Fórum em Duque de Caxias aborda violência contra a mulherDivulgação
Publicado 20/03/2026 20:36
Duque de Caxias - A Prefeitura de Duque de Caxias realizou o XVIII Fórum de Saúde Mental no auditório do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. Com o tema “Violência contra a mulher e os danos causados na saúde mental”, o evento reuniu profissionais e técnicos da área com o intuito de promover reflexão, capacitação e o fortalecimento das ações de enfrentamento à violência de gênero.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, o fórum reforçou a necessidade de discutir a saúde mental feminina, um tema complexo que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. Estudos indicam que as mulheres são mais suscetíveis a transtornos como ansiedade e depressão, o que evidencia a urgência de um olhar sensível às questões de gênero.

Nesse contexto, a iniciativa da prefeitura surge como uma estratégia para ampliar o debate e qualificar o atendimento à população. Afinal, a saúde mental da mulher é um direito humano fundamental que deve ser assegurado por políticas públicas eficazes, ações educativas e pela capacitação contínua de profissionais. Além de informar sobre direitos, eventos dessa natureza desempenham um papel essencial no combate à violência doméstica e ao feminicídio, ajudando a romper o silêncio que ainda envolve muitas vítimas.
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Durante a abertura, a Dra. Cíntia Tanaka, diretora do Departamento de Saúde Mental do município, destacou a gravidade do cenário atual:
“Este é um assunto de extrema relevância. Em 2025, houve um aumento significativo nos casos de feminicídio no país. Nós, que atuamos na ponta, precisamos estar atentos aos sinais para prevenir novas tragédias”, afirmou.

A psicóloga Jamille Carvalho, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Atenção à Violência, complementou a discussão, ressaltando que o contato com casos de violência é diário na rede de saúde mental.
“Março é um mês simbólico para tratar desse tema nos âmbitos político, social e institucional. É fundamental humanizar e desmistificar o problema: agressores, muitas vezes, não são figuras distantes; mas homens comuns do convívio social. A violência está enraizada em relações de desigualdade, e entender essa realidade é o primeiro passo para desenvolver ações de prevenção eficazes”, explicou.
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