Publicado 05/08/2025 13:39 | Atualizado 05/08/2025 16:19
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que "não é possível o mundo dar certo se a gente perder o mínimo senso de responsabilidade no respeito à soberania dos países". A declaração foi feita na abertura da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, no Palácio Itamaraty. O presidente disse não querer "gastar tempo" comentando o tarifaço dos EUA, nem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o presidente, o Conselhão "representa a cara da mais verdadeira economia no planeta Terra". O órgão é composto por representantes da sociedade civil e assessora o presidente na formulação de políticas públicas e diretrizes de governo.
Lula disse que o Brasil "perdeu muito" quando o Conselhão deixou de funcionar no governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023. "É por isso que, quando retornamos ao governo, resolvemos criar o conselho para fazer exatamente o que vocês fazem: se reunir, dar palpite, fazer sugestão, elaborar projeto de lei, projeto de decreto", afirmou.
PublicidadeDe acordo com o presidente, o Conselhão "representa a cara da mais verdadeira economia no planeta Terra". O órgão é composto por representantes da sociedade civil e assessora o presidente na formulação de políticas públicas e diretrizes de governo.
Lula disse que o Brasil "perdeu muito" quando o Conselhão deixou de funcionar no governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023. "É por isso que, quando retornamos ao governo, resolvemos criar o conselho para fazer exatamente o que vocês fazem: se reunir, dar palpite, fazer sugestão, elaborar projeto de lei, projeto de decreto", afirmou.
Crítica a Trump
Lula afirmou que o Brasil merece respeito e criticou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao anunciar novas taxações contra o País. "O presidente norte-americano não tinha direito de anunciar taxações como anunciou ao Brasil", disse. Segundo ele, Trump poderia ter ligado a ele ou ao vice-presidente Geraldo Alckmin, já que haveria disposição para diálogo. Lula acrescentou ainda que a medida não se trata de uma questão política, mas sim eleitoral.
O presidente reforçou que o Brasil merece respeito no cenário internacional e destacou seu papel como exemplo de País negociador. "Tem gente que acha que a gente é vira lata, tem gente que não gosta de se respeitar. E ninguém pode dizer que tem um governo que gosta mais de negociar do que nós. Eu nasci na vida política negociando [...] nesse mundo, ninguém me dá lição de negociação", afirmou, ao reiterar que já lidou com vários magnatas.
Ele criticou a ausência de figuras nacionalistas no País e emendou que, hoje, os empresários são mais mercantilistas.
O presidente voltou a afirmar que o Brasil não pode depender de um único país e reiterou que está cansado de ser tratado como pertencente ao Terceiro Mundo.
Empresários
Lula também disse que há poucos "empresários nacionalistas" no Brasil. "Hoje você tem mais mercantilistas do que nacionalistas. Então, defender o Brasil ficou muito mais complicado", classificou.
Ele ainda afirmou que nasceu na vida política negociando. "Ninguém me dá lição de negociação, eu já lidei com muitos magnatas do mundo. E eu respeito todos. Eu duvido que alguém tenha sido tratado com desrespeito por mim", comentou.
O presidente reforçou que o Brasil merece respeito no cenário internacional e destacou seu papel como exemplo de País negociador. "Tem gente que acha que a gente é vira lata, tem gente que não gosta de se respeitar. E ninguém pode dizer que tem um governo que gosta mais de negociar do que nós. Eu nasci na vida política negociando [...] nesse mundo, ninguém me dá lição de negociação", afirmou, ao reiterar que já lidou com vários magnatas.
Ele criticou a ausência de figuras nacionalistas no País e emendou que, hoje, os empresários são mais mercantilistas.
O presidente voltou a afirmar que o Brasil não pode depender de um único país e reiterou que está cansado de ser tratado como pertencente ao Terceiro Mundo.
Empresários
Lula também disse que há poucos "empresários nacionalistas" no Brasil. "Hoje você tem mais mercantilistas do que nacionalistas. Então, defender o Brasil ficou muito mais complicado", classificou.
Ele ainda afirmou que nasceu na vida política negociando. "Ninguém me dá lição de negociação, eu já lidei com muitos magnatas do mundo. E eu respeito todos. Eu duvido que alguém tenha sido tratado com desrespeito por mim", comentou.
Pix
Lula afirmou que a preocupação dos Estados Unidos em relação ao Pix se deve ao seu potencial transformador. Segundo ele, caso o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos se espalhe pelo mundo, os cartões de crédito tendem a desaparecer.
"Sabe qual a preocupação deles? Se o Pix tomar conta do mundo, os cartões de crédito irão desaparecer. E é isso que está por trás dessa loucura contra o Brasil. Por isso nós não podemos ser penalizados por desenvolver um sistema gratuito e eficiente", emendou.
Lula disse que o Pix é um patrimônio nacional e referência internacional de infraestrutura pública digital. "E aqui eu gostaria que o presidente Trump fizesse experiência com Pix nos Estados Unidos", emendou.
"Sabe qual a preocupação deles? Se o Pix tomar conta do mundo, os cartões de crédito irão desaparecer. E é isso que está por trás dessa loucura contra o Brasil. Por isso nós não podemos ser penalizados por desenvolver um sistema gratuito e eficiente", emendou.
Lula disse que o Pix é um patrimônio nacional e referência internacional de infraestrutura pública digital. "E aqui eu gostaria que o presidente Trump fizesse experiência com Pix nos Estados Unidos", emendou.
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