Publicado 10/05/2026 05:00 | Atualizado 10/05/2026 07:55
Rio - Com 82 milhões de brasileiros negativados, o governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil 2.0, programa de renegociação de dívidas voltado para pessoas com renda de até cinco salários mínimos. A nova versão prevê descontos de até 90%, parcelamento em até quatro anos e renegociação direta com os bancos. Em meio ao avanço da inadimplência no país, especialistas ouvidos pelo O DIA avaliam os impactos, os benefícios e os cuidados necessários antes de aderir ao programa.
O lançamento ocorre em um cenário em que o setor financeiro concentra quase metade das dívidas em aberto no país. Segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, 47% dos débitos ativos são ligados a bancos e instituições financeiras, que sozinhos representam 27% de todas as dívidas negativadas no Brasil.
Um levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box mostra ainda que 49% dos brasileiros endividados com bancos acumulam múltiplas dívidas em uma mesma instituição. Em média, cada consumidor inadimplente possui mais de três pendências financeiras em aberto.
O cartão de crédito lidera como principal causa de endividamento, apontado por 73% dos entrevistados, seguido por empréstimos (56%) e pelo uso do limite da conta ou cheque especial (33%). Entre os consumidores endividados no cartão, 37% acumulam débitos acima de R$ 10 mil e 36% convivem com as pendências há mais de dois anos.
"Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo", afirma Aline Maciel, diretora da Serasa.
PublicidadeO lançamento ocorre em um cenário em que o setor financeiro concentra quase metade das dívidas em aberto no país. Segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, 47% dos débitos ativos são ligados a bancos e instituições financeiras, que sozinhos representam 27% de todas as dívidas negativadas no Brasil.
Um levantamento da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box mostra ainda que 49% dos brasileiros endividados com bancos acumulam múltiplas dívidas em uma mesma instituição. Em média, cada consumidor inadimplente possui mais de três pendências financeiras em aberto.
O cartão de crédito lidera como principal causa de endividamento, apontado por 73% dos entrevistados, seguido por empréstimos (56%) e pelo uso do limite da conta ou cheque especial (33%). Entre os consumidores endividados no cartão, 37% acumulam débitos acima de R$ 10 mil e 36% convivem com as pendências há mais de dois anos.
"Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo", afirma Aline Maciel, diretora da Serasa.
Segundo os dados, 38% dos brasileiros atribuem o endividamento com bancos ao desemprego ou à perda de renda. Da mesma forma, ao investigar os gastos que levaram às dívidas bancárias, o levantamento aponta uma relação direta com a sobrevivência financeira: o pagamento de contas básicas e a quitação de outras dívidas aparecem como os principais motivos.
"A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia", afirma Aline. "Quando despesas essenciais, como alimentação e saúde, passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente", acrescenta.
Ainda de acordo com o estudo, 71% dos entrevistados já tentaram negociar suas dívidas com bancos. Quando perguntados sobre a expectativa e organização para sair da inadimplência, 54,9% se mostram confiantes em conseguir arcar com a negociação. Já entre aqueles que não sabem ou não têm certeza, mais descontos e redução de juros aparecem como os principais fatores que poderiam viabilizar o pagamento das pendências com bancos.
"Entendemos que existe disposição para negociar, mas muitas vezes as condições oferecidas ainda não cabem no orçamento do consumidor. Por isso, iniciativas estruturadas de renegociação são fundamentais para ampliar o acesso a acordos mais viáveis", avalia Aline.
Ainda de acordo com o estudo, 71% dos entrevistados já tentaram negociar suas dívidas com bancos. Quando perguntados sobre a expectativa e organização para sair da inadimplência, 54,9% se mostram confiantes em conseguir arcar com a negociação. Já entre aqueles que não sabem ou não têm certeza, mais descontos e redução de juros aparecem como os principais fatores que poderiam viabilizar o pagamento das pendências com bancos.
"Entendemos que existe disposição para negociar, mas muitas vezes as condições oferecidas ainda não cabem no orçamento do consumidor. Por isso, iniciativas estruturadas de renegociação são fundamentais para ampliar o acesso a acordos mais viáveis", avalia Aline.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinion Box, com coleta entre 10 e 15 de abril de 2026, ouvindo 1.904 entrevistados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Regras do Novo Desenrola
O Novo Desenrola Brasil 2.0 é voltado para pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e permitirá a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. Diferentemente da edição anterior, as negociações serão feitas diretamente com os bancos onde os débitos estão registrados, sem a necessidade de acessar uma plataforma do governo. A adesão ao programa começou na última terça-feira (5) e ficará disponível por 90 dias.
