Pesquisa com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco CentralRafa Neddermeyer/Agência Brasil
Publicado 13/07/2026 10:03
A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2026 caiu pela segunda semana seguida, de 5,30% para 5,16% - 0,66 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana diminuiu de 5,23% para 5,10%. As informações estão no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo BC.

Em contrapartida, a estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 subiu de 4,18% para 4,20%. Um mês antes, era de 4,10%. Já a mediana do Focus para a inflação de 2028 e 2029 seguiram em 3,70% e 3,50%, respectivamente.

Com a queda nesta semana, a projeção do Focus para o IPCA 2026 ficou levemente abaixo da estimada pelo Banco Central para o período, de 5,20%, segundo a comunicação da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom). A estimativa para 2027 segue acima da prevista pelo Comitê, de 3,70%. Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, o BC projeta que o IPCA estará em 3,1% no fim de 2028.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
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PIB
A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 seguiu em 1,99%. Um mês antes, era de 1,96%. Considerando apenas as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa continuou em 2,00%.

O crescimento esperado pelo mercado é similar ao previsto pelo BC, de 2,0%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 caiu de 1,69% para 1,65%. Há um mês, era de 1,70%. Levando em conta apenas as 28 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 1,71% para 1,69%.

As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 122ª e 69ª semana seguida, respectivamente.
Selic
A mediana para a taxa Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00% pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 13,75%. O mercado vem ajustando as expectativas para a extensão do ciclo de afrouxamento monetário conduzido pelo Banco Central, em meio ao aumento da incerteza por causa da guerra no Oriente Médio.

Considerando só as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano caiu de 14,00% para 13,75%.

A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 continuou em 12,00% pela quarta semana consecutiva.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC promoveu cortes de 0,25 ponto porcentual dos juros nas três primeiras reuniões de 2026, que levaram a Selic a 14,25% ao ano. No comunicado da reunião de junho, o comitê voltou a enfatizar a incerteza do cenário e disse que, em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, a magnitude total do atual ciclo de calibração da Selic será estabelecida "à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta".

A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 continuou em 10,50%. Há um mês, era de 10,25%. Já a estimativa para 2029 continuou em 10,00% pela 10ª semana consecutiva.
Dólar
A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,20 pela quarta semana seguida.

Para 2027, a previsão permaneceu em R$ 5,28, enquanto a projeção para o fim de 2028 oscilou de R$ 5,35 para R$ 5,34. Já a estimativa para 2029 continuou em R$ 5,40 pela quarta semana seguida.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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