Até o momento, era concedido subsídio para o óleo diesel, gasolina e botijão de gás de 13 kgMarcelo Camargo / Agência Brasil
Publicado 30/06/2026 17:09
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (30) que, a partir de quarta-feira (1º), o governo vai retirar a subvenção por litro do diesel. "Fomos atentos para colocar o auxílio e também seremos para retirar", disse, durante entrevista coletiva conjunta com os ministérios do Planejamento e Orçamento e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em Brasília.

"Estamos anunciando que a partir de amanhã, portanto a partir do mês de julho — nós vamos fazer sempre com cuidado, há ainda alguma incerteza no futuro em relação à guerra —, nós já estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel", afirmou o ministro. Ele explicou que assinou uma portaria, que será publicada nesta quarta, com efeitos imediatos.

A medida, segundo Durigan, visa cumprir com os compromissos fiscais firmados anteriormente. "A gente não vai parar por aqui. Está em avaliação a outra subvenção do diesel, que é de R$ 1,15, e também, em especial, a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina", adiantou. Segundo ele, o governo fará "muito em breve" o anúncio de uma retirada, ao menos gradual ou parcial, do benefício da gasolina.

Até o momento, por conta da disparada dos preços do petróleo no mercado internacional devido ao conflito geopolítico, o governo federal concedia subsídio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel, de R$ 0,44 por litro da gasolina e de R$ 11,00 por botijão de gás de 13 quilos. Essa foi a saída encontrada pela equipe econômica para tentar conter os impactos da inflação doméstica.

A Fazenda informou ao Broadcast que o governo já executou R$ 1,003 bilhão da subvenção ao diesel. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã retomaram as negociações para reduzir a escalada militar e garantir o tráfego de navios no Estreito de Ormuz.

PLP dos combustíveis perde o sentido com fim do conflito
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Durigan afirmou também que o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis perde a razão de ser diante do fim das hostilidades entre Estados Unidos e Irã. "Um projeto de lei complementar que não avançou, e nesse momento perde a razão de ser. Em razão do fim da guerra, fizemos uma subvenção condicionada ao não repasse dos valores dos tributos, seja no diesel, seja na gasolina", explicou.

Ele salientou que o governo continua em "permanente reavaliação" desses custos fiscais e do impacto dos preços no país. "Nossos compromissos aqui são o de não manter o preço artificial. Precisamos ter toda a nossa inteligência e os instrumentos colocados à nossa disposição para amortecer o custo da guerra, sem gerar impacto no país, de maneira a não prejudicar nossa população", ponderou.

O ministro acrescentou que o monitoramento do quadro tem sido diário. "Todo dia a gente conversa para entender como estão os níveis de preço — seja o do petróleo, seja o nível praticado no país, a partir, inclusive, das publicações da ANP —, o que tem permitido maior transparência na questão das margens de comercialização", concluiu.
* Reportagem do estagiário Rodrigo Maciel, sob supervisão de Marlucio Luna
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