Dados são da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj)Agência Brasil
Publicado 08/07/2025 10:39 | Atualizado 08/07/2025 10:41
Rio - O último levantamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o Rio de Janeiro registrou, em maio, a primeira deflação no setor supermercadista após nove meses consecutivos de inflação. O índice, que engloba alimentos e bebidas vendidos nos supermercados, recuou 0,06% no período, em um movimento que representa alívio no bolso dos consumidores.
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Os alimentos ainda pesam e, por isso, os cariocas estão traçando estratégias para economizar nesse gasto essencial. Em um estudo realizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) para entender o comportamento dos consumidores, 62% afirmaram que estão pesquisando mais promoções e fazendo compras em mais de um mercado.
O objetivo do levantamento é detalhar o momento atual e os novos hábitos que ganharam força. O estudo mostrou que cerca de 46% dos clientes estão substituindo marcas mais caras por alternativas mais baratas e 34% passaram a comprar em menor quantidade. Para 20%, foi necessário reduzir a variedade de produtos que costumavam comprar, diante dos preços mais altos.

Quando questionados sobre os itens que mais subiram de preço (carne vermelha, laticínios, entre outros), 63,4% dos cariocas afirmaram que colocaram mais frango no lugar da carne vermelha, outros 29,1% disseram ter consumido com menos frequência. Já 7,4% retiraram, temporariamente, os itens mais caros do carrinho de compras.
A pesquisa ainda aponta que cerca de 19,1% revelaram estar optando por atacadistas ou feiras livres, quando possível. Outros 18,6% apenas ajustaram os itens escolhidos, mantendo o local de compras original.

"Nossa pesquisa mostra uma transformação significativa nos hábitos de consumo dos cariocas. Diante dos desafios econômicos. (...) Esses dados reforçam a importância de ações promocionais e de estratégias que ampliem o acesso da população a alimentos essenciais, contribuindo para o equilíbrio do orçamento familiar", destacou Fábio Queiróz, presidente da Asserj.

Quando o assunto é o impacto dos preços nas refeições do dia a dia, os cariocas se mostram resilientes. O preparo de pratos mais simples e econômicos já faz parte da rotina de 40,3%. A redução do número de refeições fora do lar também já impacta 29,1% dos cariocas. Entretanto, 30,6% afirmaram não ter mudado muito, mas que estão mais atentos aos gastos.
A pesquisa também realizou perguntas sobre estratégias adotadas para economizar nas compras do mês. Segundo 50% dos entrevistados, eles aproveitam os dias de promoção e utilizam os aplicativos de descontos das redes supermercadistas para gastar menos. Por outro lado, 41,4% vão aos mercados com a tradicional "lista de compras" e compram o essencial. Apenas 8,6% responderam que ainda não mudaram sua forma habitual de compras.
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