Pontos como regime dos servidores e orçamento corrigido pelo INPC seguem em discussãoArquivo / Joédson Alves / Agência Brasil
Publicado 20/05/2025 15:37
O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia financeira e orçamentária do Banco Central, Plínio Valério, disse ter ouvido do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, que praticamente não há mais resistências ao texto no governo.
Publicidade
"Galípolo falou que já ouviu o governo, os setores, e que quase não há mais resistência, que o que temos de ver ainda é alguma coisa que o servidor tenha dúvidas quanto ao regime", disse Valério, após uma reunião com o presidente do BC e os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO) na tarde desta terça-feira. "Queremos correr com isso."
Segundo o parlamentar, Otto Alencar (PSD-BA) - que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado - garantiu que a matéria vai a votação assim que o relatório final sobre o tema for entregue, e que pode haver um pedido de urgência para mandar a matéria diretamente ao Plenário. Mais cedo, o senador baiano já havia dito ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que desejava colocar a matéria em pauta.
Valério relatou que o BC deve mandar, provavelmente em cerca de dez dias, suas sugestões para alterar a PEC, que serão avaliadas A trava para o orçamento, que deve ser igual ao montante do ano anterior ajustado pelo INPC, deve permanecer, ele disse.
A criação de uma caracterização jurídica especial para a autoridade monetária também deve permanecer na PEC, adiantou Valério. No seu último relatório, o senador havia determinado que o BC seria uma "corporação integrante do setor público financeiro que exerce atividade estatal."
O regime dos servidores ainda está em aberto, ele disse. Uma das ideias presentes no relatório era torná-los celetistas, o que enfrenta oposição do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).
"A questão com o Sinal, me parece que foi superada", disse o senador. "A gente tem que definir um regime que não prejudique quem está, mas crie regras para quem vai entrar", acrescentou. Valério defendeu que o BC precisa ter mais servidores para prestar serviços como o Pix.
Leia mais