Em abril, 80,9% das famílias brasileiras estavam endividadasPixabey
Publicado 31/05/2026 05:00
“As dívidas afetam praticamente todos os aspectos da minha vida. Vivo preocupada, fazendo contas o tempo todo e tentando decidir o que eu vou conseguir pagar no mês.” A professora de educação infantil Jandiara dos Santos Alves, de 53 anos, relata que começou a se endividar depois de passar no concurso de auxiliar escolar em Rio das Ostras. Natural de Niterói, ela teve de se mudar para o município da Região dos Lagos. Pagando aluguel e sem aumento salarial, passou a acumular débitos com cartão de crédito, empréstimos bancários e prestadora de internet, além de dever para familiares. Suas dívidas somam, atualmente, cerca de R$ 30 mil:

“Tudo foi aumentando e eu não tinha aumento nenhum de salário, e aí foi uma bola de neve. As dívidas começaram a aparecer, porque você precisa se virar. Se você não tem condições de pagar, você compra no cartão de crédito, e gera dívida de cartão, de internet…”

A professora afirma que a situação econômica trouxe também uma consequência emocional. Ela conta que vive com um “peso constante na mente” e passa noites sem dormir pensando nas dívidas. Hoje em dia morando em Niterói, ela lembra que só conseguia visitar a cidade apenas uma vez por ano devido às condições financeiras.

“Precisei abrir mão da minha vida social, de passeios e até da convivência com pessoas importantes para mim. Quando morei em Rio das Ostras, quase não conseguia ir visitar meus familiares. Acabei perdendo aniversários, encontros e muitos momentos importantes.”

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A professora de educação infantil Jandiara Alves tem dívidas com cartão, empréstimo pessoais e conta de internet - Arquivo pessoal
A professora de educação infantil Jandiara Alves tem dívidas com cartão, empréstimo pessoais e conta de internetArquivo pessoal
A história de Jandiara pode soar comum para muitos brasileiros. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,9% das famílias brasileiras estavam endividadas em abril de 2026, um recorde na medição histórica.

Os números contrastam com o cenário de recuperação da economia – o PIB cresceu 2.3% em 2025, apenas 6,1% estavam desempregados no primeiro trimestre (IBGE) e o IPCA acumulado entre abril de 2025 e o mesmo mês deste ano é de 4,39%.

Jandiara acredita, no entanto, que o salário não acompanha o aumento no custo de vida. Ela tentou renegociar sua dívida na segunda versão do programa Desenrola, mas não teve sucesso, porque não pôde pagar o novo valor parcelado e não tem condições para fazer o pagamento à vista.

Para tentar reduzir o número de pessoas inadimplentes, o governo federal anunciou, no início de maio, o Desenrola 2.0, que renegocia dívidas de pessoas que recebem até cinco salários mínimos.

Alto endividamento em meio a índices econômicos positivos
Especialistas ouvidos por O DIA apontam que a alta taxa de juros é uma possível explicação para o aumento do endividamento no país. A guerra entre Estados Unidos e Irã gerou uma crise global de energia e sinalizou um horizonte de crescimento da inflação, o que fez com que o Banco Central reduzisse o ritmo do corte de juros. Nas duas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC fez duas baixas consecutivas de 0,25 ponto percentual na taxa básica da economia — a Selic, que está atualmente em 14,50% ao ano.

Segundo o economista Tiago Velloso, o aumento da atividade econômica não significa melhora nas condições financeiras das famílias. Ele afirma que os juros têm grande influência nos índices de endividamento.

“A gente precisa de uma taxa de juros menor para a gente ter uma expansão monetária, para ter mais dinheiro em circulação, mais investimento no país. Se tenho uma taxa de juros alta, obviamente, minha dívida já vai começar a ser mais alta”, explica.

O economista Tiago Velloso observa que o cenário de juros altos favorece o endividamento das famíliasArquivo pessoal

O economista acredita há perda de poder de compra da população, fenômeno que ocorre por causa da inflação. Ele defende que, mesmo perante índices de inflação relativamente baixos, crises globais como a guerra no Oriente Médio e o conflito entre Rússia e Ucrânia geram aumentos no custo de combustíveis e fertilizantes, o que reflete em preços mais caros.

“Tudo isso aumenta o custo de vida das pessoas e faz com que os produtos estejam mais caros. Mesmo eu ganhando mais, estou gastando muito mais do que o aumento na minha renda, e isso acaba refletindo numa perda de poder de compra”, diz.

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest de maio, 69% dos entrevistados afirmaram que perceberam que o preço dos alimentos subiu no último mês, mesmo percentual de pessoas que responderam que o poder de compra dos brasileiros está menor em relação ao ano anterior.