O programa inclui dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o Ministério da Fazenda, os descontos variam entre 30% e 90%, a depender do tempo de atraso e do tipo da dívida. No caso do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo, o desconto mínimo será de 40% para débitos entre 90 e 120 dias de atraso, podendo chegar a 90% para dívidas com mais de um ano.
As dívidas renegociadas poderão ser parceladas em até quatro anos, com possibilidade de carência de até 30 dias para o pagamento da primeira parcela. De acordo com o governo federal, a expectativa é que a "limpeza do nome" do consumidor ocorra logo após a adesão ao acordo. O limite da nova dívida renegociada será de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.
O governo também anunciou que os participantes poderão sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e terão acesso a juros limitados a, no máximo, 1,99% ao mês ao mês, ou 26,68% ao ano. Para garantir as renegociações, será criado um fundo com recursos públicos que servirá como garantia para os bancos em caso de inadimplência.
Quem aderir ao programa terá o CPF bloqueado para apostas on-line por 12 meses. Segundo o governo, a medida busca evitar que pessoas em renegociação de dívidas utilizem recursos em plataformas de bets.
O Novo Desenrola também inclui a renegociação de contratos do Fies. Para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), os descontos podem chegar a 99% do valor total da dívida. Já para os demais estudantes com contratos em atraso há mais de 360 dias, o abatimento vai até 77%. Os débitos poderão ser quitados à vista, com desconto sobre juros, multas e parte do principal, ou parcelados em até 150 vezes sem juros e multa.
Além das famílias, o pacote anunciado pelo governo inclui medidas para micro e pequenas empresas, produtores rurais e mudanças nas regras do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de servidores públicos. Entre as alterações estão a redução gradual da margem consignável e o aumento do prazo para pagamento dos empréstimos.
O programa inclui dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o Ministério da Fazenda, os descontos variam entre 30% e 90%, a depender do tempo de atraso e do tipo da dívida. No caso do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo, o desconto mínimo será de 40% para débitos entre 90 e 120 dias de atraso, podendo chegar a 90% para dívidas com mais de um ano.
As dívidas renegociadas poderão ser parceladas em até quatro anos, com possibilidade de carência de até 30 dias para o pagamento da primeira parcela. De acordo com o governo federal, a expectativa é que a "limpeza do nome" do consumidor ocorra logo após a adesão ao acordo. O limite da nova dívida renegociada será de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.
O governo também anunciou que os participantes poderão sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e terão acesso a juros limitados a, no máximo, 1,99% ao mês ao mês, ou 26,68% ao ano. Para garantir as renegociações, será criado um fundo com recursos públicos que servirá como garantia para os bancos em caso de inadimplência.
Quem aderir ao programa terá o CPF bloqueado para apostas on-line por 12 meses. Segundo o governo, a medida busca evitar que pessoas em renegociação de dívidas utilizem recursos em plataformas de bets.
O Novo Desenrola também inclui a renegociação de contratos do Fies. Para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), os descontos podem chegar a 99% do valor total da dívida. Já para os demais estudantes com contratos em atraso há mais de 360 dias, o abatimento vai até 77%. Os débitos poderão ser quitados à vista, com desconto sobre juros, multas e parte do principal, ou parcelados em até 150 vezes sem juros e multa.
Além das famílias, o pacote anunciado pelo governo inclui medidas para micro e pequenas empresas, produtores rurais e mudanças nas regras do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de servidores públicos. Entre as alterações estão a redução gradual da margem consignável e o aumento do prazo para pagamento dos empréstimos.
No caso do INSS, o governo diminuiu o limite de consignação total de 45% para 40% da renda. A margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios — de 5% para cada — acabou. Na nova margem, de 40%, a participação do cartão consignado, e de benefícios é de 5% para cada.
A mudança no consignado do servidor foi semelhante: fim dos 10% de margem exclusiva para cartão consignado e redução do limite de consignação de 45% para 40%. Destes, o cartão consignado pode ocupar no máximo 10%.
A ideia, segundo o Ministério da Fazenda, é reduzir a margem consignável gradualmente. Em ambos os casos, a margem de 40% vai cair 2 pontos porcentuais ao ano até atingir um limite de 30%.
O prazo do consignado do INSS foi aumentado de 96 para 108 meses, e houve o fim da vedação à carência e permissão para que ela seja de até 90 dias. No caso do consignado do servidor, o prazo foi aumentado de 96 para 120 meses, com autorização de carência de até 120 dias.
A mudança no consignado do servidor foi semelhante: fim dos 10% de margem exclusiva para cartão consignado e redução do limite de consignação de 45% para 40%. Destes, o cartão consignado pode ocupar no máximo 10%.
