Haddad lembrou que os problemas do Master surgiram na gestão de Campos Neto à frente do Banco CentralRovena Rosa / Agência Brasil
Publicado 24/03/2026 19:09 | Atualizado 24/03/2026 20:29
São Paulo - O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato a governador de São Paulo, voltou a isentar nesta terça-feira, 24, a responsabilidade da atual gestão do Banco Central (BC) por problemas de fiscalização sobre o banco Master. Segundo ele, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, "estancou a sangria" do caso e o "pecado original" da fiscalização começou na gestão de Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a autarquia.

"O Banco Central foi alertado por muita gente, por CEOs, banqueiros, FGC, Febraban. Todo mundo alertou o Banco Central durante anos que alguma coisa de muito errada estava acontecendo no Master", declarou ao canal do YouTube TV 247.

Haddad reafirmou que cabe ao Banco Central, que tem autonomia, fiscalizar instituições financeiras e comentou contribuições do Master à campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos): "Não vou ser leviano, nem todo mundo que recebeu doação é cúmplice".
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Eleições
Haddad afirmou que tem condição de vencer a eleição para o governo de São Paulo se partir de um patamar de 40% dos votos. "Partindo de um patamar de votos válidos na casa dos 40%, temos condição de nos dedicar para vencer essas eleições", declarou.

Sem citar nomes, o ex-ministro da Fazenda afirmou ter ouvido "rumores" de que a atual gestão de São Paulo não está disposta a realizar debates como em 2020, e defendeu discussões sobre temas públicos. Haddad disse também que pretende manter o nível de debate de sua campanha de 2022. "A campanha que mais me bateu de maneira torpe não foi a do Tarcísio. Tinha quem fizesse o trabalho para ele na campanha do Rodrigo Garcia."

Haddad afirmou que não antecipará a estratégia de sua campanha, mas que deve se reunir na semana que vem com articuladores para avaliar indicadores negativos do estado, citando questões como a qualidade da água, do ensino público e da insatisfação de polícias.

O pré-candidato declarou ainda querer manter e, se possível, ampliar o palanque registrado em 2022, mas que ainda é cedo para dizer quem apoiará ao Senado. "Essa escolha acontece aos poucos. Isso vai se desdobrar nas próximas semanas. Depois do dia 4, as conversas fluem mais".
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