Comércio está animado com o pagamento da segunda parcela do 13° salárioMarcello Casal Jr/Agência Brasil
Publicado 18/11/2025 10:57
O comércio está animado com o pagamento da segunda parcela do 13° salário, que deve injetar mais de R$ 8,5 bilhões na economia do Estado do Rio, de acordo com estudo do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), com base nas informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Caged.
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Segundo o levantamento, parte dos recursos pode colaborar para aumentar as vendas e ajudar o setor a recuperar as perdas registradas durante o ano, incrementando as vendas de dezembro, que também devem crescer 5% com o Natal.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, o pagamento da segunda parcela do 13º salário vai contribuir para melhorar o desempenho do comércio da cidade e do estado.
"Junte-se a isso, o esforço que os comerciantes cariocas têm feito para aumentar as vendas, desde promoções e liquidações até modalidades de pagamento diferenciadas com descontos e outras facilidades", disse.
"Mesmo com todas essas ações, as vendas nas datas comemorativas importantes no segundo semestre, como o Dia dos Pais, ficaram aquém das expectativas", destacou.
Segundo o presidente das entidades, a variação do volume de vendas do comércio nos nove primeiros meses, comparado ao mesmo período do ano passado, caiu 2,1% no Rio, enquanto no Brasil aumentou 1,5%.
"Esses números mostram que o estado não produziu condições para o crescimento da economia local como outras unidades da federação, prejudicando o varejo, diferentemente do que acontece com petróleo e gás e as diversas atividades de serviços voltados para o turismo", afirmou Aldo.

Ele cita também que o endividamento crescente das famílias constitui fator preocupante, na medida em que os juros estão muito altos e colocam o Brasil no pódio dos países que praticam as maiores taxas.
"Por conta disso, segundo pesquisas, o endividamento das famílias saltou mais de cinco pontos de outubro do ano passado a outubro deste ano até atingir 88,7%. Isso torna a questão muito sensível, um vez que segmentos importantes do comércio dependem do crédito. Apesar da situação, o setor deve aproveitar o momento em que o consumidor está com o décimo-terceiro no bolso para oferecer produtos atrativos", conclui Aldo Gonçalves.

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