A ideia, segundo o Ministério da Fazenda, é reduzir a margem consignável gradualmente. Em ambos os casos, a margem de 40% vai cair 2 pontos porcentuais ao ano até atingir um limite de 30%.
O prazo do consignado do INSS foi aumentado de 96 para 108 meses, e houve o fim da vedação à carência e permissão para que ela seja de até 90 dias. No caso do consignado do servidor, o prazo foi aumentado de 96 para 120 meses, com autorização de carência de até 120 dias.
O governo também lançou renegociações específicas para pequenas empresas. No Procred, que atende a microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, o limite de valor das operações passou de 30% do faturamento para 50% do faturamento, com teto de R$ 180 mil (ou 60%, também com teto de R$ 180 mil, para empresas lideradas por mulheres). A carência subiu de 12 para 24 meses, e o prazo máximo das operações, de 72 para 96 meses.
Para atender a micro e pequenas empresas, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, foram atualizadas as regras do Pronampe: aumento do valor total do crédito (R$ 250 mil para R$ 500 mil), da carência (12 para 24 meses), do prazo máximo da operação (72 para 96 meses), e da tolerância no atraso para a concessão de novos créditos (14 para 90 dias).
Para atender a micro e pequenas empresas, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, foram atualizadas as regras do Pronampe: aumento do valor total do crédito (R$ 250 mil para R$ 500 mil), da carência (12 para 24 meses), do prazo máximo da operação (72 para 96 meses), e da tolerância no atraso para a concessão de novos créditos (14 para 90 dias).
O governo também decidiu renegociar dívidas rurais, com reabertura do prazo do Desenrola Rural até dezembro. A ideia é beneficiar mais de 800 mil agricultores familiares.
Especialistas alertam para cuidados antes da renegociação
Para especialistas em finanças, o Novo Desenrola Brasil 2.0 pode ajudar milhões de brasileiros a retomarem o acesso ao crédito e reorganizarem a vida financeira, mas exige cautela para evitar que a renegociação se transforme em um novo ciclo de inadimplência.
A educadora financeira Bia da Barkus avalia que o programa tem potencial para reduzir a inadimplência e movimentar a economia ao reinserir consumidores no mercado formal de crédito e consumo.
"O Desenrola tem um impacto importante na economia porque ele atua justamente em um dos maiores gargalos financeiros do país hoje: o endividamento das famílias brasileiras. Quando uma pessoa está negativada, ela perde acesso a crédito, reduz o consumo e passa a viver em um estado constante de instabilidade financeira. Isso afeta a vida individual e o funcionamento da economia como um todo", diz.
"Ao permitir renegociações com descontos e condições mais acessíveis, o programa tende a reduzir a inadimplência e devolver parte dessas pessoas ao mercado de consumo e crédito formal. Na prática, isso pode movimentar setores da economia, aumentar a circulação de dinheiro e melhorar a capacidade das famílias de reorganizarem suas finanças", acrescenta.
Segundo ela, renegociar dívidas não resolve sozinho os problemas estruturais do endividamento.
"Muitas famílias entram em ciclos de dívida porque nunca tiveram acesso a educação financeira conectada à realidade delas, ao planejamento financeiro e ao entendimento do uso do crédito", aponta.
A educadora financeira Bia da Barkus avalia que o programa tem potencial para reduzir a inadimplência e movimentar a economia ao reinserir consumidores no mercado formal de crédito e consumo.
"O Desenrola tem um impacto importante na economia porque ele atua justamente em um dos maiores gargalos financeiros do país hoje: o endividamento das famílias brasileiras. Quando uma pessoa está negativada, ela perde acesso a crédito, reduz o consumo e passa a viver em um estado constante de instabilidade financeira. Isso afeta a vida individual e o funcionamento da economia como um todo", diz.
"Ao permitir renegociações com descontos e condições mais acessíveis, o programa tende a reduzir a inadimplência e devolver parte dessas pessoas ao mercado de consumo e crédito formal. Na prática, isso pode movimentar setores da economia, aumentar a circulação de dinheiro e melhorar a capacidade das famílias de reorganizarem suas finanças", acrescenta.
Segundo ela, renegociar dívidas não resolve sozinho os problemas estruturais do endividamento.
"Muitas famílias entram em ciclos de dívida porque nunca tiveram acesso a educação financeira conectada à realidade delas, ao planejamento financeiro e ao entendimento do uso do crédito", aponta.
O consultor financeiro Renan Diego também avalia que o programa pode trazer efeitos positivos no curto prazo ao reduzir a inadimplência e liberar parte da renda das famílias para o consumo.
