Publicado 28/01/2025 11:35
Os comerciantes brasileiros ficaram menos otimistas em janeiro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 1,1% em relação a dezembro, após três meses de avanços, já descontadas as influências sazonais.
PublicidadeO índice ficou em 109,0 pontos, permanecendo assim na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. Na comparação com janeiro de 2024, o Icec teve ligeira redução de 0,1%.
Segundo a CNC, o resultado revela "moderação do otimismo dos comerciantes, impactado pelos desafios econômicos e pelos gastos típicos dos consumidores no início do ano, como IPTU, IPVA e custos escolares".
Na passagem de dezembro de 2024 para janeiro de 2025, dois dos três componentes do Icec registraram diminuição. O componente de avaliação das condições atuais encolheu 1,7%, para 84,4 pontos, com quedas nos itens economia (-2,6%), empresa (-1,5%) e setor (-1,3%). O componente das expectativas caiu 1,7% em janeiro ante dezembro, para 136,7 pontos, com piora nos quesitos economia (-2,6%), setor (-1,7%) e empresa (-0,8%).
O componente das intenções de investimentos teve alta de 0,2% em janeiro ante dezembro, para 106,0 pontos, com avanços nos itens estoques (0,3%) e investimentos na empresa (0,3%), além de estabilidade na contratação de funcionários (0,0%).
"O cenário é de cautela para o comércio, o que nos alerta para a necessidade de redobrarmos esforços em prol da retomada econômica, especialmente em um momento de maior pressão sobre os custos. Por outro lado, é animador ver que os investimentos continuam avançando, o que demonstra o comprometimento dos varejistas com a superação dos desafios", avaliou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota oficial
Segmentos.
Quanto aos segmentos do comércio, a queda na confiança em janeiro ficou concentrada no ramo de bens semiduráveis, que compreende as lojas de roupas, calçados, tecidos e acessórios, com uma redução de 1,8%.
"Essa retração no otimismo dos empresários de semiduráveis reflete o comportamento cauteloso do consumidor, típico do período pós-festas, quando os orçamentos familiares estão mais pressionados pelas despesas sazonais. Mas é importante destacar que o momento exige estratégias assertivas, como promoções, flexibilização de prazos e maior controle dos estoques", justificou o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, em nota.
Já a confiança do ramo de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos, aumentou 0,7% em janeiro, e a do ramo de bens não duráveis, que abrange supermercados, farmácias e perfumarias, teve elevação de 0,3%.
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