Fluxo de visitantes nos shoppings da Região Sudeste cresceu 0,5%Divulgação
Publicado 25/08/2025 11:12
O setor de shopping centers encerrou o 2º trimestre de 2025 com crescimento de 3,1% nas vendas, revertendo a queda observada no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impulsionado por datas comemorativas relevantes, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, além do efeito calendário da Páscoa em abril. Os centros de comércio mantiveram ainda a maior taxa de ocupação dos últimos anos (95,1%) e registraram inadimplência de apenas 4,3%, reforçando a resiliência do setor.
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Entre os segmentos, destacaram-se livrarias (+12,9%) e vestuário (+1,2%), com crescimento de vendas acima da média. Regionalmente, o Sudeste se sobressaiu em vendas (+3,6%) e taxa de ocupação (95,9%), o Sul no fluxo de visitantes (+0,5%) e o Centro-Oeste na inadimplência, com o menor índice do país (3,7%).
“Os resultados demonstram a força estrutural dos shoppings na economia brasileira. O crescimento em vendas no trimestre mostra que, mesmo com um ambiente macroeconômico desafiador e juros elevados, os consumidores continuam valorizando os shoppings como espaços de conveniência, lazer e consumo. Isso se deve tanto à melhora na renda das famílias e à queda do desemprego quanto à diversidade de experiências oferecidas. Estamos confiantes de que o setor seguirá sendo um termômetro positivo da economia no segundo semestre”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce.
Para o 3º trimestre, as perspectivas seguem otimistas. As vendas do período do Dia dos Pais (1º a 10 de agosto) já apresentaram crescimento de 3,8% em relação a 2024, totalizando R$ 4,39 bilhões, com avanço de 5,0% no fluxo de visitantes frente à semana anterior. Além disso, estão previstas três novas inaugurações em setembro, nas regiões Sul e Sudeste, com os empreendimentos Pulse Open Mall (Chapecó-SC), Flow Open Mall (Curitiba-PR) e Shopping Aldeia da Serra (Serra-ES).
“Sabemos que o consumo das famílias seguirá sujeito às pressões inflacionárias e às condições financeiras mais restritivas ao longo do ano. Ainda assim, o mercado de trabalho aquecido e a renda em patamar elevado oferecem sustentação importante para a atividade nos shoppings. Nossa projeção de crescimento de 1,6% em 2025 mostra que, mesmo em um cenário desafiador, o setor mantém sua resiliência e capacidade de gerar experiências de consumo e lazer que seguem relevantes para milhões de brasileiros”, finaliza Humai.
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