"O programa Desenrola pode impactar positivamente a economia ao permitir que pessoas endividadas renegociem suas dívidas com melhores condições, o que reduz a inadimplência no curto prazo e libera parte da renda para o consumo, o que ajuda a aquecer a atividade econômica do país. Além disso, ao possibilitar que muitos consumidores limpem o nome, o programa amplia o acesso ao crédito e aumenta a confiança das instituições financeiras para conceder empréstimos", revela.
Descontos altos exigem atenção ao custo final
Apesar dos descontos de até 90% anunciados pelo governo, especialistas alertam que o percentual de abatimento, sozinho, não garante que a dívida se tornará sustentável.
"Muitas vezes, o brasileiro olha primeiro para o percentual de desconto e não para o valor da parcela no contexto da própria renda e da vida real. Uma dívida pode ter 70% ou 80% de desconto e ainda assim continuar pesada se a pessoa já estiver com orçamento comprometido, renda instável ou acumulando outras contas básicas atrasadas, como aluguel, luz e alimentação. Em alguns casos, aderir ao programa sem reorganizar minimamente o orçamento pode gerar uma nova bola de neve financeira poucos meses depois", afirma Bia.
Segundo ela, antes de aceitar uma renegociação, é importante avaliar se a parcela cabe no orçamento, se haverá previsibilidade de renda nos próximos meses e se a pessoa conseguirá manter as despesas essenciais sem depender novamente de crédito.
Renan Diego reforça que o consumidor precisa olhar além do desconto anunciado e considerar o custo total da renegociação.
"O risco pode ser real, isso porque o desconto chama muita atenção, mas o que realmente importa é o custo total da dívida após a renegociação. Se o consumidor focar só no percentual de desconto e ignorar fatores como juros, número de parcelas e valor final pago, pode acabar aceitando um acordo que parece vantajoso, mas sai caro no longo prazo", explica.
Parcelamentos longos podem agravar o problema
O programa prevê juros de até 1,99% ao mês e parcelamento em até quatro anos. Apesar de as taxas serem menores do que modalidades como cartão de crédito rotativo e cheque especial, especialistas afirmam que o custo ainda pode pesar para famílias de baixa renda.
"Sobre os juros de até 1,99% ao mês, eles são menores do que muitas linhas de crédito tradicionalmente utilizadas pela população brasileira, como cartão de crédito rotativo, cheque especial ou empréstimos emergenciais. Nesse sentido, o programa oferece condições mais competitivas do que as encontradas normalmente por pessoas negativadas", disse.
"Por outro lado, 1,99% ao mês ainda é um juro relativamente alto quando pensamos no longo prazo, principalmente para famílias de baixa renda. Em um parcelamento extenso, esse custo continua pesando no orçamento", continou.
Ela também alerta para os riscos dos prazos longos de pagamento. "O prazo de até quatro anos pode ser positivo ou problemático, dependendo da situação financeira de cada pessoa. Para muitas famílias que estão extremamente pressionadas no orçamento, alongar o prazo é justamente o que torna a renegociação possível", aponta.
"Ao mesmo tempo, existe um risco de transformar uma solução emergencial em um endividamento muito prolongado. Quanto maior o prazo, maior tende a ser o custo total pago ao longo do tempo e maior também a chance de surgirem imprevistos no meio do caminho, como perda de renda, desemprego ou novos gastos emergenciais", avalia.
Para Renan Diego, o ideal é equilibrar parcelas acessíveis sem prolongar excessivamente a dívida.
"O consumidor deve buscar um equilíbrio entre parcelas que caibam no orçamento sem comprometer despesas essenciais e um prazo que não prolongue excessivamente o endividamento. Em geral, o ideal é escolher a menor quantidade de parcelas possível dentro do que é sustentável, porque parcelas muito baixas costumam vir acompanhadas de prazos longos e maior custo total por causa dos juros", diz.
Bloqueio para bets pode ajudar, mas não resolve sozinho
Sobre o bloqueio do CPF dos participantes do programa em plataformas de apostas on-line por 12 meses, Bia da Barkus afirma que a iniciativa pode ajudar a conter gastos impulsivos em um momento de reorganização financeira.
"O bloqueio de apostas por um ano pode ter um efeito real para parte das famílias, principalmente porque hoje as apostas on-line já aparecem como um fator relevante no endividamento de muitos brasileiros, especialmente entre jovens e população de baixa renda",analisa.
"Em alguns casos, o comportamento com apostas deixa de ser apenas entretenimento e passa a funcionar como uma tentativa de resolver problemas financeiros rapidamente, criando um ciclo muito perigoso: a pessoa perde dinheiro, tenta recuperar apostando novamente e acaba aprofundando ainda mais a dívida", acrescenta.