Uma outra causa que justifica o número de endividados no país é a falta de educação financeira. “Apesar de ter um aumento na renda média da população e menos desemprego, as pessoas estão cada vez mais optando por crédito mais caro. Então, é a dívida do cartão de crédito, é o crédito consignado, são aqueles créditos de fato que não têm aquela finalidade de longo prazo, não é para comprar um imóvel, não é para comprar um carro. As opções de crédito acabam sendo só para pagar as contas dos meses anteriores”, defende Velloso.

O Desenrola 2.0
No início de maio, anunciou o Novo Desenrola Brasil, que durante 90 dias permitirá descontos de 30% a 90% em dívidas de quem recebe até cinco salários mínimos. Dentre as novidades do pacote, está a negociação direta com bancos, o uso de 20% do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) no pagamento dos débitos e a proibição aos beneficiários de realizar apostas on-line por 12 meses.

No primeiro balanço do Desenrola, divulgado em no dia 21, o governo federal anunciou que o programa já beneficiou um milhão de pessoas, e que 449.003 dívidas foram quitadas com desconto médio de 85%. Os débitos originais somavam R$ 1,06 bilhão, mas o valor renegociado e pago pelos consumidores foi de R$ 154,2 milhões.

A primeira versão do Desenrola, implementada entre maio de 2023 a março de 2024, reduziu o nível de inadimplência no público elegível em 8,7%, segundo o Censo Nacional do programa, divulgado em maio de 2024. O levantamento aponta que 14,8 milhões de pessoas foram beneficiadas e R$ 53 bilhões em dívidas foram renegociados.

No entanto, de acordo com a Peic, o endividamento das famílias em março de 2024 era de 77,9%, enquanto o índice de abril de 2026 é de 80,9%. Os especialistas dizem que esse aumento acendeu um alerta no governo e motivou a criação de um novo programa. Além disso, o impacto eleitoral do Desenrola é outra razão para a iniciativa, já que o presidente Lula busca melhorar a avaliação do governo em busca da reeleição em outubro.

A economista e consultora de finanças Isabel Abreu acredita que a medida traz um impacto positivo na economia, mas que a solução é de curto prazo, porque não resolve o problema da falta de educação financeira da população:

“Inicialmente vai ter um impacto positivo. Essa iniciativa reduziu muito a inadimplência lá em 2024, só que ela voltou a subir com o tempo. As famílias vão ficar menos endividadas, um pouco mais organizadas financeiramente. Mas, de modo geral, a gente precisa de um trabalho contínuo, que é uma educação financeira sendo mais disseminada. O adulto hoje é muito endividado por conta de mais decisões tomadas por impulso, por preocupação, por desespero. A educação financeira tem que vir do básico para as pessoas tomarem melhores decisões com o dinheiro delas.”

A economista e consultora de finanças Isabel Abreu destaca o Desenrola é uma solução de curto prazoArquivo pessoal

Velloso também demonstra preocupação com novos aumentos no endividamento da população, mas destaca que a iniciativa traz efeitos positivos para a economia de forma geral.

“A ideia do programa é trazer pessoas que têm uma dívida muito elevada, que estão esquecidas do sistema financeiro, sem acesso ao crédito, a uma vida bancária ativa. O programa é uma forma de reinserir elas nesse mercado. Isso vai aumentar o consumo, e é algo muito positivo para a economia como um todo e também para as empresas que estão cobrando. Elas têm recursos a receber que provavelmente nunca seriam pagos. O problema é que ele não ataca na educação das pessoas, no cerne do problema, que é a cultura de você gerar a dívida”, alerta.

Por que o brasileiro se endivida?
A maior causa do endividamento são as pendências com o cartão de crédito ou com bancos. De acordo com o levantamento de abril da Serasa, 27,4% dos inadimplentes estão nesse enquadramento. A especialista em educação financeira da empresa, Mônica Seabra, explica que o endividamento dos brasileiros costuma começar quando se recorre ao cartão de crédito para “estender” o salário e pagar contas básicas.

“O principal vilão, de tudo, é o cartão de crédito, porque tem juros muito altos. O segundo [fator] que está endividando o brasileiro são os utilities, que são água, luz, moradia, comida. Sem conseguir pagar isso, as pessoas estão indo para cartão de crédito, liberando cheque especial e utilizando o crédito pessoal. A partir do momento que eu utilizo para fazer uma extensão do meu salário sem uma programação para os próximos meses, sabendo que eu vou somar com as minhas contas básicas, esse é o principal vilão que está atingindo as pessoas e causando inadimplência”, alerta.

Cartão de crédito é o principal vilão do endividamento, diz Mônica Seabra, especialista em educação financeira do SerasaArquivo pessoal

Novas razões para o endividamento
Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil revelou, em novembro de 2025, que cerca de 40 milhões de brasileiros tinham realizado apostas on-line no período de 12 meses. Para Isabel Abreu, esse é um novo fator que contribui para o endividamento da população.

