Publicado 06/04/2026 09:16 | Atualizado 06/04/2026 09:21
A projeção dos analistas para a inflação de 2026 foi revista para cima, enquanto a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano manteve a tendência de alta, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 6, pelo Relatório Focus do Banco Central. A pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).
PublicidadeA mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quarta leitura consecutiva, desta vez de 4,31% para 4,36%. O movimento ocorre em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. A taxa está 0,14 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,91%.
Considerando apenas as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,47% para 4,50%.
A projeção para o IPCA de 2027 aumentou de 3,84% para 3,85%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 70 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,93% para 3,96%.
O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegará a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027. A trajetória consta na comunicação da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom).
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, 6, as projeções para o IPCA de 2028 subiu de 3,57% para 3,60%. Há um mês, era de 3,50%. Para 2029, a estimativa seguiu em 3,50% pela 31ª semana seguida.
Considerando apenas as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 4,47% para 4,50%.
A projeção para o IPCA de 2027 aumentou de 3,84% para 3,85%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 70 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 3,93% para 3,96%.
O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegará a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027. A trajetória consta na comunicação da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom).
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, 6, as projeções para o IPCA de 2028 subiu de 3,57% para 3,60%. Há um mês, era de 3,50%. Para 2029, a estimativa seguiu em 3,50% pela 31ª semana seguida.
PIB
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,85%. Há um mês, era de 1,82%. Considerando apenas as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 1,91% para 1,81%.
O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026.
Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira seguiu em 1,80% pela 14ª semana consecutiva. Considerando só as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,78% para 1,67%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 108ª e 55ª semana seguida, respectivamente.
O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026.
Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira seguiu em 1,80% pela 14ª semana consecutiva. Considerando só as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,78% para 1,67%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 108ª e 55ª semana seguida, respectivamente.
Selic
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 seguiu em 12,50% pela segunda leitura consecutiva. Há um mês, estava em 12,13%. Considerando só as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida também permaneceu em 12,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 60ª semana seguida. Considerando só as 78 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, a estimativa subiu de 10,50% para 10,75%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, no último dia 18. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), em 26 de março. Ele disse que o "conservadorismo" da autoridade monetária em 2025 compra tempo para analisar o cenário e entender os efeitos que a alta do petróleo terá sobre os preços domésticos.
"Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias", afirmou Galípolo, reforçando que haverá uma condução cautelosa da política monetária.
No Focus desta segunda-feira, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 11ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, permaneceu em 9,75% pela primeira semana consecutiva. Há um mês, era de 9,50%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 60ª semana seguida. Considerando só as 78 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, a estimativa subiu de 10,50% para 10,75%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, no último dia 18. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), em 26 de março. Ele disse que o "conservadorismo" da autoridade monetária em 2025 compra tempo para analisar o cenário e entender os efeitos que a alta do petróleo terá sobre os preços domésticos.
"Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias", afirmou Galípolo, reforçando que haverá uma condução cautelosa da política monetária.
No Focus desta segunda-feira, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 11ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, permaneceu em 9,75% pela primeira semana consecutiva. Há um mês, era de 9,50%.
Dólar
A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,40 pela terceira semana consecutiva. Há um mês, era de R$ 5,41. A projeção para a moeda no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,45 pela segunda semana seguida Há um mês, era de R$ 5,50.
Para o fim de 2028, a mediana seguiu em R$ 5,50 pela oitava semana seguida. Para 2029, também permaneceu em R$ 5,50, mas pela segunda leitura consecutiva. Há um mês estava no mesmo nível, mas oscilou durante o período.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
Para o fim de 2028, a mediana seguiu em R$ 5,50 pela oitava semana seguida. Para 2029, também permaneceu em R$ 5,50, mas pela segunda leitura consecutiva. Há um mês estava no mesmo nível, mas oscilou durante o período.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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