Publicado 19/11/2025 16:41
A queda anunciada pela Petrobras no preço da gasolina no fim de outubro chegou às bombas apenas parcialmente. É o que mostra um levantamento da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Entre a segunda semana de outubro e a segunda semana de novembro, o preço médio nacional da gasolina comum recuou R$ 0,04, passando de R$ 6,31 para R$ 6,27 por litro. Nas capitais, o movimento foi semelhante, com redução de R$ 6,35 para R$ 6,31.
PublicidadeO resultado contrasta com o corte anunciado pela Petrobras para as distribuidoras, de R$ 0,14 por litro a partir de 21 de outubro. Na prática, os dados reforçam que apenas parte desse alívio chegou ao consumidor final — reflexo da longa e complexa cadeia de distribuição, na qual parte dos reajustes se dilui antes de alcançar o posto.
O cenário regional, por sua vez, revela um país em ritmos distintos. A maioria dos estados registrou queda no preço da gasolina, com destaque para o Rio Grande do Norte, onde o litro ficou R$ 0,22 mais barato. Na Bahia, a redução foi de R$ 0,12, enquanto Distrito Federal e Acre apontaram recuo de R$ 0,09. Já consumidores de estados de grande peso, como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, praticamente não sentiram diferença no bolso: ali, os preços ficaram estáveis.
Na contramão da tendência, alguns estados registraram alta no período. O Amapá teve o maior avanço, com aumento de R$ 0,11 por litro, seguido por Pará (+R$ 0,04) e Piauí (+R$ 0,02). As disparidades mostram que, mesmo após o reajuste da Petrobras, o comportamento dos preços segue fortemente condicionado por dinâmicas locais — logísticas, competitivas e tributárias — que tornam o repasse desigual pelo País.
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