A mediana era de avanço de 0,56%Joédson Alves/Agência Brasil
Publicado 27/02/2026 09:40 | Atualizado 27/02/2026 12:01
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira, 27, o IPCA-15 registrou um aumento de 4,10% no acumulado em 12 meses.
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O resultado é superior ao teto das projeções, de alta de 3,95%, com mediana de +3,81% e piso de +3,64%. A mediana era de avanço de 0,56% e o piso, de aumento de 0,39%.
Resultado  ficou acima do teto das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,69%. 
Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e Cuidados Pessoais passaram de uma elevação de 0,81% em janeiro para uma alta de 0,67% em fevereiro, com contribuição de 0,09 ponto prrcentual para o IPCA-15 deste mês.
As maiores pressões partiram de artigos de higiene pessoal, que subiram 0,91%, e do plano de saúde, com alta de 0,49%.
Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de um recuo de 0,26% em janeiro para uma elevação de 0,06% em fevereiro, uma contribuição de 0,01 ponto percentual.

A energia elétrica residencial recuou 1,37% em fevereiro, resultando no maior alívio individual no IPCA-15 deste mês, de -0,06 ponto percentual.

"No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores", lembrou o IBGE.

Por outro lado, houve pressão da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). O gás encanado recuou 0,71% em fevereiro.
Os gastos das famílias brasileiras com Educação passaram de uma elevação de 0,05% em janeiro para uma alta de 5,20% em fevereiro, uma contribuição de 0,32 ponto percentual.

O resultado foi impulsionado pelo aumento sazonal dos cursos regulares, com elevação de 6,18% e contribuição de 0,28 ponto percentual em fevereiro, devido aos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo.

As maiores altas foram registradas no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

O ensino fundamental foi o subitem de maior pressão no IPCA-15 de fevereiro, um impacto individual de 0,14 ponto percentual.
As altas nos preços das passagens aéreas, do ônibus urbano e da gasolina puxaram a elevação de custos com transportes em fevereiro, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, os três subitens responderam por 0,24 ponto porcentual da taxa de 0,84% do IPCA-15 deste mês.

As passagens aéreas subiram 11,64% em fevereiro, impacto de 0,09 ponto porcentual; o ônibus urbano aumentou 7,52%, impacto de 0,08 ponto porcentual; e a gasolina teve alta de 1,30%, impacto de 0,07 ponto porcentual.

O grupo Transportes passou de um recuo de 0,13% em janeiro para uma alta de 1,72% em fevereiro, uma contribuição de 0,35 ponto percentual para a inflação neste mês.

As altas somadas de Transportes e de Educação em fevereiro responderam por 80% da inflação pelo IPCA-15.

Os combustíveis ficaram 1,38% mais caros em fevereiro. Além da gasolina, houve altas no etanol (2,51%) e óleo diesel (0,44%), mas queda no gás veicular (-1,06%).

O ônibus urbano teve pressão de reajustes nas tarifas de 8,70% em Belo Horizonte a partir de 1º de janeiro; de 6% em São Paulo a partir de 6 de janeiro; de 20% em Fortaleza a partir de 1º de janeiro; de 5,36% em Salvador a partir de 5 de janeiro; de 6,38% no Rio de Janeiro a partir de 04 de janeiro; e de 4,46% em Recife a partir de 1º de fevereiro.

O metrô subiu 2,22%, e o trem avançou 2,86%. A integração transporte público saltou 9,38%, e o táxi subiu 1,52%.
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