Presidente Lula em eventoReprodução/Gov
Publicado 12/06/2025 14:57
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira, 12, que pretende lançar três programas até o término do mandato dele na Presidência, em 2026. As medidas são a Nova Tarifa Social de Energia Elétrica, o crédito para reformas de casas e a medida que busca baratear o preço do gás de cozinha.

Sobre as mudanças no setor de energia elétrica, que tramita no Congresso Nacional em uma medida provisória, Lula afirmou que não acha justo que os ricos paguem mais do que os mais pobres.

"Nós achamos que a energia desse País está muito cara e os ricos estão pagando menos do que os pobres. Os ricos compram no mercado livre e os pobres compram no mercado regulado. Não é humano, não é justo e não é digno o pobre pagar mais que o rico", afirmou.

Já sobre o programa de reformas de casas, o presidente disse que a iniciativa será anunciada pelo governo federal ainda neste mês de junho.

Sobre a medida que busca baratear o gás de cozinha, o chefe do Executivo questionou os preços do produto quando saí da Petrobras e quando é distribuído para os consumidores. Segundo o presidente, alguém "ganha dinheiro no meio" às custas dos menos favorecidos.

"Você acha normal a Petrobras entregar o gás a R$ 37 e ele chegar para esses pobres consumidores a R$ 140? Alguém está ganhando dinheiro no meio", disse o presidente.

Créditos para entregadores

Fora dos três eixos principais citados por Lula, o presidente também destacou a política de crédito para entregadores de aplicativo. Segundo Lula, o governo federal vai fazer com que eles possam comprar motos elétricas para trabalhar e também buscar oferecer benefícios sociais, como vale refeição.

"O coitado que entrega comida, ele não tem um banheiro para utilizar. Ele, às vezes, vai entregar comida por outros com o nariz cheirando a comida do outro e o coitado estando com fome. Então, é preciso que a gente discuta um vale refeição para esse companheiro", disse o presidente.
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Benefícios
O presidente afirmou que não foi eleito para "fazer benefício para rico". Segundo ele, os ricos recebem R$ 860 bilhões em isenções fiscais e o Brasil vive uma "sina desgraçada de que pobre tem que nascer e morrer pobre".

"Eu não fui eleito para fazer benefício para rico. Eu quero que eles ganhem o que eles têm direito. Eu não quero impedir que eu bote as pessoas mais pobres na escola, eu não tive escola e oportunidade. Eu quero garantir que o filho de uma empregada doméstica possa disputar a mesma vaga na universidade que o filho da patroa dela, e que vença o melhor", afirmou o presidente.

Nesta quinta, Lula participou de uma cerimônia para anunciar avanços do Acordo Rio Doce em Minas Gerais. O projeto busca reestruturar a região da Barragem do Fundão, em Mariana, onde ocorreu o rompimento em novembro de 2015.
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