Publicado 15/05/2026 17:18
Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira (15) diante da falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que aumentou os temores de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial.
PublicidadeO preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em julho, subiu 3,35%, para 109,26 dólares.
Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, avançou 4,20%, para 105,42 dólares o barril.
"O impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã mantém a preocupação com o abastecimento de petróleo em primeiro plano", afirmou Matt Britzman, analista da Hargreaves Lansdown.
"O cessar-fogo se mantém, mas as esperanças de uma rápida reabertura do Estreito de Ormuz desapareceram", avaliou, por sua vez, Barbara Lambrecht, do Commerzbank.
Os analistas destacam que, em circunstâncias normais, dezenas de milhões de barris de petróleo bruto deixam o Golfo diariamente.
Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, "esse número se aproxima de 1 bilhão de barris" perdidos no mercado, estima Tamas Varga, analista da PVM.
Os operadores esperavam avanços diplomáticos após a reunião desta semana entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu par chinês, Xi Jinping, em Pequim.
A China é uma parceira estratégica e econômica fundamental para o Irã e o país que mais importa seu petróleo.
Trump limitou-se a mencionar declarações encorajadoras de Xi, que lhe assegurou que a China não forneceria armas ao Irã e que poderia contribuir para a reabertura do Estreito de Ormuz.
As declarações oficiais chinesas, no entanto, não fizeram qualquer menção ao tema.
Se as negociações entre Estados Unidos e Irã permanecerem estagnadas, "poderemos começar a nos preocupar com uma nova escalada, o que implica o risco de maiores danos à infraestrutura energética da região", disse Warren Patterson, analista do ING, durante uma videoconferência sobre as consequências da guerra no Oriente Médio para o petróleo.
Nesta semana, a Agência Internacional de Energia advertiu que o mundo está recorrendo às suas reservas de petróleo em um ritmo recorde.
Nos Estados Unidos, as reservas de petróleo bruto voltaram a diminuir na semana passada, segundo números publicados na quarta-feira pela Administração de Informação Energética (EIA).
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