Franca destacou que governo adotou série de medidas para amenizar efeitos da alta dos custos operacionaisKayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Publicado 02/06/2026 09:44 | Atualizado 02/06/2026 09:59
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse nesta terça-feira, 2, que o governo federal não teve responsabilidade pelo aumento dos preços dos combustíveis e atribuiu a alta a fatores geopolíticos relacionados ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, as medidas adotadas pela União ajudaram a reduzir os impactos do encarecimento do querosene de aviação (QAV) sobre as companhias aéreas e os passageiros.

"Não houve nenhuma medida do governo do Brasil no sentido de gerar o aumento do custo do combustível ... Com as medidas que anunciamos para auxiliar ao setor, as companhias aéreas tivessem um fôlego durante esse período do aumento do combustível e não tivesse um impacto tão significativo no custo da sua operação", afirmou o ministro em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC.

Franca destacou que o governo adotou uma série de medidas para amenizar os efeitos da alta dos custos operacionais das empresas aéreas. Entre elas, citou a redução de tributos sobre o QAV, o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira (FAB) e a disponibilização de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para as companhias do setor.

"Nós fizemos o adiamento das tarifas do mês de março e de abril, e agora prorrogamos os meses de maio e junho, para que elas pudessem ser pagas somente em dezembro, de modo que as companhias aéreas tivessem um fôlego durante esse período do aumento do combustível", disse.

De acordo com o ministro, os financiamentos foram destinados principalmente para capital de giro e compra de combustível. Ele observou que o combustível representa cerca de 40% dos custos operacionais das empresas aéreas.

Franca avaliou que as iniciativas permitiram preservar a expansão do transporte aéreo no País. "Isso fez com que nós tivéssemos uma manutenção da curva de crescimento do número de passageiros no Brasil", afirmou.

Segundo o ministro, o número de passageiros transportados passou de cerca de 98 milhões em 2023 para 130 milhões em 2025, o que representa a entrada de aproximadamente 30 milhões de novos passageiros no sistema aéreo brasileiro.
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"Podemos baixar mais os preços das passagens aéreas"
Franca afirmou que o governo federal continuará adotando medidas para reduzir o custo das passagens aéreas no País. Apesar de destacar a queda recente das tarifas, o ministro reconheceu que os preços ainda são elevados para parte dos passageiros.

"As medidas que foram tomadas ao longo dos anos, desses últimos três anos, fizeram com que a aviação brasileira pudesse ter uma curva de crescimento ano a ano, e as tarifas médias pudessem baixar, podemos baixar mais, podemos, queremos e estamos trabalhando para isso", afirmou o ministro em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC.

Ele afirmou que as tarifas médias registraram aumentos sucessivos entre 2019 e 2022, mas passaram a cair a partir de 2023. "A gente vinha numa curva de crescimento no governo passado da tarifa média, ano a ano houve crescimento. A partir do atual governo, nós tivemos três anos de quedas significativas ano a ano da tarifa média."

Franca atribuiu o resultado a iniciativas voltadas para a redução dos custos operacionais das companhias aéreas, como a desoneração tributária sobre o querosene de aviação (QAV), o adiamento de tarifas de navegação aérea e a criação de linhas de financiamento para o setor.

O ministro também defendeu a importância do transporte aéreo para a integração nacional e para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, a expansão da aviação beneficia tanto o turismo quanto a mobilidade de pessoas e empresas.

"A aviação no Brasil não é um luxo. A aviação no Brasil é uma necessidade ... Nós temos um país com dimensões continentais. A aviação conecta pessoas, conecta negócios e conecta o turismo doméstico", disse.

De acordo com o ministro, os resultados já podem ser observados nos indicadores do setor. O ministro citou uma redução de 14% na tarifa média das passagens em abril de 2026 ante o mesmo período de 2025 e destacou o crescimento da demanda por transporte aéreo

Ele acrescentou que o aumento do número de passageiros ajuda a reduzir os custos médios das operações e que quanto mais pessoas utilizam o transporte aéreo, mais cheias as aeronaves estarão e o custo médio da tarifa fica menor.
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