Publicado 17/12/2025 13:36 | Atualizado 17/12/2025 13:39
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, nesta quarta-feira (17), que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, herdou um "inferno" nas contas públicas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Afirmou ainda que a relação com o mercado financeiro é "muito difícil" porque "os indicadores (da economia) não são reconhecidos".
Haddad declarou, ainda, que 2026 será um ano igualmente "muito difícil" por causa da disputa eleitoral e do que ele chamou de "guerra de comunicação". A fala se deu durante a reunião ministerial com Lula na Granja do Torto nesta quarta-feira. Haddad foi um dos ministros a fazer uma fala inicial no encontro
"Não é fácil manter, nas condições do Brasil, sobretudo na relação com o mercado financeiro, muito difícil a relação, porque os indicadores não são reconhecidos, é como se Lula tivesse herdado um paraíso e estivesse com problemas nas contas, mas não, ele herdou um inferno, depois de sete anos de direita e extrema-direita", afirmou o ministro.
Em seguida, após reclamar da relação com o mercado financeiro, ele continuou o raciocínio elogiando o presidente Lula: "Manter crescimento, emprego, inflação baixa e em uma tensão artificialmente construída na política e na economia não é para qualquer um".
Haddad disse que há "muitos desafios pela frente". "Vai ser um ano muito difícil, como todos sabem, sobretudo a guerra de comunicação, de narrativas. Vai continuar um inferno na vida de todos nós. É um desafio lidar com essas redes sociais, com (o que é) a verdade", declarou o ministro.
"Nada pode expressar mais o nosso desafio do que o slogan 'Ano que vem será o ano da verdade'. Se a gente transformar o ano que vem no ano da verdade, vamos ter mais quatro anos de trabalho sobre a Presidência do presidente Lula", completou Haddad.
PublicidadeHaddad declarou, ainda, que 2026 será um ano igualmente "muito difícil" por causa da disputa eleitoral e do que ele chamou de "guerra de comunicação". A fala se deu durante a reunião ministerial com Lula na Granja do Torto nesta quarta-feira. Haddad foi um dos ministros a fazer uma fala inicial no encontro
"Não é fácil manter, nas condições do Brasil, sobretudo na relação com o mercado financeiro, muito difícil a relação, porque os indicadores não são reconhecidos, é como se Lula tivesse herdado um paraíso e estivesse com problemas nas contas, mas não, ele herdou um inferno, depois de sete anos de direita e extrema-direita", afirmou o ministro.
Em seguida, após reclamar da relação com o mercado financeiro, ele continuou o raciocínio elogiando o presidente Lula: "Manter crescimento, emprego, inflação baixa e em uma tensão artificialmente construída na política e na economia não é para qualquer um".
Haddad disse que há "muitos desafios pela frente". "Vai ser um ano muito difícil, como todos sabem, sobretudo a guerra de comunicação, de narrativas. Vai continuar um inferno na vida de todos nós. É um desafio lidar com essas redes sociais, com (o que é) a verdade", declarou o ministro.
"Nada pode expressar mais o nosso desafio do que o slogan 'Ano que vem será o ano da verdade'. Se a gente transformar o ano que vem no ano da verdade, vamos ter mais quatro anos de trabalho sobre a Presidência do presidente Lula", completou Haddad.
Agradecimento aos presidentes da Câmara e do Senado
Haddad agradeceu aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, tanto os atuais, quanto os anteriores. Disse que houve um "esforço institucional enorme" feito por Arthur Lira, Rodrigo Pacheco, Hugo Motta e Davi Alcolumbre para pautar propostas de interesse do governo nesses últimos três anos. Também elogiou os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.
"Somos uma equipe muito integrada sob a liderança de Lula, mas se não fosse o Legislativo e o trabalho que esses líderes (do governo) fizeram para tornar isso realidade, não teríamos a menor condição de chegar até aqui. É natural as tensões entre Poderes, é natural ter divergências, brigar por mais ou por menos, chegar em um meio termo, negociar, mas a grande verdade é que no meio disso tudo há esforço institucional enorme feito pelos presidentes das duas Casas desde 2023", afirmou Haddad.
Desafio da comunicação
O ministro da Fazenda disse, ainda, que "a comunicação é um desafio de todos nós, explicar o que a gente fez". Citou que o governo tem "números e símbolos importantes" para serem usados no debate político com a população.
"Tenho visto, sobretudo em função da minha pasta, como as pessoas reconhecem a questão da justiça tributária. Quando a pessoa vê que quem está pagando a conta do andar de baixo pela primeira vez é o andar de cima, isso ressoa na vida das pessoas. Estão vendo o esforço do governo de buscar justiça", exemplificou Haddad.
'Milagre'
O ministro da Fazenda chamou de "milagre" o fato de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter conseguido aumentar os recursos voltados a programas sociais, investimentos em infraestrutura e outros gastos, e ao mesmo tempo "melhorar as contas públicas".
"Em todas as áreas, tem mais recurso hoje do que tinha no passado. Às vezes é o dobro, o triplo do que tínhamos há cinco ou seis anos. Sempre que chega um ministro no Ministério da Fazenda, ele está reclamando de falta de recursos. Só que estamos dobrando, triplicando o volume de recursos de cada área", disse o ministro.
