
- Em apenas 1 hectare, é possível encontrar até 450 espécies de árvores, um recorde mundial de diversidade.
- A região abriga também uma enorme variedade de mamíferos, com 85 espécies registradas apenas na Reserva Biológica do Tinguá.
O Babalorixa Paulo de Ogum do Quilombo de Bongaba compartilhou suas experiências de resistência e pertencimento, reafirmando a relevância das raízes africanas e tradicionais na identidade do território. Magé, em especial, foi lembrado como um núcleo cultural e ecológico essencial, lar de quilombos, comunidades tradicionais e áreas de manguezal e Mata Atlântica. Sua história, marcada pela presença indígena e africana, é também a de resistência e reinvenção, que hoje se expressa em iniciativas de educação, agricultura regenerativa e na articulação de turismo de base comunitária no Vale da Estrela como polo de referência do qual o Quilombo de Bongada é um dos principais pontos.
Thais Corral, apresentou o Biohub Sinal do Vale e suas iniciativas de bioeconomia ressaltando a Aliança Comercial dos/as Produtores/as com destaque para o Pi Kombucha Tropical ( Cachoeira de Macacu), Colher de Pau ( Cachoeira Grande – Magé), Assentamento Terra Prometida ( Duque de Caxias) na cadeia de suprimentos da empresa italiana de fármacos naturais ABOCA, e também do Grupo de Mulheres e Plantas Medicinais de Guapimirim.
O Caminho do Recôncavo da Guanabara, trilha de 110 km reconhecida como política pública, está catalisando uma rede de turismo de base da bioeconomia local.
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