Ministro da Casa Civil, Rui CostaReprodução/TV Cultura
Publicado 08/07/2025 07:44 | Atualizado 08/07/2025 10:08
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira, 7, que o governo espera uma redução da taxa de juros no segundo semestre, diante da queda da cotação do dólar e da inflação.
Publicidade
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por mais uma alta da Selic na última reunião, de 14,25% para 15% ao ano, quando o mercado estava dividido sobre esta possibilidade e a manutenção dos juros básicos da economia.

"Há a expectativa nossa, e há de se materializar, por todos os indicadores econômicos, que haverá um declínio neste segundo semestre, dado a robusta melhoria de todos os indicadores. O dólar está caindo, a inflação está caindo de forma acelerada. Inclusive a inflação de alimentos está em queda", afirmou Costa, no programa Roda Viva, da TV Cultura.

O ministro disse ainda que Lula "não abre mão do equilíbrio fiscal", mas conduz as contas públicas em busca da inclusão social e do desenvolvimento do País. "Isso nós temos conseguido realizar mantendo o compromisso fiscal."

Eólicas

Rui Costa também disse que o governo deve publicar nesta semana uma medida provisória que será uma alternativa aos vetos do presidente ao marco legal das eólicas offshore, derrubados pelo Congresso Nacional.

"O governo está preparando uma medida provisória e, nesta semana, o presidente Lula verá a versão final e deve publicar nesta semana", disse o ministro no Roda Viva.

Segundo o ministro, o governo entende que os trechos vetados por Lula buscam impedir que as contas de luz fiquem mais caras. Segundo o chefe da Casa Civil, o movimento busca proteger a classe baixa e a classe média dos impactos do marco legal das eólicas offshore.
Crédito imobiliário
O ministro da Casa Civil exaltou a abertura de uma linha de financiamento imobiliário para a classe média. "A novidade é o imóvel para a classe média, de até R$ 12 mil [de renda mensal]", afirmou.
"Nós estávamos sem fontes de financiamento para a classe média acessar mais barato o crédito para conseguir a sua habitação", acrescentou.

Segundo Costa, será possível em breve atestar uma elevação das vendas de imóveis para a classe média. A medida busca melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o grupo que, segundo as principais pesquisas de opinião, possui grande rejeição ao petista.
Emendas parlamentares
O ministro também criticou a distribuição de emendas parlamentares e questionou se em outros países há a participação do Legislativo na destinação de recursos públicos.
Segundo Costa, os repasses funcionam como um "aerossol" que pulveriza verbas do Orçamento.

"Existe esse modelo na Europa? Não. Existe na Ásia? Não. Existe no mundo árabe, nos Estados Unidos? Não. Em que lugar do mundo existe esse modelo onde se pega quase a metade de um orçamento livre de uma nação e, ao invés de aplicar em logísticas, em reduzir custos estruturais, em apostar em ciência e tecnologia, educação e saúde, se pulveriza?", disse.

Na avaliação do ministro da Casa Civil, o debate sobre os impactos das emendas parlamentares no Orçamento não deve ficar apenas em Brasília, mas alcançar toda a sociedade brasileira.
 
 
Leia mais