"Como é possível ampliar todos os programas sociais, os programas de investimento, melhorando as contas públicas, sem penalizar os mais pobres? Qual milagre o governo está operando para melhorar os programas sociais, os programas de investimento e as contas públicas, ao mesmo tempo?", questionou o ministro. "Alguém vai dizer: O governo está desarrumando as contas públicas. Quando é exatamente o oposto do que está acontecendo", acrescentou.
Haddad reclamou do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do déficit contratado da gestão passada. Afirmou que o Orçamento enviado ao Congresso pela equipe de Bolsonaro previa um déficit de R$ 60 bilhões em 2023, mas outros gastos, como o compromisso em manter o Bolsa Família em R$ 600 e o pagamento de precatórios "Assumimos o país com um déficit contratado de R$ 160 bilhões", disse. Contando outras despesas, como mudanças no BPC e no Fundeb, afirmou Haddad, o presidente "assumiu com conta a pagar de mais de R$ 200 bilhões".
Projeções
O ministro da Fazenda disse que a previsão do governo é fechar o mandato com um crescimento médio de 2,8% ao ano. Reforçou que seria o maior aumento médio da economia desde os governos passados de Lula.
"O crescimento médio desses três anos é de mais de 3%, previsão nossa é chegar a um crescimento médio de 2,8% (ao fim do mandato). É o maior crescimento desde os governos Lula 1 e 2. Tivemos um vale de lágrimas de baixo crescimento desde então, sobretudo desde 2015, mas estamos retomando esse crescimento", afirmou Haddad.
E completou: "O volume de serviços prestados está no maior patamar da série histórica, os programas de transferência de renda estão atingindo 1/4 da população brasileira, e são vários programas simultâneos que fazem com que a renda das famílias se sustente no tempo."
Haddad agradeceu aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, tanto os atuais, quanto os anteriores. Disse que houve um "esforço institucional enorme" feito por Arthur Lira, Rodrigo Pacheco, Hugo Motta e Davi Alcolumbre para pautar propostas de interesse do governo nesses últimos três anos. Também elogiou os líderes do governo na Câmara, no Senado e no Congresso.
"Somos uma equipe muito integrada sob a liderança de Lula, mas se não fosse o Legislativo e o trabalho que esses líderes (do governo) fizeram para tornar isso realidade, não teríamos a menor condição de chegar até aqui. É natural as tensões entre Poderes, é natural ter divergências, brigar por mais ou por menos, chegar em um meio termo, negociar, mas a grande verdade é que no meio disso tudo há esforço institucional enorme feito pelos presidentes das duas Casas desde 2023", afirmou Haddad.
Desafio da comunicação
O ministro da Fazenda disse, ainda, que "a comunicação é um desafio de todos nós, explicar o que a gente fez". Citou que o governo tem "números e símbolos importantes" para serem usados no debate político com a população.
"Tenho visto, sobretudo em função da minha pasta, como as pessoas reconhecem a questão da justiça tributária. Quando a pessoa vê que quem está pagando a conta do andar de baixo pela primeira vez é o andar de cima, isso ressoa na vida das pessoas. Estão vendo o esforço do governo de buscar justiça", exemplificou Haddad.
'Milagre'
O ministro da Fazenda chamou de "milagre" o fato de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter conseguido aumentar os recursos voltados a programas sociais, investimentos em infraestrutura e outros gastos, e ao mesmo tempo "melhorar as contas públicas".
"Em todas as áreas, tem mais recurso hoje do que tinha no passado. Às vezes é o dobro, o triplo do que tínhamos há cinco ou seis anos. Sempre que chega um ministro no Ministério da Fazenda, ele está reclamando de falta de recursos. Só que estamos dobrando, triplicando o volume de recursos de cada área", disse o ministro.
"Como é possível ampliar todos os programas sociais, os programas de investimento, melhorando as contas públicas, sem penalizar os mais pobres? Qual milagre o governo está operando para melhorar os programas sociais, os programas de investimento e as contas públicas, ao mesmo tempo?", questionou o ministro. "Alguém vai dizer: O governo está desarrumando as contas públicas. Quando é exatamente o oposto do que está acontecendo", acrescentou.
Haddad reclamou do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do déficit contratado da gestão passada. Afirmou que o Orçamento enviado ao Congresso pela equipe de Bolsonaro previa um déficit de R$ 60 bilhões em 2023, mas outros gastos, como o compromisso em manter o Bolsa Família em R$ 600 e o pagamento de precatórios "Assumimos o país com um déficit contratado de R$ 160 bilhões", disse. Contando outras despesas, como mudanças no BPC e no Fundeb, afirmou Haddad, o presidente "assumiu com conta a pagar de mais de R$ 200 bilhões".
Projeções
O ministro da Fazenda disse que a previsão do governo é fechar o mandato com um crescimento médio de 2,8% ao ano. Reforçou que seria o maior aumento médio da economia desde os governos passados de Lula.
"O crescimento médio desses três anos é de mais de 3%, previsão nossa é chegar a um crescimento médio de 2,8% (ao fim do mandato). É o maior crescimento desde os governos Lula 1 e 2. Tivemos um vale de lágrimas de baixo crescimento desde então, sobretudo desde 2015, mas estamos retomando esse crescimento", afirmou Haddad.
E completou: "O volume de serviços prestados está no maior patamar da série histórica, os programas de transferência de renda estão atingindo 1/4 da população brasileira, e são vários programas simultâneos que fazem com que a renda das famílias se sustente no tempo."
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.