Publicado 09/06/2026 14:40 | Atualizado 09/06/2026 14:51
O presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9), que não saber quantas vezes o dono do Master, Daniel Vorcaro, esteve no BRB. "Não, não tenho realmente esses detalhes", declarou, durante audiência à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar as operações entre o BRB e o banco Master.
Questionado qual seria a fatia obtida por Vorcaro no BRB, Souza respondeu: "No trabalho que foi feito, inclusive, pela atual administração, nós conseguimos um arresto de 23,5% das ações que estavam em poder, não digo do Vorcaro, mas do grupo", declarou.
Calcula-se que o BRB comprou pelo menos R$ 12 bilhões em créditos podres do Banco Master. O Distrito Federal (DF), controlador do Banco de Brasília, precisará fazer aporte na instituição para cobrir o prejuízo. O banco estatal, no entanto, não apresentou o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado no fim de março.
Empréstimo
Na audiência da comissão do Senado, Nelson Antônio de Souza também afirmou que o esperado empréstimo ajudará o banco público a se enquadrar nos índices necessários para continuar funcionando, após as operações entre a instituição e o banco Master.
"(Esse empréstimo) vai enquadrar em todos os índices que nós precisamos para operar, que é de R$ 6,6 bilhões, mais R$ R$ 2,2 bilhões, totalizando R$ 8,8 bilhões de aportes de capital do controlador no BRB", declarou.
Souza disse que os bancos públicos são importantes para as áreas mais afastadas do Brasil, inclusive, na operação de programas sociais. "Bancos privados têm um papel fundamental dentro do Sistema Financeiro Brasileiro . Mas os públicos também têm (...) São 33 programas sociais no GDF (Governo do Distrito Federal)", disse.
A declaração veio depois de o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) argumentar que o Estado não deveria ter bancos, por ser uma atividade que deveria ser exercida pela iniciativa privada.
Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou à Câmara Legislativa o projeto de lei (PL) que autoriza o DF a contrair um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para resgatar o Banco de Brasília (BRB), que vem enfrentando problemas de liquidez e patrimoniais pela sua relação com o Banco Master.
PublicidadeQuestionado qual seria a fatia obtida por Vorcaro no BRB, Souza respondeu: "No trabalho que foi feito, inclusive, pela atual administração, nós conseguimos um arresto de 23,5% das ações que estavam em poder, não digo do Vorcaro, mas do grupo", declarou.
Calcula-se que o BRB comprou pelo menos R$ 12 bilhões em créditos podres do Banco Master. O Distrito Federal (DF), controlador do Banco de Brasília, precisará fazer aporte na instituição para cobrir o prejuízo. O banco estatal, no entanto, não apresentou o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido publicado no fim de março.
Empréstimo
Na audiência da comissão do Senado, Nelson Antônio de Souza também afirmou que o esperado empréstimo ajudará o banco público a se enquadrar nos índices necessários para continuar funcionando, após as operações entre a instituição e o banco Master.
"(Esse empréstimo) vai enquadrar em todos os índices que nós precisamos para operar, que é de R$ 6,6 bilhões, mais R$ R$ 2,2 bilhões, totalizando R$ 8,8 bilhões de aportes de capital do controlador no BRB", declarou.
Souza disse que os bancos públicos são importantes para as áreas mais afastadas do Brasil, inclusive, na operação de programas sociais. "Bancos privados têm um papel fundamental dentro do Sistema Financeiro Brasileiro . Mas os públicos também têm (...) São 33 programas sociais no GDF (Governo do Distrito Federal)", disse.
A declaração veio depois de o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) argumentar que o Estado não deveria ter bancos, por ser uma atividade que deveria ser exercida pela iniciativa privada.
Na semana passada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou à Câmara Legislativa o projeto de lei (PL) que autoriza o DF a contrair um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para resgatar o Banco de Brasília (BRB), que vem enfrentando problemas de liquidez e patrimoniais pela sua relação com o Banco Master.
''Não posso falar em nome do DF sobre os Fundos de Participação'', diz Souza
Ainda na audiência, Souza disse que não pode comentar o uso de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantias para o empréstimo para resgatar o banco público:
"Não vou defender Estado A ou B, Distrito Federal, qualquer um que seja. A obrigação que tenho é salvar o BRB (...) Não posso falar pelo GDF [Governo do Distrito Federal], outras prefeituras", declarou, durante audiência à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar as operações entre o BRB e o Banco Master.
A declaração veio após a senadora Leila Barros (PDT-DF) questioná-lo sobre se o banco conseguirá arcar com o empréstimo e, em caso contrário, se o valor deverá ser arcado pelos fundos
Souza argumentou que o uso dos fundos só virá em último caso: "Nós pegamos o setor privado, o Sistema Financeiro Nacional, que vai dar garantia desse empréstimo através dos bancos, dos grandes bancos, ao Fundo Garantidor de Crédito, que é privado, emprestando para o GDF (...) Se o GDF não pagar, usa-se FPE e FPM", afirmou.
"Não vou defender Estado A ou B, Distrito Federal, qualquer um que seja. A obrigação que tenho é salvar o BRB (...) Não posso falar pelo GDF [Governo do Distrito Federal], outras prefeituras", declarou, durante audiência à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para explicar as operações entre o BRB e o Banco Master.
A declaração veio após a senadora Leila Barros (PDT-DF) questioná-lo sobre se o banco conseguirá arcar com o empréstimo e, em caso contrário, se o valor deverá ser arcado pelos fundos
Souza argumentou que o uso dos fundos só virá em último caso: "Nós pegamos o setor privado, o Sistema Financeiro Nacional, que vai dar garantia desse empréstimo através dos bancos, dos grandes bancos, ao Fundo Garantidor de Crédito, que é privado, emprestando para o GDF (...) Se o GDF não pagar, usa-se FPE e FPM", afirmou.
Leia mais