Segundo ela, a medida sozinha não resolve o problema estrutural do endividamento relacionado às apostas.
"O endividamento relacionado às apostas envolve fatores emocionais, comportamentais e até questões de saúde mental. Sem educação financeira, apoio psicológico em alguns casos e uma discussão mais ampla sobre o impacto das bets no orçamento das famílias, existe o risco de a medida ter um alcance mais limitado ou até simbólico para parte da população", destaca.
Renegociação do Fies divide opiniões
A possibilidade de descontos de até 99% nas dívidas do Fies reacendeu discussões sobre o impacto da medida entre estudantes que mantiveram os pagamentos em dia.
"Quando o mercado e a população passam a acreditar que grandes descontos podem acontecer no futuro, isso pode gerar um efeito de 'espera', em que parte das pessoas deixa de priorizar o pagamento apostando em novas renegociações mais vantajosas", afirma Bia.
Renan Diego também avalia que o desconto elevado pode gerar um "precedente perigoso" no crédito estudantil.
"Um desconto muito alto, como até 99% no Fies, pode gerar um precedente perigoso, pois pode passar a ideia de que vale a pena não pagar em dia esperando futuras renegociações, o que aumenta o risco moral e pode desestimular bons pagadores", aponta.
Medida emergencial, não estrutural
Apesar do potencial de aliviar o endividamento no curto prazo, os especialistas concordam que o programa não resolve sozinho os problemas estruturais da relação dos brasileiros com o crédito.
"Eu vejo o Desenrola muito mais como uma medida emergencial de reorganização financeira do que como uma solução estrutural para o endividamento no Brasil. O programa é importante porque oferece um alívio imediato para milhões de pessoas que estão sufocadas por juros altos, inadimplência e restrição de crédito. Para muitas famílias, renegociar uma dívida pode significar voltar a respirar financeiramente", afirma Bia.
Segundo ela, fatores como baixa renda, desigualdade social, crédito caro, falta de reserva financeira, informalidade no trabalho e ausência histórica de educação financeira acessível continuam impulsionando o endividamento no país.
"O Desenrola pode ser uma ponte importante para recomeços financeiros. Mas, sozinho, ele dificilmente resolve de forma estrutural a relação do brasileiro com a dívida e com o crédito", conclui.
O consultor financeiro Renan Diego segue a mesma linha. "O Desenrola é mais uma medida emergencial de curto prazo do que uma solução estrutural para o endividamento. Seu foco principal é renegociar dívidas já existentes e reduzir rapidamente a inadimplência, oferecendo descontos e condições facilitadas para que as pessoas limpem o nome", diz.
"Ele ajuda a aliviar a situação financeira imediata de milhões de consumidores e a reativar o consumo, mas não resolve as causas profundas do endividamento, como baixa educação financeira, juros elevados ou renda insuficiente", finaliza.
Chance de reorganizar a vida financeira
A auxiliar administrativa Juliana Ferreira, de 36 anos, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e pretende aderir ao Novo Desenrola Brasil 2.0 para tentar renegociar dívidas acumuladas no cartão de crédito e no cheque especial. Segundo ela, o endividamento começou durante a pandemia, após redução da renda familiar e aumento dos gastos básicos da casa.
"Eu comecei usando o cartão para comprar mercado e pagar contas do dia a dia. Depois virou uma bola de neve. Hoje eu já nem consigo crédito e qualquer imprevisto vira um desespero", afirma.
Com cerca de R$ 12 mil em dívidas, Juliana diz que espera conseguir descontos que permitam reorganizar o orçamento sem comprometer despesas essenciais.
"Eu quero pagar, mas preciso de uma parcela que realmente caiba no meu bolso. Tenho medo de renegociar e depois não conseguir manter o acordo", diz.
Já o motorista de aplicativo Carlos Henrique Souza, de 29 anos, vê no programa uma oportunidade de renegociar o financiamento estudantil do Fies, acumulado há mais de três anos. Formado em administração, ele afirma que enfrentou dificuldades para conseguir emprego na área após concluir a graduação.
"Quando eu fiz o Fies, eu imaginava que conseguiria um emprego rápido depois da faculdade e que a dívida seria tranquila de pagar. Só que a realidade foi bem diferente", relata.
Segundo Carlos, o valor da dívida ultrapassa R$ 20 mil e acabou sendo deixado em segundo plano diante de outras despesas.
"Teve período em que eu precisava escolher entre pagar prestação ou pagar aluguel e alimentação. Agora, com esses descontos, parece que finalmente surgiu uma chance de conseguir resolver isso", afirma.
