O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, também avaliou que a política de preços baseada no mercado internacional é prejudicial não só à população brasileira, mas também ao governo e até à própria Petrobras. Coutinho afirmou ser preciso acompanhar as últimas medidas do governo sobre o diesel para ver se não há risco de continuarem, na sua avaliação, a favorecer importadores.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que defendeu em greve a substituição de Parente, informou ter visto com "alívio" o pedido de demissão, segundo o coordenador da entidade no Rio, José Maria Rangel. Ele defendeu mudanças na política de preços por considerá-la danosa ao país. Segundo Rangel, não adianta a Petrobras ter lucro bilionário, enquanto os brasileiros pagam caro pelos combustíveis. O dirigente lembrou que o Brasil tem importado mais óleo diesel dos Estados Unidos, enquanto as refinarias do país estão ociosas.
As duas maiores centrais sindicais do país comemoraram o pedido de demissão de Parente. Em nota, a Força Sindical afirmou que "a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente, só trará benefícios para a sociedade brasileira".
Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a queda de Pedro Parente demonstraria a vitória dos petroleiros (que suspenderam a greve). Para os sindicatos e federações, o agora ex-presidente foi o "responsável pelo caos que se instalou no país com a paralisação dos caminhoneiros".