“O acesso às bets é muito fácil. Ele está espalhado por todo o Brasil. O excesso de influenciadores ganhando dinheiro em cima do endividamento de outras famílias é muito grande. E, querendo ou não, a bet é um jogo de aposta, é vício, e muitas famílias acabam vendendo seus próprios bens para continuar alimentando esse vício. A falta de inteligência financeira e a falta de inteligência emocional impactam as famílias, desde a pessoa que tem uma condição financeira muito boa até a pessoa que acha [que vale a pena] apostar no ‘tigrinho’ R$ 20 para ganhar R$ 30. E aí perde os R$ 20, depois perde mais R$ 30, ganha R$ 10 e acha que está feliz”, ressalta a consultora financeira.

Já o economista e professor da USP Rodrigo De Losso defende que o crescimento de fintechs, empresas de soluções bancárias digitais, contribui para o quadro de endividamento, já que costumam oferecer opções facilitadas de crédito. Entre 2017 e 2023, o número dessas instituições financeiras no Brasil saltou de 230 para 722, segundo o relatório Fintech in Latin America and the Caribbean, produzido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“As fintechs precisam captar clientes. Então, muita gente que não estava bancarizada. Mesmo os bancarizados acabam migrando para a fintech porque é mais barato que os bancos tradicionais. As fintechs, uma vez que têm esses clientes, conseguem observar suas transações financeiras. Elas naturalmente oferecem cartão de crédito, e as pessoas aceitam o cartão de crédito. E aí que eu acho que está a questão, nesse ponto que vejo que pode estar uma explicação boa para a situação [do endividamento]”, avalia De Losso.

Fator cultural e padrões de consumo
Para o professor De Losso, padrões de consumo da população também contribuem para o cenário atual. Ele aponta que o brasileiro opta pela compra imediata de bens de consumo, de forma parcelada, em detrimento de aquisições à vista. O economista defende que essa “impaciência” teria relação com uma memória de calotes do governo e confisco de poupança, na década de 1990:

“Historicamente, nós temos um brasileiro, de modo geral, que é impaciente em relação ao consumo. Ele quer consumir o máximo que puder com a renda que tem. Em parte, o comportamento se deve aos calotes do governo e também ao fato de ter congelado os recursos na poupança. Então há têm uma desconfiança de que se deixar o recurso em aplicação financeira, o recurso poderá ser confiscado. Além disso, tem uma parte significativa das pessoas que sabem que ‘se eu ficar devendo, daqui cinco anos meu dinheiro, meu nome vai ficar limpo lá no Serasa, vai desaparecer a dívida’. Tem pessoas que trabalham com a inadimplência, [de forma] proposital.”
Rodrigo De Losso, economista e professor da USP, diz brasileiro é 'impaciente' nos hábitos de consumoArquivo pessoal
De Losso acrescenta que há uma espécie de “ecossistema” que promove o crédito por meio do parcelamento e, consequentemente, a criação de dívidas. “A propaganda é ‘compra aqui que é em 10 vezes sem juros’”, afirma. Ele recomenda que a melhor forma de comprar bens é à vista, com desconto, porque “de fato” não há juros.

O economista Tiago Velloso também defende que há uma cultura de gerar dívidas. “Hoje em dia, você ter uma dívida aqui no Brasil, principalmente quando a gente vai para camadas mais humildes da população, já virou um consenso. ‘Ah, sua dívida, em cinco anos, caduca’, e é como se a dívida sumisse, o que obviamente não é o que acontece. Seu nome para de ficar sujo no Serasa, mas você continua ainda com um registro de você teve aquela dívida, o que certamente vai prejudicar a sua vida no futuro.”

O engenheiro eletricista Marcus Vinícius dos Santos Ferreira da Silva, de 41 anos, assume que lida bem com sua dívida. Ele conta que ficou endividado quando estava desempregado e, mesmo recebendo o Seguro Desemprego e trabalhando informalmente, não conseguiu equilibrar as contas e contraiu R$ 4 mil em dívidas com o colégio do filho, além de débitos de R$ 600 no cheque especial.

Ele afirma que, no momento da crise financeira em casa, priorizou negativar o próprio nome para não comprometer o da mulher.

“Eu não tenho acesso a cartão de crédito e às linhas de crédito gerais. Se eu precisar usar um cartão de crédito, comprar um carro, financiar um bem de consumo, eu uso o nome da minha esposa, porque ela ficou regularizada.”