A auxiliar administrativa Juliana Ferreira, de 36 anos, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e pretende aderir ao Novo Desenrola Brasil 2.0 para tentar renegociar dívidas acumuladas no cartão de crédito e no cheque especial. Segundo ela, o endividamento começou durante a pandemia, após redução da renda familiar e aumento dos gastos básicos da casa.
"Eu comecei usando o cartão para comprar mercado e pagar contas do dia a dia. Depois virou uma bola de neve. Hoje eu já nem consigo crédito e qualquer imprevisto vira um desespero", afirma.
Com cerca de R$ 12 mil em dívidas, Juliana diz que espera conseguir descontos que permitam reorganizar o orçamento sem comprometer despesas essenciais.
"Eu quero pagar, mas preciso de uma parcela que realmente caiba no meu bolso. Tenho medo de renegociar e depois não conseguir manter o acordo", diz.
Já o motorista de aplicativo Carlos Henrique Souza, de 29 anos, vê no programa uma oportunidade de renegociar o financiamento estudantil do Fies, acumulado há mais de três anos. Formado em administração, ele afirma que enfrentou dificuldades para conseguir emprego na área após concluir a graduação.
"Quando eu fiz o Fies, eu imaginava que conseguiria um emprego rápido depois da faculdade e que a dívida seria tranquila de pagar. Só que a realidade foi bem diferente", relata.
Segundo Carlos, o valor da dívida ultrapassa R$ 20 mil e acabou sendo deixado em segundo plano diante de outras despesas.
"Teve período em que eu precisava escolher entre pagar prestação ou pagar aluguel e alimentação. Agora, com esses descontos, parece que finalmente surgiu uma chance de conseguir resolver isso", afirma.
Como quitar as dívidas do pela Serasa
O Serasa Limpa Nome, principal plataforma de negociação de dívidas do país, passa a integrar ofertas de instituições financeiras parceiras do novo programa Desenrola Brasil, com descontos de até 90%. A partir do site ou aplicativo da Serasa, o consumidor pode acessar condições facilitadas para quitação das dívidas com bancos participantes, como Itaú, Santander, Bradesco, Banco Pan, Banco BMG, BV, Neon e NU.
Além disso, também é possível negociar com descontos pendências com diversos segmentos, como varejistas, telecomunicações, serviços, concessionárias de energia, água e gás, entre outros.
O Serasa Limpa Nome, principal plataforma de negociação de dívidas do país, passa a integrar ofertas de instituições financeiras parceiras do novo programa Desenrola Brasil, com descontos de até 90%. A partir do site ou aplicativo da Serasa, o consumidor pode acessar condições facilitadas para quitação das dívidas com bancos participantes, como Itaú, Santander, Bradesco, Banco Pan, Banco BMG, BV, Neon e NU.
Além disso, também é possível negociar com descontos pendências com diversos segmentos, como varejistas, telecomunicações, serviços, concessionárias de energia, água e gás, entre outros.
Confira o passo a passo:
1- Acesse o Serasa Limpa Nome pelo site ou aplicativo.
2- Entre com seu CPF e senha. Se não tiver uma conta, faça seu cadastro.
3- Se tiver ofertas disponíveis para você, elas aparecerão logo na tela inicial.
1- Acesse o Serasa Limpa Nome pelo site ou aplicativo.
2- Entre com seu CPF e senha. Se não tiver uma conta, faça seu cadastro.
3- Se tiver ofertas disponíveis para você, elas aparecerão logo na tela inicial.
4- Escolha a oferta, selecione a forma de pagamento. Depois de efetuar o pagamento, guarde o comprovante.
5- Após o pagamento, a empresa tem até 5 dias úteis para informar a quitação à Serasa e retirar a negativação do CPF.
Como renegociar com os bancos
As renegociações do Novo Desenrola Brasil 2.0 poderão ser feitas diretamente com bancos e instituições financeiras participantes, por meio de aplicativos, sites, WhatsApp, telefone e agências físicas. Procuradas pelo jornal O DIA, instituições financeiras informaram que já iniciaram a preparação das operações e dos canais de atendimento para os clientes elegíveis ao programa.
O Banco do Brasil informou que renegociou mais de R$ 430 milhões em dívidas nos dois primeiros dias do Novo Desenrola Brasil. Segundo a instituição, apenas nas renegociações de pessoas físicas dentro das regras do programa federal foram realizadas 12.614 operações, totalizando R$ 10,4 milhões renegociados.
A instituição financeira destacou ainda as operações voltadas para empresas, por meio das linhas Pronampe e Procred, que somaram 1.611 contratos e desembolso de R$ 202,8 milhões. Além disso, outros 22,2 mil acordos foram fechados com clientes que não se enquadram nas regras do programa federal, totalizando R$ 219,6 milhões renegociados.
