Bares e restaurantes do Rio de Janeiro se preparam para o aumento das vendas no feriado da Semana SantaPedro Teixeira/Agência O Dia
Publicado 01/04/2026 09:44
A Semana Santa promete ser uma “ressurreição” para bares e restaurantes. Este ano, as comemorações devem trazer alívio para o setor de alimentação fora do lar no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com pesquisa da Abrasel-RJ — entidade que representa o setor — realizada entre os dias 11 e 19 de março, 84% dos estabelecimentos esperam aumentar o faturamento durante o feriado em relação ao mesmo período de 2025.

Os empresários, em sua maioria, têm expectativas moderadas de crescimento das vendas. Segundo a pesquisa, 20% estimam alta de até 5%, enquanto 22% projetam aumento entre 6% e 10%. Já 26% esperam expansão de 11% a 20%, indicando uma parcela significativa apostando em desempenho mais robusto. Há ainda 12% que projetam aumento de até 50%, ao passo que 4% esperam crescer acima desse patamar.

Somente 9% acreditam que o faturamento deve se manter estável, enquanto 3% preveem queda. Outros 4% afirmaram que não vão abrir no feriado, e 1% das empresas não existia no mesmo período do ano passado, o que impede a comparação.

A expectativa otimista no Estado supera com folga o índice nacional, que projeta alta das vendas para 63% dos estabelecimentos. Para Maurício Costa, presidente da Abrasel-RJ, o resultado reflete tanto a força da data quanto a necessidade de recuperação do setor.
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“A Semana Santa é uma das datas mais importantes para bares e restaurantes, especialmente no Rio, onde há uma tradição forte de consumo de pescado e de refeições fora de casa. Os números mostram otimismo moderado dos empresários, que veem no feriado uma oportunidade real de aumentar o movimento e recompor o caixa após meses desafiadores”, afirma.

Apesar da expectativa positiva para abril, os dados mais recentes mostram que o setor segue em processo de recuperação, ainda marcado por desequilíbrios financeiros. Em fevereiro, 19% das empresas operaram no prejuízo, uma queda de cinco pontos percentuais em relação ao mês anterior. Ao mesmo tempo, 48% registraram lucro e 33% ficaram em estabilidade, indicando melhora em relação ao início do ano, mas ainda com parte relevante dos negócios sem resultado positivo consistente.

A sondagem também revela um cenário de pressão sobre as margens. Nos últimos 12 meses, 27% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar seus preços, enquanto 63% realizaram aumentos iguais ou abaixo da inflação. Apenas 10% conseguiram reajustar acima dos índices inflacionários.

Os empresários continuam absorvendo parte do aumento de custos para evitar perda de clientes, o que impacta diretamente a rentabilidade. E um ponto de atenção diz respeito ao endividamento dos empresários. Segundo a pesquisa, 31% dos estabelecimentos têm pagamentos em atraso. Entre as principais dívidas estão impostos federais (48%), impostos estaduais (43%) e encargos trabalhistas e previdenciários (24%).
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