Publicado 20/04/2026 16:45
O microcrédito no Brasil registrou um avanço expressivo em 2025 e consolidou-se como uma das principais ferramentas de inclusão produtiva no país. Dados da Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abscred) indicam que o valor emprestado ultrapassou R$ 1,9 bilhão no período, um crescimento de 57% em relação a 2024. O número de clientes ativos chegou a cerca de 238 mil (+53%), enquanto a carteira ativa avançou 55%.
Segundo a presidente da ABCRED, Isabel Baggio, o avanço é resultado do amadurecimento das instituições e da busca crescente por crédito orientado. “Houve evolução na estrutura das IMFs, com equipes mais preparadas e uso de tecnologia, o que aumentou a eficiência. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por um crédito que inclui orientação, apoio técnico e educação financeira, o que fortalece a relação com os empreendedores e mantém a inadimplência em torno de 4%, abaixo da média do sistema financeiro”, afirma.
A tendência é de continuidade. A entidade projeta que a carteira total das instituições associadas deve superar R$ 2 bilhões em 2026, impulsionada pelo avanço do empreendedorismo como alternativa de renda e pela consolidação do modelo de microcrédito produtivo orientado. Nesse cenário, mudanças recentes na legislação das microfinanças também devem ampliar o alcance do setor. A Lei 15.364, sancionada em março, permite que até 20% da carteira das instituições seja direcionada a áreas como moradia, saneamento, saúde e educação, abrindo novas frentes de atuação.
Para Isabel, a regulamentação deve acelerar o atendimento a demandas históricas da população de baixa renda. “A ampliação do escopo fortalece o papel das microfinanças e permite desenvolver soluções mais adequadas às necessidades dos empreendedores e de suas famílias”, diz.
PublicidadeSegundo a presidente da ABCRED, Isabel Baggio, o avanço é resultado do amadurecimento das instituições e da busca crescente por crédito orientado. “Houve evolução na estrutura das IMFs, com equipes mais preparadas e uso de tecnologia, o que aumentou a eficiência. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por um crédito que inclui orientação, apoio técnico e educação financeira, o que fortalece a relação com os empreendedores e mantém a inadimplência em torno de 4%, abaixo da média do sistema financeiro”, afirma.
A tendência é de continuidade. A entidade projeta que a carteira total das instituições associadas deve superar R$ 2 bilhões em 2026, impulsionada pelo avanço do empreendedorismo como alternativa de renda e pela consolidação do modelo de microcrédito produtivo orientado. Nesse cenário, mudanças recentes na legislação das microfinanças também devem ampliar o alcance do setor. A Lei 15.364, sancionada em março, permite que até 20% da carteira das instituições seja direcionada a áreas como moradia, saneamento, saúde e educação, abrindo novas frentes de atuação.
Para Isabel, a regulamentação deve acelerar o atendimento a demandas históricas da população de baixa renda. “A ampliação do escopo fortalece o papel das microfinanças e permite desenvolver soluções mais adequadas às necessidades dos empreendedores e de suas famílias”, diz.
Impacto direto na renda e nos negócios
Na ponta, o crescimento do microcrédito se traduz em aumento de renda e fortalecimento de pequenos negócios em todo o país. O acesso ao crédito permite investimentos em estoque, equipamentos e expansão das atividades, com impacto direto na geração de trabalho e renda.
O movimento ocorre em um contexto de mudanças no mercado de trabalho, em que o empreendedorismo se consolida como alternativa para milhões de brasileiros. Nesse cenário, o crédito orientado ganha relevância por oferecer acompanhamento e reduzir riscos de endividamento.
“O microcrédito responsável é essencial para garantir que o crédito seja uma solução, e não um problema. Em um momento de alto endividamento da população de baixa renda no país, a orientação é fundamental para que esse recurso contribua de fato para o desenvolvimento dos negócios e a autonomia econômica dos empreendedores”, afirma a presidente da Abscred.
Na ponta, o crescimento do microcrédito se traduz em aumento de renda e fortalecimento de pequenos negócios em todo o país. O acesso ao crédito permite investimentos em estoque, equipamentos e expansão das atividades, com impacto direto na geração de trabalho e renda.
O movimento ocorre em um contexto de mudanças no mercado de trabalho, em que o empreendedorismo se consolida como alternativa para milhões de brasileiros. Nesse cenário, o crédito orientado ganha relevância por oferecer acompanhamento e reduzir riscos de endividamento.
“O microcrédito responsável é essencial para garantir que o crédito seja uma solução, e não um problema. Em um momento de alto endividamento da população de baixa renda no país, a orientação é fundamental para que esse recurso contribua de fato para o desenvolvimento dos negócios e a autonomia econômica dos empreendedores”, afirma a presidente da Abscred.
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