Segundo o BB, os clientes podem renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial da instituição ((61) 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90% e possibilidade de concluir toda a operação digitalmente. O banco informou ainda que os consumidores também podem acessar as renegociações pelo aplicativo, internet banking, telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além da rede de agências.
A instituição também fez um alerta para golpes e orientou os clientes a utilizarem apenas canais oficiais para renegociação. O banco ressaltou que não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por mensagens, ligações ou redes sociais.
A Caixa Econômica Federal afirmou que realizou a primeira quitação de dívida do programa no mesmo dia do lancçamento, com desconto de 75% para um cliente de São Paulo. Segundo o banco público, cerca de 5 mil clientes procuraram a instituição no primeiro dia do programa.
O Banco do Brasil informou que renegociou mais de R$ 430 milhões em dívidas nos dois primeiros dias do Novo Desenrola Brasil. Segundo a instituição, apenas nas renegociações de pessoas físicas dentro das regras do programa federal foram realizadas 12.614 operações, totalizando R$ 10,4 milhões renegociados.
A instituição financeira destacou ainda as operações voltadas para empresas, por meio das linhas Pronampe e Procred, que somaram 1.611 contratos e desembolso de R$ 202,8 milhões. Além disso, outros 22,2 mil acordos foram fechados com clientes que não se enquadram nas regras do programa federal, totalizando R$ 219,6 milhões renegociados.
Segundo o BB, os clientes podem renegociar dívidas diretamente pelo WhatsApp oficial da instituição ((61) 4004-0001), com descontos que podem chegar a 90% e possibilidade de concluir toda a operação digitalmente. O banco informou ainda que os consumidores também podem acessar as renegociações pelo aplicativo, internet banking, telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além da rede de agências.
A instituição também fez um alerta para golpes e orientou os clientes a utilizarem apenas canais oficiais para renegociação. O banco ressaltou que não solicita senhas, códigos de acesso, dados completos de cartões ou pagamentos antecipados por mensagens, ligações ou redes sociais.
A Caixa Econômica Federal afirmou que realizou a primeira quitação de dívida do programa no mesmo dia do lancçamento, com desconto de 75% para um cliente de São Paulo. Segundo o banco público, cerca de 5 mil clientes procuraram a instituição no primeiro dia do programa.
Os consumidores podem buscar atendimento pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades), além do WhatsApp Caixa, site oficial e agências físicas.
O Nubank confirmou participação no programa e informou que as ofertas serão disponibilizadas gradualmente aos clientes elegíveis diretamente no aplicativo, sem necessidade de redirecionamento para plataformas externas.
O Nubank confirmou participação no programa e informou que as ofertas serão disponibilizadas gradualmente aos clientes elegíveis diretamente no aplicativo, sem necessidade de redirecionamento para plataformas externas.
De acordo com a instituição, os clientes poderão visualizar descontos, valor atualizado da dívida e opções de parcelamento em poucos passos. O banco também informou que clientes poderão ter o cartão de crédito reativado após a renegociação, desde que atendam aos critérios internos de elegibilidade.
"O nosso papel é estar ao lado do cliente em todas as fases da jornada financeira, inclusive quando algo não sai como o planejado. Para viabilizar o Novo Desenrola Brasil e também a nossa campanha própria, usamos a tecnologia para oferecer caminhos reais de saída da inadimplência, com condições pensadas para evitar que a dívida vire uma bola de neve", afirmou Franklin Maia, diretor-geral de Recuperação do Nubank.
O Santander informou que iniciou na quinta-feira (7) as renegociações de dívidas para clientes elegíveis ao Novo Desenrola Brasil. Segundo o banco, após o pagamento da primeira parcela, as restrições em órgãos de proteção ao crédito relacionadas à dívida renegociada serão retiradas em até cinco dias úteis.
Além das condições do programa federal, o Santander afirmou que também oferecerá renegociações próprias para clientes fora dos critérios do Desenrola, com descontos de até 90% e parcelamento em até 72 vezes, a depender do tipo de dívida e do tempo de atraso.
Os clientes podem obter informações e realizar atendimentos pelo aplicativo, internet banking, telefones 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-702-3535 (demais localidades), Portal de Renegociação, WhatsApp (11) 94752-0222 e rede de agências.
O Itaú Unibanco disponibilizará as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis pelo Superapp, WhatsApp (11) 4004-1144, site itau.com.br/renegociacao e parceiros credenciados, assim que forem concluídas as questões técnicas de integração com o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
"O nosso papel é estar ao lado do cliente em todas as fases da jornada financeira, inclusive quando algo não sai como o planejado. Para viabilizar o Novo Desenrola Brasil e também a nossa campanha própria, usamos a tecnologia para oferecer caminhos reais de saída da inadimplência, com condições pensadas para evitar que a dívida vire uma bola de neve", afirmou Franklin Maia, diretor-geral de Recuperação do Nubank.