O engenheiro elétrico Marcus Vinicius da Silva não tem pressa para quitar as dívidasVictor Louro / O Dia

O engenheiro diz que vive “tranquilo” e “muito de bem” com sua dívida. Segundo ele, o maior impacto na rotina são as ligações de cobrança que recebe todos os dias. Marcus Vinicius, que não está na faixa contemplada pelo Desenrola 2.0, conta que não tem pressa em quitar os débitos.

“[Vou pagar a dívida] quando eu conseguir alcançar meus outros objetivos. Essa dívida não é prioridade para eu quitar agora. E como todo mundo renegocia dívida, então já faz parte do sistema brasileiro natural, não é?”

Impacto emocional da dívida
Para o professor aposentado da rede estadual Gessinei Schueler de Amorim, de 76 anos, sua situação pode ser resumida em uma palavra: “superendividado”. Ele, que não sabe como começou a se endividar, conta que 45% de sua renda estão destinados ao pagamento de empréstimos consignados, cujas parcelas a vencer somam mais de R$ 100 mil. O professor também tem dívidas de R$ 16 mil com três cartões de crédito.

Amorim afirma que o acesso de servidores públicos ao crédito consignado pode ser uma explicação para o seu quadro. “O funcionário público sempre tem. É muito fácil, você entra no aplicativo e o dinheiro está na sua conta na hora. É um juro barato, só que, quando você vai ver, quase todo o seu salário está no consignado.” Ele relata ainda que nunca teve facilidade de lidar com o cartão.

“Eu nunca soube usar essa porcaria direito. Por isso que eu não tenho mais. Se quero comprar alguma coisa, peço a alguém e pago, porque é do cara. Se o cartão é meu, sabe como é… quando vê, foi pros ares.”

Gessinei Schueler, professor aposentado, tem dívidas com empréstimos consignadosArquivo pessoal

Amorim revela que precisa pedir ajuda aos filhos para pagar gastos extras ou comprar bens que vão além do orçamento. Segundo o professor, apesar da boa vontade deles, a situação gera um certo constrangimento.

“Agora mesmo tive que fazer uns exames, porque todo ano eu tenho que prestar exame por causa do meu problema de câncer, e só de ultrassonografia foram mais de R$ 300. Falei para o meu filho: ‘passa um Pix, que quando receber a metade do meu 13º, retorno para você’. E ele falou para mim: ‘pai, eu não sou agiota, não se preocupe com isso’. Mas eu fico realmente sem graça [de pedir], porque ele já me ajudou muito.”

Segundo um levantamento do Serasa divulgado em setembro de 2025, 84% dos brasileiros afirmam já ter tido a saúde mental afetada por problemas financeiros, e 45% sentem culpa ao pedir dinheiro emprestado. Para o aposentado, os débitos geram um impacto emocional.

“Dívida deixa você se privando de muita coisa, porque você não tem dinheiro. Vai tudo para os empréstimos, para as dívidas. E deixa você meio para baixo, apesar do meu alto astral. Você está com um salário que já não é bom, o consignado ainda leva a metade, isso realmente deixa você em uma situação… Bem chateado, fica pensativo. Você dorme e acorda com aquela dívida” completa.

O professor relata que foi ao seu banco para tentar renegociar as dívidas por meio do Desenrola 2.0, mas que nenhum atendente “sabe de nada” sobre o programa. Ele também afirma ter tentado ligar para a instituição, mas que não resolveram sua situação.

Como lidar com as dívidas?
Para Mônica Seabra, especialista em educação financeira do Serasa, o primeiro passo para enfrentar o endividamento é “encarar a dívida”. Ela ressalta que muitos brasileiros não monitoram o CPF e nem ao menos sabem que estão com débitos.

A consultora financeira Isabel Abreu destaca que o ponto fundamental é criar uma organização financeira. Para ela, é a atitude é equivalente à fundação de uma casa.

“Você precisa pelo menos saber o que está entrando e o que está saindo. Então, depois que você está quitado, você precisa ter uma clareza sobre quais são os seus objetivos de vida, porque você não pode se endividar sem ter objetivo nenhum. Você precisa ter uma clareza maior do que você quer alcançar, em quanto tempo quer fazer e como vai executar”, orienta.

O economista Tiago Velloso recomenda que a organização pode ser feita por meio de planilhas ou de até mesmo caderninhos com as contas do mês. Ele defende o corte de custos desnecessários para uma melhoria da situação financeira, mas ressalta que o movimento deve ser feito com cautela.

“A gente vai cortar coisas que são menos relevantes, que fazem menos impacto no seu mês. Um erro que geralmente as pessoas cometem é sair cortando todas as suas fontes de lazer. Não é para fazer isso, porque se cortei todas as minhas fontes de lazer, estou com um problema mental muito grande. Então, corte aquelas despesas que são, de fato, menos relevantes e crie mecanismos para você ter um aumento na sua renda, como o investimento em educação.”
* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Marlucio Luna
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