Publicado 09/04/2026 16:52
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (9), ainda impulsionados por prêmios de risco diante das tensões elevadas no Oriente Médio, embora tenham reduzido grande parte dos ganhos ao longo da tarde após sinais de possível avanço diplomático envolvendo Israel e Líbano.
PublicidadeO petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 3,66% (US$ 3,46), a US$ 97,87 o barril.
Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 1,23% (US$ 1,17), a US$ 95,92 o barril.
A valorização foi sustentada pela reprecificação do risco geopolítico após ataques recentes no Oriente Médio, que reacenderam temores de interrupções na oferta do óleo.
Ao longo da tarde, porém, os preços perderam força com notícias de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende iniciar negociações diretas com o Líbano.
A XS.com, correta de ativos, pontua que a recente recuperação não indica necessariamente escassez real de oferta, mas sim a reintrodução de prêmios de risco, com o mercado reagindo a choques geopolíticos de curto prazo. A casa destaca que o WTI tende a permanecer volátil, oscilando dentro de uma faixa ampla enquanto persistirem incertezas sobre a escalada do conflito.
Na mesma linha, o ANZ Research avalia que a recuperação da oferta global deve ser apenas parcial no curto prazo, em meio a danos na infraestrutura energética e gargalos logísticos. Para a instituição, esse cenário pode sustentar preços elevados por mais tempo e aumentar a volatilidade, com risco de perdas permanentes de capacidade produtiva.
Já o Goldman Sachs, principal banco fde investimento mundial, revisou para baixo sua projeção para os preços do petróleo no segundo trimestre após o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, citando menor prêmio de risco no curto prazo. O banco americano prevê que o Brent ficará em US$ 90 o barril e o WTI em US$ 87 o barril no período, de US$ 99 e US$ 91 antes, respectivamente.
Ainda assim, o Goldman ressalta que os riscos seguem inclinados para cima, diante da possibilidade de novas interrupções na oferta.
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