O Santander informou que iniciou na quinta-feira (7) as renegociações de dívidas para clientes elegíveis ao Novo Desenrola Brasil. Segundo o banco, após o pagamento da primeira parcela, as restrições em órgãos de proteção ao crédito relacionadas à dívida renegociada serão retiradas em até cinco dias úteis.
Além das condições do programa federal, o Santander afirmou que também oferecerá renegociações próprias para clientes fora dos critérios do Desenrola, com descontos de até 90% e parcelamento em até 72 vezes, a depender do tipo de dívida e do tempo de atraso.
Os clientes podem obter informações e realizar atendimentos pelo aplicativo, internet banking, telefones 4004-3535 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-702-3535 (demais localidades), Portal de Renegociação, WhatsApp (11) 94752-0222 e rede de agências.
O Itaú Unibanco disponibilizará as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis pelo Superapp, WhatsApp (11) 4004-1144, site itau.com.br/renegociacao e parceiros credenciados, assim que forem concluídas as questões técnicas de integração com o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Ao acessar os canais do Itaú, os clientes elegíveis visualizam automaticamente as ofertas disponíveis e podem concluir todo o processo de forma digital, com informações claras sobre valores, prazos e condições.
"O Itaú também disponibilizou uma série de ofertas especiais de renegociação para clientes que não são elegíveis ao Desenrola, disponibilizadas por meio das plataformas oficiais do banco, com o objetivo de apoiá-los na regularização de sua situação financeira", afirma em nota.
O Bradesco informou que está aguardando as autorizações do Fundo Garantidor de Operações para iniciar as renegociações dentro do programa. Enquanto isso, clientes interessados já podem realizar um pré-cadastro pelo portal renegocie.bradesco.com.br.
"O Itaú também disponibilizou uma série de ofertas especiais de renegociação para clientes que não são elegíveis ao Desenrola, disponibilizadas por meio das plataformas oficiais do banco, com o objetivo de apoiá-los na regularização de sua situação financeira", afirma em nota.
O Bradesco informou que está aguardando as autorizações do Fundo Garantidor de Operações para iniciar as renegociações dentro do programa. Enquanto isso, clientes interessados já podem realizar um pré-cadastro pelo portal renegocie.bradesco.com.br.
Segundo o banco, também haverá atendimento telefônico e suporte nas agências. A instituição informou ainda que terá condições próprias de renegociação para clientes que não se enquadram nas regras do programa federal.
"Nosso objetivo sempre foi contribuir para que nossos clientes tenham uma relação equilibrada e sustentável com suas finanças pessoais. Aproveitaremos a iniciativa do governo para nos engajarmos, pois isso significa fortalecer uma relação de confiança e perenidade com a sociedade", afirmou André Duarte, diretor executivo de Crédito e Recuperação do Bradesco.
O Inter confirmou participação no Novo Desenrola Brasil 2.0 e informou que aguarda as definições operacionais do governo federal para iniciar as renegociações. De acordo com o banco, os clientes já encontram opções próprias de renegociação disponíveis nos canais oficiais da instituição.
O C6 Bank afirmou que está trabalhando na implementação dos procedimentos para viabilizar as renegociações dentro do programa. Segundo a instituição, quando a modalidade estiver disponível, os clientes elegíveis serão avisados pelos canais oficiais.
"Nosso objetivo sempre foi contribuir para que nossos clientes tenham uma relação equilibrada e sustentável com suas finanças pessoais. Aproveitaremos a iniciativa do governo para nos engajarmos, pois isso significa fortalecer uma relação de confiança e perenidade com a sociedade", afirmou André Duarte, diretor executivo de Crédito e Recuperação do Bradesco.
O Inter confirmou participação no Novo Desenrola Brasil 2.0 e informou que aguarda as definições operacionais do governo federal para iniciar as renegociações. De acordo com o banco, os clientes já encontram opções próprias de renegociação disponíveis nos canais oficiais da instituição.
O C6 Bank afirmou que está trabalhando na implementação dos procedimentos para viabilizar as renegociações dentro do programa. Segundo a instituição, quando a modalidade estiver disponível, os clientes elegíveis serão avisados pelos canais oficiais.
O banco informou que as renegociações poderão ser feitas pelo aplicativo, WhatsApp (11) 2832-6049, telefone 3003-6116 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-660-6116 (demais localidades). Enquanto isso, os consumidores já podem consultar condições próprias de renegociação pelo aplicativo e central de atendimento.
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