Publicado 22/06/2026 05:00
Os celulares topo de linha estão cada ano mais caros, alguns com preços que se aproximam dos R$ 15 mil no lançamento. Como forma driblar os valores, os consumidores têm deixado de procurar aparelhos novos e optado pelo mercado de usados ou recondicionados, que oferecem produtos com preços, em média, 30% mais baratos.
Além do custo, outra vantagem que muitos consumidores podem aproveitar é a maior variedade de modelos e a possibilidade de adquirir versões mais antigas — e consequentemente mais baratas — que não estão mais disponíveis nos sites oficiais.
As principais empresas desse mercado são a Trocafy, Trocafone e Cellular Store, que também oferecem seus produtos em plataformas de e-commerce como Amazon, Mercado Livre e OLX.
De acordo com a pesquisa da International Data Corporation (IDC), cerca de 4,6 milhões de celulares usados ou recondicionados foram comercializados no Brasil em 2025, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. Isso representa 11,1% de todos os smartphones comprados no país.
O aumento do preço de celulares topo de linha é atribuído especialmente ao aumento do custo dos componentes eletrônicos dos aparelhos. Além disso, a alta variação do dólar estimula as empresas a aumentar a margem de lucro para evitar prejuízos. A inflação no Brasil, que dilui o poder de compra da população, também pressiona os custos dos smartphones, que parecem cada vez mais distantes quando o consumidor busca trocar de aparelho .
O estudante de comunicação Vitor Enzo Queiroz precisou trocar o celular por problemas técnicos. Ao pesquisar os preços do mercado, percebeu que não tinha todo o dinheiro para um aparelho novo. Sob influência de um amigo que já tinha comprado um smartphone usado, tomou a mesma decisão. Com isso, ele economizou mais de R$ 1 mil e levou um celular apenas um ano de uso.
Apesar da escolha, Vitor enxergou a situação como um risco. Por sorte, ele encontrou um anúncio na OLX de um vendedor próximo à casa dele e negociou direto com a pessoa.
Um ano após a compra, Vitor teve que trocar a bateria, que custou em torno de R$ 400. Mesmo com a manutenção, ele considera que a qualidade do aparelho é muito semelhante à de um novo.
Riscos na hora da compra
Na hora de comprar um celular usado ou recondicionado, há diversas considerações a fazer além do preço. Algumas lojas oferecem garantias e possibilidade de devolução por insatisfação ou problemas com o equipamento.
Além disso, é importante verificar se houve troca nas peças e a qualidade delas. Anúncios em plataformas como OLX, Mercado Livre e Amazon não fornecem esse tipo de informação nem a procedência do aparelho. Há casos de celulares revendidos que foram fruto de furto ou de fábricas clandestinas.
Na maioria dos casos, não estão incluídos na compra a caixa original, carregador, nota fiscal ou outros elementos importantes que acompanham um celular novo. É recomendado que as compras sejam feitas em locais dedicados e especializados no assunto, pois os aparelhos passam por revisões, manutenções e limpezas que garantem melhores condições ao aparelho usado, daí o nome “recondicionado”.
PublicidadeAlém do custo, outra vantagem que muitos consumidores podem aproveitar é a maior variedade de modelos e a possibilidade de adquirir versões mais antigas — e consequentemente mais baratas — que não estão mais disponíveis nos sites oficiais.
As principais empresas desse mercado são a Trocafy, Trocafone e Cellular Store, que também oferecem seus produtos em plataformas de e-commerce como Amazon, Mercado Livre e OLX.
De acordo com a pesquisa da International Data Corporation (IDC), cerca de 4,6 milhões de celulares usados ou recondicionados foram comercializados no Brasil em 2025, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. Isso representa 11,1% de todos os smartphones comprados no país.
O aumento do preço de celulares topo de linha é atribuído especialmente ao aumento do custo dos componentes eletrônicos dos aparelhos. Além disso, a alta variação do dólar estimula as empresas a aumentar a margem de lucro para evitar prejuízos. A inflação no Brasil, que dilui o poder de compra da população, também pressiona os custos dos smartphones, que parecem cada vez mais distantes quando o consumidor busca trocar de aparelho .
O estudante de comunicação Vitor Enzo Queiroz precisou trocar o celular por problemas técnicos. Ao pesquisar os preços do mercado, percebeu que não tinha todo o dinheiro para um aparelho novo. Sob influência de um amigo que já tinha comprado um smartphone usado, tomou a mesma decisão. Com isso, ele economizou mais de R$ 1 mil e levou um celular apenas um ano de uso.
Apesar da escolha, Vitor enxergou a situação como um risco. Por sorte, ele encontrou um anúncio na OLX de um vendedor próximo à casa dele e negociou direto com a pessoa.
Um ano após a compra, Vitor teve que trocar a bateria, que custou em torno de R$ 400. Mesmo com a manutenção, ele considera que a qualidade do aparelho é muito semelhante à de um novo.
Riscos na hora da compra
Na hora de comprar um celular usado ou recondicionado, há diversas considerações a fazer além do preço. Algumas lojas oferecem garantias e possibilidade de devolução por insatisfação ou problemas com o equipamento.
Além disso, é importante verificar se houve troca nas peças e a qualidade delas. Anúncios em plataformas como OLX, Mercado Livre e Amazon não fornecem esse tipo de informação nem a procedência do aparelho. Há casos de celulares revendidos que foram fruto de furto ou de fábricas clandestinas.
Na maioria dos casos, não estão incluídos na compra a caixa original, carregador, nota fiscal ou outros elementos importantes que acompanham um celular novo. É recomendado que as compras sejam feitas em locais dedicados e especializados no assunto, pois os aparelhos passam por revisões, manutenções e limpezas que garantem melhores condições ao aparelho usado, daí o nome “recondicionado”.
* Matéria do estagiário Felipe Scofield, sob supervisão de Marlucio Luna
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.