Publicado 26/03/2026 09:26
O Banco Central (BC) espera que a inflação brasileira permaneça acima do centro da meta, de 3%, pelos próximos dois anos, segundo as estimativas divulgadas no Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, nesta quinta-feira. O IPCA acumulado em 12 meses deve atingir um pico de 3,9% no fim deste ano e cair a 3,1% - 0,1 ponto percentual acima do alvo - no terceiro trimestre de 2028, a última projeção disponível.
"Nas projeções do cenário de referência, a inflação passa a subir até o fim de 2026, recomeçando trajetória de queda até o horizonte relevante, mas permanecendo acima da meta", diz o BC no RPM. Esse cenário considera a trajetória da Selic embutida no relatório Focus (de 16 de março), dólar a R$ 5,20 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC) e petróleo que segue a curva futura por seis meses e depois sobe 2% ao ano.
Segundo as estimativas do BC, o IPCA acumulado em 12 meses deve somar 3,6% no primeiro trimestre deste ano, acelerando a 3,7% no segundo, 3,8% no terceiro e 3,9% no fim do ano. A inflação começa a cair em 2027, cedendo a 3,6% no primeiro trimestre, 3,4% no segundo e 3,3% no terceiro e no quarto. Em 2028, o IPCA somaria 3,2% em 12 meses nos dois primeiros trimestres, e cairia a 3,1% no terceiro.
Nas aberturas por categorias, o BC espera que a inflação de preços livres acumulada em 12 meses some 3,7% no fim de 2026, 3,3% no terceiro trimestre de 2027 - o horizonte relevante da política monetária - e 3,3% no fim do ano que vem. Para os preços administrados, a autarquia vê alta de 4,3%, 3,2% e 3,4% nos períodos, respectivamente.
As projeções para o ano fechado de 2026 e para o terceiro trimestre de 2027 já haviam sido divulgadas no comunicado da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), publicado no último dia 18.
Publicidade"Nas projeções do cenário de referência, a inflação passa a subir até o fim de 2026, recomeçando trajetória de queda até o horizonte relevante, mas permanecendo acima da meta", diz o BC no RPM. Esse cenário considera a trajetória da Selic embutida no relatório Focus (de 16 de março), dólar a R$ 5,20 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC) e petróleo que segue a curva futura por seis meses e depois sobe 2% ao ano.
Segundo as estimativas do BC, o IPCA acumulado em 12 meses deve somar 3,6% no primeiro trimestre deste ano, acelerando a 3,7% no segundo, 3,8% no terceiro e 3,9% no fim do ano. A inflação começa a cair em 2027, cedendo a 3,6% no primeiro trimestre, 3,4% no segundo e 3,3% no terceiro e no quarto. Em 2028, o IPCA somaria 3,2% em 12 meses nos dois primeiros trimestres, e cairia a 3,1% no terceiro.
Nas aberturas por categorias, o BC espera que a inflação de preços livres acumulada em 12 meses some 3,7% no fim de 2026, 3,3% no terceiro trimestre de 2027 - o horizonte relevante da política monetária - e 3,3% no fim do ano que vem. Para os preços administrados, a autarquia vê alta de 4,3%, 3,2% e 3,4% nos períodos, respectivamente.
As projeções para o ano fechado de 2026 e para o terceiro trimestre de 2027 já haviam sido divulgadas no comunicado da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), publicado no último dia 18.
PIB
O Banco Central (BC) manteve sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, de 1,6%. O número consta no Relatório de Política Monetária (RPM) publicado nesta quinta-feira, 26. A previsão está abaixo da mediana do último relatório Focus, de 1,84%.
A autoridade monetária, porém, alterou as estimativas para o PIB agropecuário (0,5% para 1,0%), industrial (1,9% para 1,2%) e de serviços (1,6% para 1,7%).
Pelo lado da demanda, ajustou as previsões para o consumo das famílias (1,5% para 1,4%) e do governo (1,5% para 2,0), além de Formação Bruta de Capital Fixo (1,0% para 0,5%) e exportações (2,0% para 2,5%). Em contrapartida, manteve a estimativa para as importações, em 1,0%.
"A estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026", afirmou o BC. "Esse cenário é condicionado pela expectativa de política monetária em campo restritivo, pelo baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, pela perspectiva de desaceleração da economia global e pela ausência do impulso agropecuário observado em 2025."
Assim como no RPM de dezembro, o cenário apresentado pela autoridade monetária incorpora estimativas dos efeitos de medidas recentes que têm potencial de sustentar a demanda doméstica, como o aumento real do salário mínimo e as mudanças no Imposto de Renda (IR), segundo a autarquia.
A autoridade monetária, porém, alterou as estimativas para o PIB agropecuário (0,5% para 1,0%), industrial (1,9% para 1,2%) e de serviços (1,6% para 1,7%).
Pelo lado da demanda, ajustou as previsões para o consumo das famílias (1,5% para 1,4%) e do governo (1,5% para 2,0), além de Formação Bruta de Capital Fixo (1,0% para 0,5%) e exportações (2,0% para 2,5%). Em contrapartida, manteve a estimativa para as importações, em 1,0%.
"A estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026", afirmou o BC. "Esse cenário é condicionado pela expectativa de política monetária em campo restritivo, pelo baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, pela perspectiva de desaceleração da economia global e pela ausência do impulso agropecuário observado em 2025."
Assim como no RPM de dezembro, o cenário apresentado pela autoridade monetária incorpora estimativas dos efeitos de medidas recentes que têm potencial de sustentar a demanda doméstica, como o aumento real do salário mínimo e as mudanças no Imposto de Renda (IR), segundo a autarquia.
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