Publicado 03/03/2026 20:19
Brasília - O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação de recursos das carteiras do Banco Master cedidos à instituição. Os repasses estão paralisados por causa da liquidação extrajudicial do banco, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
PublicidadeA ação foi anunciada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, na noite de segunda-feira, 2, após reunião de aproximadamente 11 horas na Câmara Legislativa do Distrito Federal para discutir o plano de socorro ao banco com os deputados distritais.
O Estadão/Broadcast apurou que o relator da ação, André Mendonça, deu 48 horas para manifestação do liquidante do banco. A decisão foi proferida nesta terça-feira, 3.
O liquidante do Master, Eduardo Felix Bianchini, da EFB Regimes Especiais de Empresas, está afastado temporariamente por questões de saúde. Até 6 de março, Sebastião Marcio Monteiro ocupa o seu posto.
Em trecho da petição, ao qual a reportagem teve acesso, o BRB solicita que a Corte determine aos liquidantes que "se abstenham de reter os fluxos financeiros", com "imediato redirecionamento dos recursos ao legítimo titular". O banco pediu a concessão de tutela provisória de urgência.
A Polícia Federal investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas do Banco Master para o BRB, bem como a tentativa de compra do Master pelo banco estatal — barrada pelo Banco Central. Esses ativos podres foram trocados por outros papéis do Master, com garantias adicionais ao BRB, mas ainda há dúvidas sobre o quanto eles valem.
O BRB pediu um aporte de até R$ 8,86 bilhões para reforçar o capital da instituição após as perdas com o Master. O governo do Distrito Federal, controlador e principal acionista do BRB, enviou um projeto à Câmara Legislativa do DF pedindo autorização dos deputados para fazer um aporte — que está sendo analisado pelos deputados distritais nesta terça-feira.
A proposta autoriza o governo Ibaneis Rocha (MDB) a pegar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e instituições financeiras. Para isso, o DF ofereceu nove imóveis públicos como garantia.
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