BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsos do MasterJoédson Alves/Agência Brasil
Publicado 09/04/2026 21:41
Uma solução definitiva para o Banco de Brasília (BRB) será apresentada em até 30 dias e o banco não irá quebrar, afirmou a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ao sair de uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na manhã de ontem, em São Paulo.
Publicidade
"No prazo de menos de 30 dias, nós teremos uma situação totalmente diferente da que nós estamos vivendo", disse a governadora ao deixar o prédio da autarquia. "Em 30 dias, daremos uma solução definitiva para o banco, e o banco não irá quebrar."
O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, acompanhou Celina no encontro. Pelo BC, além de Galípolo, participaram do encontro por videoconferência os diretores Ailton de Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Regulação).
A governadora disse que apresentou um plano técnico feito pela nova gestão do BRB ao BC. Lembrando que está no cargo há poucos dias, a governadora disse que, como controladora do banco, tem de mostrar ao BC que o "BRB tem toda a condição para cumprir aquilo que está previamente acordado com o BC".
Além do encontro com a autoridade monetária, a governadora e o presidente do BRB teriam ontem uma série de reuniões com instituições financeiras na capital paulista.
Na quarta-feira, ao participar de audiência na CPI do Crime Organizado, Galípolo repetiu que o BRB tem um problema de patrimônio decorrente do seu envolvimento com o Banco Master. Essa situação, disse, só pode ser solucionada com um aporte do controlador, o governo do DF.
Balanço
O BRB deveria ter publicado o balanço de 2025, com detalhes sobre o impacto do seu envolvimento com o Master, em 31 de março. O banco comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsos do Master, e trocou essas carteiras inexistentes por outros ativos, cujo valor é incerto. Estima-se que seja necessário um aporte próximo de R$ 8 bilhões para fazer frente às perdas do banco. Uma nova assembleia de acionistas está marcada para o dia 22 para votar a capitalização do BRB.
A ida a São Paulo ocorre depois de o BRB concluir investigação sobre fatos ligados à operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Leia mais